Fanfic Con voi - Capítulo 2


Coautores ~-tina-
Postado em 20/12/2009 16:28

Personagens Sakura, Ino
Tags Naruto, Sakura, Haruno, Haruno, Haruno

LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela., Universo Alternativo


 

280 exibições
7 comentários
14 favoritos
Não terminada

Capítulo 2 - Scacco (Matto)



Capítulo 02 - Scacco (matto)



- Sakura! O que deu em você, minha filha? – Mamãe estava na minha frente tendo mais um de seus ataques. Ah, se eu não a amasse. – Você se esqueceu que hoje é o “Grande-mode”¹, Sakura! Você nunca fez isso! Há algum problema, meu amor? Pode falar para a mamãe... Só não faça mais isso! Eu quase tive um ataque cardíaco ao ver que você não estava em casa...

- Mamãe, eu estou bem. Eu só n... – Fui interrompida por ela.

- Que bom! Agora Vamos! Não há um minuto para se perder! Temos um desfile daqui a menos de duas horas! Ah, “mon Dieu”², ond...

Nós estávamos na sala de estar de nossa grande casa localizada no subúrbio de Londres. O sol já estava quase desaparecendo na mágica linha do horizonte e o ar fresco da noite começava a se tornar perceptível. Nossa lareira estava inutilmente acesa numa tentativa de deixar o ambiente mais rústico do que já era com várias paredes de madeira nobre e colunas de mármore. Só faltava uma pele de urso pardo estirada no chão.

Fala sério.

Enfim, depois de eu ser bruscamente “retirada” da livraria, aqueles terríveis seguranças (contratados por mamãe, fiquei sabendo depois) me levaram direito para casa. Tudo bem que eles nem eram tão terríveis assim... Tirando a parte de me carregar como uma donzela indefesa que torceu o tornozelo, eles eram bem educados.

Assim que cheguei, Mera, a adorável governanta, me avisou de que mamãe me esperava com o coração prestes a sair pela boca na sala de estar. Imagino que ela deve ter percebido a minha inocente intenção de fugir novamente assim que pudesse quando ela me aconselhou a desistir. Depois, rindo, acrescentou para si em alto e bom som:

- Já era hora de toda essa estripulia...

O que me irritaria totalmente se não fosse Mera. Eu sou – ou pelo menos era – um amor, tá legal? Nunca dei motivo para suspeitas de estripulias, como ela bem colocou. Sem falar que isso soou como se eu fosse uma bomba prestes a explodir confetes de carnaval na cara de quem menos esperava. Francamente, confetes!

Mas era Mera e ela estava – sempre – certa. De modo que me resignei a ir de cabeça baixa em direção ao cômodo no qual mamãe estava. Recebi um sermão terrivelmente chato e depois fui “chutada” para o administrador de minha sessão de beleza, Roy Pierre.

Talvez eu tenha exagerado um pouco na parte “chutada”. Só um pouco.

Roy é legal. Tem um sotaque francês irritante, mas é legal. Tudo bem... Ele é aturável. Faz o tipo estilista excêntrico que todo mundo pensa ter uma super tendência para o homossexualismo, mas, pelo que sua secretária (nem um pouco fofoqueira) me garantiu enquanto conversávamos as duas, ele é bem... XY³, se é que me entende.

Como ela sabia disso eu não perguntei. Preferi ficar nadando no mar da ignorância a ter que me aventurar por oceanos tenebrosos das relações humanas.

- Vamos já, principessa! – Ele adentrou a sala antes que eu pudesse me levantar e ir procurá-lo, assim que mamãe me liberasse. Além de eu estar assustada com a inesperada aparição, ele pôs o dedo na ferida quando me chamou de “principessa” (um jeito muito esquisito de falar princesa). Não gosto que me chamem assim, isso me remete a grandes decepções no meu oceano tenebroso.

- Roy! Que bom que você chegou! – Percebi um alívio sincero de mamãe.

- Acalme-se, Juliana... Roy Pierre chegou para salvar o dia! – Ele disse ridiculamente triunfante – Ou a noite, quem sabe.

Nossa ele reparou que já estava escuro lá fora. Fala sério.

- Ah, Roy... Faça algo, por favor! Logo!

Antes que eu revirasse os olhos dando sinal da minha recém nascida rebeldia, fui conduzida por duas de muitas assistentes estéticas do Sr. Pierre – que surgiram de lugar nenhum – para fora da sala em direção ao meu quarto, mais precisamente, meu banheiro.

Lá, então, recebi curtas e diretas orientações para tomar um banho rápido, usar o condicionador certo etc.

Assim começou a minha jornada de um dia que durou menos de uma hora. Fui lavada, esfoliada, secada, escovada, maquiada, perfumada e vestida até a morte. Só o de sempre.

Quando eu estava pronta, faltavam apenas trinta minutos para o desfile. Meu vestido de alças finas era longo e verde-musgo com alguns toques de brilho em certas partes do tecido. Meu cabelo, sob a prisão de um coque, usava um broche singelo que prendia parcialmente minha franja. Em meus pés havia um salto alto que não representava dificuldade ou ameaça à graça do meu andar. Completando o look, um conjunto de brincos e colar com diamantes genuínos jaziam em minhas orelhas e pescoço, respectivamente.

É... Mais um milagre do nosso querido administrador de sessão de beleza.

Desci as escadas com mamãe em meu encalço perfeitamente fofinha em seu vestido azul. Parecia o vestido daquela fada, Primavera, do filme “A bela adormecida” da Disney... Só que mais “fashion”, como Genevieve diria.

Falando em Genevieve, ela estava ao pé da escada conversando com papai. Ela é minha irmã mais velha dotada dos instintos maternais que mamãe não tinha (como “você-faz-o-que-você-quizer-e-eu-te-apoio”). Somos super parecidas fisicamente, exceto na cor do cabelo. Ela ficou com a cor mais normal, um lindo cabelo ruivo combinando com poucas e delicadas sardas bem posicionadas em seu rosto. Eu fiquei com um ruivo meio esquisito que sob qualquer luz parece rosa. E ela é mais alta.

Pulando a parte física, ela é louca por Mariah Carey e está noiva de um jovem cantor de ópera, Robert (Bob) Deep. Genevieve é atriz cinematográfica bastante famosa. Isso explica o porquê de eu só gostar de animações ou musicais antigos... É meio estranho você estar assistindo um filme no qual sua irmã mais velha é protagonista. Pelo menos para mim.

Papai, Yasuhiko Haruno, desviou seu olhar para ver eu e mamãe descendo a escada com um largo sorriso no rosto.

- Enfim, todas as minhas pedras preciosas! – Ele disse referindo-se a nós três.

Limitei-me a sorrir. Não queria transparecer para papai toda a minha angústia de ir aonde eu ia.

Depois de algumas palavras inutilmente trocadas seguimos para a limusine que nos levaria ao desfile (Leia: inferno). Nem dava para segurar minha emoção. Fala sério. É claro que dava, se não eu teria levantado o automóvel e o teria atirado a metros de distância.

Só faltava eu virar o Hulk. O que não ia combinar nadinha com minha roupa.

Quando chegamos ao local onde ocorreria o primeiro desfile do “Grand-mode”, como mamãe diria, o local estava exatamente do jeito que eu imaginei; cheio de fotógrafos, alguns repórteres televisivos, os convidados para o local que chegavam naquele momento, seguranças e muitas (muitas) pessoas gritando.

Como se já não bastasse a multidão em si, quando eu sai do veículo começaram a gritar meu nome. Eu não queria ser rude nem nada com essas pessoas, porque elas não tinham culpa nenhuma da minha situação emocional. Limitei-me a acenar uma ou duas vezes enquanto Genevieve descia da limusine rindo de mim. Ela nem podia achar graça... O mesmo efeito que eu fazia ela fazia. Reparei que uma moça baixinha de cabelos curtos, assim que viu minha irmã, desmaiou e teve de ser aparada pela colega do lado.

- Estamos na entrada do local onde ocorrerá o London Fashion Week – Carly Johnson, uma das repórteres aliadas ao nosso “querido” William Storm, falava para uma câmera no lado direito da entrada – e a homenageada desse evento acaba de chegar! Lá está Sakura Haruno junto com seus familiares. Está noite promete, Will. – Ah, ela estava transmitindo ao vivo para o New Times (NT). O Jornal televisivo do Storm. Novidade... Pelo menos eu não o veria por aqui.

Quanto nós estávamos entrando, a repórter nos abordou perguntando se poderia fazer uma filmagem mais umas perguntas. Mamãe pareceu radiante, pois ela adora o NT. Mas eu quis cortar logo a onda toda. Eu não estava com cabeça para perguntas idiotas e acabaria falando m****.

- Sabe o que é, Srta Johnson... – Eu comecei.

- Carly. Pode me chamar de Carly – Ela disse simpaticamente. Talvez ela não fosse tão ruim, mas não deixava de ser uma repórter. Ou seja, ao invés de estar fazendo uma reportagem para mostrar as mazelas que afligem a África negra ela está fazendo uma cobertura de um desfile, que apesar de ser rentável para mim, é inútil de outro ponto de vista.

- Hmm... Carly, é que...

- Mas, é claro, Carly, querida! Façamos as perguntas! Nenhum problema, certo, querida? – Mamãe me interrompeu. Novamente. Eu não posso me acostumar com isso de modo nenhum! Tenho que impor minha vontade pelo menos no que diz respeito às minhas decisões! Já tenho idade suficiente! Tenho que ser má! Vamos, Sakura, faça uma cara de eu-mando-aqui.

- Mamãe, acho melhor não. Sakura tem que ir para o camarim. Já estamos em cima da hora por causa daquele probleminha técnico – Genevieve falou em meu lugar. Ela reparou que eu não queria pergunta alguma. Lógico. Ela sempre repara.

- Ah, sim, querida... – Mamãe disse.

- Então, Srta Johnson – Papai começou – Acho que fica para a próxima.

- Claro. Mas, obrigada de qualquer modo. – E assim ela, desapontada, se foi para cobrir outros pontos.

Ao entrar no hall principal, nós nos separamos. Papai e mamãe seguiram para o grande salão onde haveria o desfile e eu e Genevieve seguimos para o camarim onde estavam as modelos e alguns estilistas. Assim que me vi sozinha com minha irmã agradeci por ela me livrar daquela reportagem. Ao que ela me respondeu:

- Não foi nada, irmãzinha. Mas, diga: é impressão minha ou tem algo errado com você?

Não disse que ela sempre repara? Não que eu quisesse falar alguma coisa agora... Mas é reconfortante ver que alguém percebe que você está com um problema. Até por que eu não sabia ainda o que fazer... Quem sabe ela não pudesse me dar uma solução? Mas, talvez nem houvesse solução sem decepcionar nossos pais. Não quero magoá-los... Principalmente a mamãe que deve ser tão frágil para esse tipo de emoção.

- Nada além de um espírito rebelde que nasceu do dia para a noite. – Respondi baixinho e, apesar disso, ela escutou muito bem, pois o som da multidão não alcançava o corredor em que nós estávamos caminhando.

- Espírito rebelde? – Ela riu – Até parece... A filha super obediente com um espírito rebelde dentro de si.

- Ah, Genê... – Eu não fazia ideia de como começar a explicar.

- O que foi? Da última vez que você veio com esse "Ah, Genê..." você teve aquele problema com aquel...

- Não precisa citar o nome!

- Tudo bem, tudo bem... Já me calei, meu bem. – Ela disse rindo enquanto levantava as mãos como se estivesse sendo assaltada. Ela foi um tanto insensível ao tocar nesse ponto.

- Relaxe e fale o que houve. – Ela suavizou a voz me induzindo a explicar tudo o que se passava em minha mente.

Expus apenas o básico. Foi o que o intervalo de tempo que dispúnhamos permitiu. Genevieve escutou tudo calada (como é de praxe à esquisita fleuma momentânea dela) e só no final, antes de abrir a porta do camarim, disse com a mão estendida para a maçaneta:

- Vejamos o que fazer depois... Agora não dá tempo. A menos que você queira pegar um avião e descer em Atlântida por um bom tempo. – Ela riu e eu me limitei a sorrir. Bem que eu realmente queria isso... – E quem sabe encontrar um atlante “galante e amável” para você. Ai você substitui o...

- Abre logo essa porta, Genevieve! – Eu nem tive tempo de começar a gritar, por que antes que ela fizesse o que eu pedi (Leia: mandei), a porta se já estava aberta e estava sendo abraçada por alguém que não vi, mas senti o aroma único do perfume da minha melhor amiga, Ino Yamanaka.
Ino é minha melhor amiga desde o primário. Nessa época eu ainda morava no Brasil. Nós costumávamos ir à casa uma da outra aos finais de semana brincar de Barbie. Um dia ela resolveu pintar de rosa o cabelo de uma das minhas bonecas para ficar com o cabelo igual ao meu. Quando perguntei por que ela havia feito isso sua justificativa foi:

- Ora, Sakura... Não é justo que todas as Barbies sejam iguais a mim! Uma tem que ser como você!

Eu não posso com tanta originalidade...

Ino faz faculdade de Design de moda e tem paixão por flores assim como seus pais – que são donos de uma floricultura muito popular no Brasil. Dois finais de semana de cada mês ela vem até a Inglaterra tirar umas férias. Essa é a desculpa dela, mas eu sei que ela vem me ver. E eu agradeço por isso. Por mais que eu seja considerada uma estrela, não tenho nenhum amigo aqui em Londres. E sempre que pode, está me esperando no camarim para pular no meu pescoço ao ver, pela câmera de segurança implantada em toda porta de camarim, que eu me aproximo. É um amor de pessoa.

- Amiga! Você está linda! – Ela disse largando o abraço – Oi, Genevieve!

- Olá, Ino! – Genevieve falou e depois entrou no camarim para me esperar lá dentro.

- E então? – Perguntei ao ver que a loira em minha frente estava ansiosa para contar algo.

- Ah, Sakura! Consegui uma bolsa para dois anos de intercâmbio em Milão! Você deve imaginar a importância disso! Tipo assim... É Milão!

Apesar de eu estar com todos aqueles pensamentos revoltosos não pude deixar de ficar feliz por ela. Muito feliz. Por isso, foi totalmente compreensível que eu a abraçasse pelo pescoço e começasse a pular dizendo coisas como “Ai minha nossa, eu nem acredito!”. Desde quando entramos no Ensino Médio (e eu começava a ganhar popularidade nas passarelas) ela tinha uma imensa vontade de ir a Milão para aprimorar seu talento fashion.

Só que a minha felicidade se esvaneceu quando ela disse com um olhar cauteloso e triste:

- Mas, Sassá... Você sabe que eu não vou poder mais vir aqui ver você... Meio que esse intercâmbio vai ocupar muito tempo e posso ficar cansada demais, comprometendo o meu rendimento acadêmico...

- Ah. Claro, Ino, sem problemas... Acho que eu sobrevivo aqui. – forcei um sorriso por que não queria atrapalhar o desenvolvimento da única pessoa que me entendia nesse vasto mundo. Além de Genevieve, é claro.

- Mas, isso é superável, miga... – Ela olhou um pouco mais animada – Ainda dá para se comunicar por MSN, Orkut, MySpace, E-mail, telefone, Twitter, Fax, mensagem de celular, pombo corr...

- Tudo bem! – Eu cortei sua fala prevendo meios de comunicação cada vez mais absurdos. Depois ri.

- Ou você poderia ir desfilar em Roma! Não que você prefira estar nas passarelas ou em ensaios fotográficos ao invés de estar comendo uma deliciosa pizza com a vista para a Torre de Pisa. Mas, parece que sua vida não toma jeito. – Ela pareceu um tanto irritada comigo por não fazer nada, apesar de conhecer mamãe e de me conhecer.

- Sinto muito B... – B é o apelido dela... Adivinhe o que quer dizer. Barbie. Eu sei, é deprimente. – Mas é possível que eu esteja em Atlântida daqui a alguns dias...

Ela entendeu patavina.

Agora estou falando que nem meu avô. Enfim. Convidei-a para entrar a fim de que eu me preparasse psicologicamente para a noite e que Genevieve explicasse “o lance do mundo perdido”.

Enquanto outras modelos vestiam suas roupas apressadamente, tinham as maquiagens retocadas, os cabelos arrumados e toda a parafernália (Nossa senhora... Preciso retocar meu vocabulário) que um desfile tem direito, reparei nas expressões das duas pessoas que eu mais confiava. Ino estava se segurando para não rir e Genevieve estava se divertindo muito com o efeito que tinha em sua “platéia”.

- Boa noite, senhoras e senhores! – Escutei uma voz retumbante vindo do Salão e nesse momento todas as pessoas do local onde eu estava haviam paralisado para escutar o orador. –Agradeço a sua presença nesta noite tão ilustre. Hoje hav...

Percebi um discurso inicial falando um monte de baboseiras inúteis. Antes eu prestava atenção por respeito, mas, quando o espírito rebelde invadiu meu corpo reparei que todos eram a mesma coisa, praticamente.

O que só me deixou mais irritada.

Apesar de uma luz mudar ali e uma música mudar aqui, as moças e rapazes sempre desfilam com o mesmo andar e mesma expressão. É um tanto monótono. São todos imagens que o sistema definiu como beleza padrão. Muitas pessoas sofrem em seu psíquico por alienarem-se tentando ser como os moldes das passarelas e revistas de moda. A beleza não deveria ser imposta com toda essa falsa perfeição.

O que só me deixa mais irritada ainda.

Por isso, acho não ser interessante transpor tudo o que se passou no primeiro dia do London Fashion Week. Foi o de sempre. Discurso, abertura com algum tema social (o que eu acho um tanto hipócrita vindo das pessoas frias e idiotas que governam o sistema da beleza), muitas e muitas roupas em modelos magros, altos e esbeltos.

Eu provavelmente teria dormido se não tivesse que dar algumas voltas pela passarela, se não tivesse que falar algumas palavras em agradecimento por ter sido escolhida como homenageada do London Fashion Week atual e se não tivesse que sentar onde todos poderiam me ver babando incontrolavelmente enquanto dormia. Seria possível que algum repórter sensacionalista tirasse uma foto e no dia seguinte eu estaria na manchete de algum jornal de quinta categoria. De modo eu tive que manter a fachada de garotinha perfeita.

No final, houve um pequeno recado agradecendo a presença e convidando para os outros dias do evento. Convite esse que eu recusaria de bom grado.

Quando finalmente fui encontrar-me com papai, mamãe e minha irmã – Genevieve havia deixado o camarim assim que o desfile começou – encontrei-os despedindo-se de um homem jovem quase da minha altura que eu (usando o salto) de cabelos dourados e olhos profundamente azuis.

Ao ser vista por mamãe ela abriu um sorriso e nos apresentou. Seu nome é Max Foltz e eu pressenti algo ruim quando ela disse que ele era um “promissor estilista alemão”. Pra começo de conversa, eu nunca gostei da Alemanha (por causa do Hitler). Depois, se ele foi apresentado a mim com essas duas palavras, promissor e estilista, algo estava por vir. E, ao ver o seu olhar sobre mim, tive certeza de quase cem por cento que eu não iria gostar nenhum pouco desse “algo”.

- É um prazer finalmente conhecê-la, Srta Haruno – Ele disse em um tom... sedutor. Antes de levar os lábios à costa da minha mão direita.

Devo dizer que eu fiquei surpresa tive vontade de arrancar minha mão da dele e perguntar totalmente alterada “qual era a dele”, mas acho que essa reação não pegaria bem... Ora... Isso por que eu sei que em pleno século XXI, um homem não é mais capaz de beijar a mão de nenhuma dama.

Ao menos que seja seu pai, seu marido super apaixonado ou um cara de programa cumprindo um contrato (se você já viu “Muito bem acompanhada” sabe do que eu estou falando)(Um dos poucos filmes "comuns" que assisti).

Não que eu seja descrente, mas hoje em dia parece que o romantismo está na sua pior fase de decadência... De modo geral todos estão fracamente ligados a ideia do verdadeiro amor... É o fim dos tempos... Mas não posso voar muito no desenvolvimento do raciocínio sobre o amor por que eles lá fora da minha mente estão falando algo.

- Querida, você está escutando sua mãe? – Papai tocou meu braço levemente.

- Ah... Perdoe-me, mãe. Não lhe escutei...

- Não se preocupe, querida. – Ela sorriu – Eu estava dizendo apenas que Sr. Foltz estava pensando em lançar uma grife feminina com seu nome. Por tanto, nos convidou para ir a Alemanha acertar tudo. Pelo que parece – Ela lançou um olhar para Max antes de falar – Ele é um grande fã seu.

- Sra. Haruno... – Ele disse abaixando a cabeça num sorriso.

Mas eu não ouvi mais nada. Meu cérebro sofreu um curto circuito ao ouvir as palavras “convidou para ir à Alemanha”. Alemanha.

Ai, é agora que uma bomba atômica explode na minha cabeça.

*´*`**´*`**´*`**´*`**´*`**´*`**´*`**´*`**´*`**´*`**´*`**´*`*
¹ Grand-Mode = Grande Desfile, em francês.
² Mon Dieu = Meu Deus, em francês.
³ XY = Composição gênica sexual de indivíduos masculinos normais da raça humana.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Login

Para ter acesso a todas as funções disponíveis na AnimeSpirit, é necessário que você esteja cadastrado na nossa Comunidade e esteja logado no sistema. Utilize o formulário abaixo para efetuar seu login:


 
 
Lembrar Login?