Fanfic Dama da Noite, Lua Cheia - Capítulo 7


Postado em 09/01/2010 00:53

Personagens Sakura, Naruto, Sasuke, Juugo, Karin, Tsunade, Ino, Temari, Hinata, Gaara, Shikamaru, Itachi, Orochimaru, Cedric, Sasusaku, Gina, Christine, Os De Sempre^^, Srº Fowl, Simbad, Os Mesmos Dos Anteriores
Tags Beijo, Luta, Romance, Amor, Vampiro, Mistério, Ação, Comedia, Vampiros, Lobisomens, Ataque, Dúvidas, Descobertas, Lobisomem, -sim, Estou. – Ele Respondeu Entre Dentes. – Temos Que Voltar Para As Motos E Nos Encontrar Com Tsunade. Sasuke Soltou Gentilmente O Braço De Sakura E Começou A Caminhar Apressado Em Direção Á Rua. Sakura Seguiu-o, E Ao Chegarem À Calçada, Ela Se Virou Para Ele Com Um Olhar Questionador, Queria Pará-lo E Perguntar O Que Havia Acontecido, Mas Ao Ouvir O Nome De Tsunade Logo Soube Que Em Breve Saberia O Que Aconteceu. Sakura Se Voltou Para O Caminho Que Fazia De Volta Para As Motos E Não Voltou A Olhar Para Sasuke, Nem Mesmo Quando Ele Começou A Falar. -tsunade

NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Mistério, Ficção e Fantasia, Romance e Novela., Shoujo (Romântico), Comédia, Ação, Aventura e Luta, Drama (Tragédia)
Avisos: Violência

 

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Não terminada

Capítulo 7 - Uma Visita a Irmandade de Simbad


UMA VISITA A IRMANDADE DE SIMBAD

Sakura se viu na mesma sala em que estivera noite passada com Sasuke. Ela levantou-se lentamente da poltrona onde dormira e sentiu uma pequena dor nas costas. Olhou á volta e viu a sala deserta, caminhou em silêncio até a janela e ao afastar a cortina, via que o sol estava se pondo, o céu azul escuro com várias manchas cor de violeta e rosa. Sakura por um instante contemplou a paisagem, mas se afastou as pressas lembrando-se do que tinha que fazer, e logo se culpou por não ter acordado mais cedo.
Sakura foi até o andar onde Harry Fowl ficava no prédio do Departamento de Polícia. Sem olhar para os lados, Sakura caminhou em passos rápidos pelo corredor entre os box indo em direção á uma sala no final do salão. Sakura bateu na porta fechada e ao não receber resposta, girou a maçaneta. Ela já estava preparada para encarar Harry e começar a dar as explicações, mas se calou ao ver que o Sr. Fowl não estava sozinho.
Ela ficou parada atrás da cadeira onde um agente estava sentado. Harry ergue o olhar para Sakura que o observava curiosa. Ele balançou a cabeça pro agente e falou animadamente:

-Falaremos sobre isso depois.

O outro assentiu e se levantou. Olhou de esguelha para Sakura e ao sair da sala fechou a porta.
Harry sorriu sem jeito para Sakura e fez um sinal para a cadeira que estivera ocupada antes.

-Não obrigada, não vou demorar. – Sakura respondeu séria.
-Boa noite, Sakura. – Harry falou enquanto se debruçava na escrivania.
-Olá Harry. – respondeu Sakura. – Eu queria dar algumas satisfações sobre ontem...

O Sr. Fowl levantou a mão e Sakura se calou, ele fitou-a com uma expressão de seriedade e olhou para a porta atrás de Sakura distraído.

-Fiquei preocupado. Não veio trabalhar hoje. – ele falou sem tirar os olhos da porta.

Sem ter resposta, Sakura deu de ombros. Harry assentiu e finalmente ergue os olhos para Sakura enquanto entrelaçava os dedos em cima da mesa.

-Sei que você estava mentindo noite passada, mas não vou perguntar por que. O que me deixa curioso e preocupado é o que fazia uma agente, armada, em uma rua sem saída, no meio de Londres, com mais de dois homens mortos em um beco quando já se passava de duas da manhã.

Harry ergue uma sobrancelha como alguém que esperava algo. Sakura hesitou por um momento.

-Senhor, não posso explicar ao certo o que houve ontem, mesmo seu explicar o senhor não entenderia, ou ao menos acreditaria. – Sakura deu uma pausa. Ela desviou o olhar para a janela aberta que estava atrás de Harry e em seguida voltou à atenção para o outro. – Estão além dos assuntos policiais, familiares e o que mais seja... é algo importante e sigiloso.
-Confesso que estou tentando compreender, Sakura, mas também confesso que estou preocupado. – Fowl interveio.
-Entendo senhor, mas lhe garanto que não há motivos para preocupação. Só peço que não me questione ou peça explicações sobre o que viu. – Sakura respondeu enrugando a testa.

Harry balançou a cabeça para trás enquanto observava Sakura que parecia confusa. Ele a observou por longos segundos enquanto ela contava os segundos para se livrar daquela sala.

-Certo... mas você parece que quer falar algo mais. – Fowl falou novamente erguendo outra sobrancelha.
-Sim senhor. – Sakura respondeu assentindo. – Quero pedir minha demissão.

Sakura após falar aquilo, respirou fundo como alguém que acabou de voltar pra superfície depois de um mergulho, enquanto Harry observava-a agora surpreso, com as sobrancelhas erguidas e cruzando os braços no peito enquanto encostava-se à cadeira. Ele não se manifestou, continuou olhando-a surpreso.

-Sei que é estranho pedir assim do nada, no meio de um caso, mas é necessário. – Sakura falou ao encarar a expressão de Harry.
-O que me admira é que... Sakura, você está aqui tanto tempo e... sempre gostou do seu trabalho e deu duro pra chegar até aqui, entendo que as coisas não vão nada boas pra você, mas sair da polícia? Estava até mesmo pensando em lhe dar uma promoção.

Sakura ainda sem jeito, desviou os olhos de Harry e olhou para a escrivania a sua frente, onde havia pequenos montes de papéis e vários deles espalhados pela escrivaninha junto com canetas e lápis. Ela voltou a erguer o olhar para Fowl que agora estava decepcionado.

-Estou consciente de que sair agora estarei jogando muita coisa fora, mas é necessário. Volto a repetir que não posso dizer a causa, mas sinto muito em ter que fazer isso. – ela falou em tom decidido.

Fowl girou na cadeira, virando-se para a janela, que agora mostrava a paisagem de um céu escuro e muitas luzes de prédios á frente. Sakura olhou pela janela, ainda séria e quase sufocando querendo sair dali mais do que qualquer coisa. Harry virou a cadeira lentamente na direção de Sakura e ainda de braços cruzados, falou sério:

-Não posso obrigá-la a ficar, na verdade não posso fazer nada. Se você quer isso, se realmente é necessário...
-È necessário. – Sakura interrompeu.
-... então só posso lhe pedir o distintivo e a sua arma. – Fowl falou por fim ignorando a interrupção de Sakura.

Sakura balançou a cabeça afirmando. Ela enfiou a mão em um dos bolsos da jaqueta que usava e tirou um distintivo onde colocou em cima da escrivania cheia de papéis. Ela colocou a mão no bolso do outro lado da jaqueta e tirou dali sua arma, colocando-a ao lado do distintivo. Harry levou os olhos até os objetos recém-colocados na mesa e depois voltou a olhar para Sakura. Ele se levantou enquanto Sakura o observava.

-Sabe que sempre estarei disposto á ajuda-la Srta. Haruno. – ele sorriu.
-Sim senhor. – Sakura respondeu em um meio sorriso.

Ao entrar no carro, Sakura respirou fundo, como se a ausência de ar fosse muita. Ela colocou a chave na ignição, mas não ligou o carro. Encostou-se no banco do carro olhando para o teto bege, por um momento, ela fechou os olhos. Em seguida virou a cabeça para o lado da janela e os abriu, sendo surpreendida pela cena que vira ali. Do outro lado da rua, na calçada, uma menina com o cabelo longo e escuro usava um vestido branco e caminhava de mãos dadas com o pai que a acompanhava-a no lado. Sakura na mesma hora se alarmou, consciente de quem eram aqueles dois, ou poderia ser apenas sua imaginação, mas ainda com a cabeça no banco, ela a balançou rapidamente e sabendo que não poderia ser verdade, assim voltando a fechar os olhos. Dessa vez ficou um bom tempo com eles fechados, e ao voltar a abrir, viu que a menina e o homem haviam desaparecido do nada. Sakura levantou a cabeça do banco e olhou á volta, pela janela alarmada. Não havia qualquer sinal da menina ou do homem, e imediatamente Sakura soube que era sua imaginação, ela suspirou e finalmente girou a chave na ignição.
Sabia que havia algo de errado, sabia que a ausência do pai era maior agora, sabia que queria muitas coisas que não poderia ter, sabia que teria que passar muitas coisas ainda.


Sakura foi se encontrar com Shikamaru no laboratório ao voltar para a Irmandade. Ao chegar no local, estavam ali Ino e Shikamaru, observando Shikamaru que andava de um lado para o outro pelo laboratório enquanto pagava recipientes, pequenos frascos e voltava apressado ao balcão. Sakura se perguntou onde estaria Sasuke, não o vira desde que acordou e sua ausência não era algo muito bom.
Após bater a porta atrás de si, ela perguntou animadamente:

-E então, quanto tempo demora para conseguir um antídoto?
-Não faço idéia. Tenho de analisar quais elementos tem uma reação que combata a vacina, isso pode demorar dias... Semanas... Até mesmo meses. – respondeu Shikamaru sério mas com certo humor na voz.
-Semanas... Uh... Isso não é bom. – Sakura suspirou.
-Sim, eu sei, mas estou fazendo o que posso. – garantiu Shikamaru.

Sakura sorriu e olhou o que havia em cima do balcão, sendo que um líquido verde vivo que fervia em um recipiente lhe chamou atenção

-Pelo que Sasuke contou, a nossa situação não é boa, Karin está planejando acordar o infeliz do irmão e isso não é bom. – Tsunade falou de braços cruzados.
-Se Juugo for acordado, são menos pontos para nós. – Temari garantiu enquanto se apoiava em uma parte vazia do balcão. – Isso não é bom.

Sem nem ouvir a porta se abrir, Sakura arregalou os olhos ao ouvir a voz de Hinata vindo atrás dela:

-Como você pediu Shikamaru, reunião no terceiro andar. Estão todos aguardando você.

Sakura se virou para Shikamaru que estava séria, e enquanto observava sua expressão, Hinata mordeu o lábio para não rir.

-Oh... Obrigado Hinata. – Shikamaru falou gentilmente.

Hinata assentiu e saiu em passos silenciosos do laboratório, enquanto Temari falava com humor e um sorriso:

-O que foi Sakura?
-Ainda tenho que me acostumar com isso.
-Oh... Entendo. – Temari riu.

Shikamaru e Tsunade caminharam em direção á porta do laboratório seguidos por Sakura e Temari. As duas os seguiram até o último andar do prédio e ao chegar, Sakura se surpreendeu-se; o andar todo era um enorme salão, onde já estava agitado por vários outros vampiros da Irmandade. O local tinha sofás e poltronas arrumados em pequenos conjuntos, sendo que boa parte deles já estavam ocupados pelos vampiros que conversavam agitadamente.
Sakura continuou observando o local, enquanto Temari passava por ela e seguia Tsunade e Shikamaru que foram em direção á uma longa mesa no final do salão. Ela não estava mais interessada em ver os detalhes do salão ou ver o que havia nas paredes bege do local, Sakura começou a procurar por Sasuke, e ao ver a ausência dele, suspirou e foi se juntar a Tsunade. Ela sentou-se á esquerda de Temari e se debruçou na mesa, enquanto observava o salão que aos poucos recebia mais vampiros, Sakura sentiu que sua expressão de tédio e ansiedade era grande ao afundar á cadeira, quando virou-se para Temari e perguntou finalmente em um sussurro:

-Onde está Sasuke?
-Ele saiu cedo, pouco antes de você acordar. – Temari respondeu no mesmo tom e se apressou em dizer ao ver que Sakura iria voltar a perguntar: - Não disse aonde ia ou fez qualquer contato conosco.
-Como ele estava? – Sakura perguntou depressa.
-Como assim? – Temari perguntou juntando as sobrancelhas.
-Bom-humor? Preocupado? Ansioso?
-Preocupado... – Temari respondeu com uma careta. – Mas relaxe Sakura, está tudo bem.

Sakura cruzou os braços ficando um pouco tensa. Será que a explicação pelo humor de Sasuke e sua ausência era por causa da noite passada? Sakura ficou com o rosto emburrado, mas logo descruzou os braços e se inclinou na mesa ao ver que Shikamaru havia se levantado e levantou a mão pedindo silêncio para todos no salão.
Todos se calaram na mesma hora, sentando-se nos sofás e poltronas ou simplesmente ficando de pé, se apoiando nas paredes ou no para-peito das janelas, mas todos estavam com total atenção á Shikamaru.

-Quero que escutem com atenção, pois nossa atual situação não é muito agradável. Sei que a rivalidade entre as Irmandades tem sido incontrolável durante os cinqüenta anos mais recentes, sei que têm muitos aqui que têm receios por vários membros de outras Irmandades e vice-versa, mas não podemos lutar sozinhos nas atuais circunstâncias, temos que pedir ajuda.
Ouviu-se murmuros e até alguns baixos protestos. Sakura se inclinou para o lado, se aproximando de Temari e sussurrou:

-Como assim, rivalidade com as outras Irmandades? Achei que todos eram... Amigos.
-Ouve um tempo onde a Ordem se reuniu com vários líderes, incluindo todos os líderes de Londres, ouve uma discursão entre eles e todos se afastaram. Com o tempo, Tsunade e Shikamaru voltaram a se falar como sempre falaram, mas não conseguiram entrar em um acordo com os outros líderes da cidade. – Temari contou.

Sakura assentiu e voltou a se encostar na cadeira.

-Com licença Shikamaru, mas qual é a nossa situação para termos que pedir ajuda para as outras Irmandades? – perguntou uma vampira que estava de pé em um canto. Ela tinha uma voz suave e formal, era pálida assim como todos os outros, um pouco alta e com o cabelo castanho escuro solto em cima dos ombros.
-E você sabe que eles não iriam nos atender mesmo que fosse o fim do mundo para nós. – outro vampiro interveio. Este estava sentado em uma poltrona mais próximo á mesa.
-Eu entendo que o que aconteceu há alguns anos tenha mudado a nossa relação com as outras Irmandades da cidade, mas é preciso. A nossa situação é que... – Shikamaru hesitou. Sakura por um momento achou que ele não iria falar o motivo, por medo da reação dos outros vampiros ou por ser tão perigoso ao ponto de ser dito. Ele suspirou e em seguida falou cautelosamente: -... Karin e o clã Cryptus e Domor e talvez mais alguns clãs, estão planejando acordar Juugo.

Como se já esperava, Sakura ouviu vários sussurros e logo começou a correr os olhos pela sala, vendo a expressão de preocupação e desapontamento nos rostos pálidos dos vampiros.

-Mas como, por quê? – um perguntou enquanto se levantava.
-Isso é grave Shikamaru, temos realmente que pedir ajuda. – outro falou urgentemente.

Sakura se virou para o lado, observando Tsunade e Shikamaru se entreolhando. Ela suspirou e se levantou encarando todos á sua frente, por um momento hesitou, quando finalmente ergue a mão pedindo silêncio, assim como Shikamaru havia feito. Demorou alguns segundos até todos se calarem por completo, Sakura se apoiou na mesa com as duas mãos e falou em tom alto:

-Dois amigos nosso invadiram o Clã Cryptus para pegar uma amostra da vacina que os lobisomens estão usando contra a prata e por acidente acabaram ouvindo o plano dos líderes e de Karin. – Sakura deu uma pausa, lembrando-se automaticamente de Sasuke. Ela afastou a idéia da cabeça e prosseguiu: - Como Shikamaru disse, temos que pedir ajuda, se esse Juugo é tão forte assim, não será suficiente apenas duas Irmandades, temos que pedir ajuda e os únicos que podem nos ajudar são as outras Irmandades da cidade.

Ouviu novos ruídos no salão, dessa vez menos intensos e menor quantidade. Tsunade olhou para Sakura satisfeita e Shikamaru com olhar agradecido. Sakura voltou à atenção para os vampiros reunidos quando um homem que estava no fundo do salão lhe perguntou em uma voz grossa:

- Sakura, como iremos fazer isso se não entramos em contato com eles já faz décadas, será muito difícil de convencê-los, se conseguimos. Sem contar que temos que constatar a Ordem.

Sakura sorriu sombriamente e respondeu:

-Vamos conseguir convencê-los. E em relação á Ordem, está na hora de colocar a conversa em dia, afinal, se você estão em guerra há mais de um século com os lobisomens, a Ordem já deveria estar consciente dos fatos.

Vários murmuros de aprovação encheram a sala. Sakura voltou a se sentar na cadeira e sentiu um pequeno toque em seu braço direito. Ao se virar viu uma Tsunade sorridente aprovando o que havia dito há pouco. Sakura ergue as sobrancelhas, levantando um dos cantos da boca em um meio sorriso.





Cedric estava com um olhar vazio enquanto observava pela janela, à noite lá fora e as luzes dos carros e dos prédios ao horizonte. Christine estava com os braços cruzados, apoiada na mesa enquanto observava o marido e do outro lado da sala estava Itachi que brincava com um canivete.
A expressão de todos os três era a mesma: de tédio e impaciência. Cedric se virou bruscamente e perguntou em tom alto:

-Onde está Karin?
-Estou aqui! – uma voz séria e grave vinda da porta respondeu a pergunta de Cedric.

Christine se virou para ver quem havia chegado e até Itachi parou de brincar com o canivete, guardando-o no bolso da calça, enquanto Cedric encarou Karin que estava parada á porta com uma expressão séria. Ela fechou a porta atrás de si e se aproximou dos outros três.
Por um momento, a sala onde estavam, parecia pequena demais para os quatro e ficaria ainda menor. Christine e Itachi se entreolhavam preocupados, enquanto Cedric olhava agora cauteloso para Karin que parou no centro do cômodo. Ela sentou-se no sofá ao lado da poltrona onde Itachi estava lhe dando uma bitoca, cruzou as pernas enquanto se encostava rapidamente no encosto.

-Quando vamos atacar eles novamente? – perguntou Cedric sério.
-Ainda não foi decidido. – Karin respondeu erguendo as sobrancelhas. – Mas será em breve, temos que reunir todos.

Christine ia falar algo, mas se calou ao ouvir a porta se batendo contra a parede atrás dela. O barulho de madeira batendo na parede foi forte, atraindo a atenção de todos, inclusive de Karin que tinha um olhar duro, mas aos poucos foi se suavizando ao ver uma figura de pé na porta. Usava um capuz preto e uma espécie de capa de viagem nas costas. Mesmo que não pudesse ver o rosto da figura, Karin levantou-se rapidamente, ciente de quem estaria por de baixo do capuz. Ela sorriu por um instante, enquanto a figura agora se aproximava e parava há alguns metros dela.
A figura levantou duas mãos um pouco morenas, e escorregou o capuz para trás, mostrando um rosto sério e cauteloso. O homem era alto; seus olhos eram de um castanho avermelhado, assim como os da irmã; duros. O sorriso que tinha agora no rosto era igual aos olhos, sua pele era de um bronze claro e seu cabelo era curto e loiro escuro.

-Seja bem vindo meu irmão. – falou Karin.

Juugo balançou a cabeça satisfeito, mas continuou calado. Ele lembrava um pouco a irmã, tinha alguns de seus traços no rosto, a mesma expressão misteriosa e gélida. Ele parecia ser apenas alguns anos mais velho que a irmã que agora sorria para ele.

-Parecem surpresos meus caros. – Juugo falou em uma voz satisfeita.
-Não esperávamos você tão cedo. – respondeu Cedric. – Não que isso seja ruim – ele se apressou em dizer. - Mas seja bem vindo depois de tanto tempo, meu amigo.
-È bom estar de volta, ainda mais quando há uma nova guerra. – respondeu Juugo.
-Não há nada de novo, está tudo como sempre foi, mas só que aperfeiçoado. – Itachi falou cauteloso.
– Sim, entendo. Mas o que exatamente está acontecendo? Karin teve a impaciência de cortar os detalhes e me contar os fatos muito rapidamente.

Juugo dirigiu um olhar de censura á irmã que se sentou de volta no sofá. Itachi indicou com a mão uma poltrona vazia onde Juugo dirigiu-se.

-É mais uma questão de diversão e dificuldade ao mesmo tempo, meu senhor. – respondeu Itachi voltando a se sentar.

O sorriso seco e gélido de Juugo não saiu do rosto desde que havia chegado, mas aos poucos ele foi sumindo, restando apenas à expressão de dureza de Juugo. Ele balançou a cabeça, e se virou para Karin que estava no sofá ao seu lado. Ela assentiu, confirmando o que Itachi havia dito e Juugo voltou-se para ele.
Ele ia falar algo, mas foi interrompido pela porta da sala que se abriu pela terceira vez, dessa vez, se abrindo com mais cautela. Dois lobos grandes estavam á porta, um era de uma cor de caramelo escuro e tinha os olhos do mesmo tom, enquanto o outro tinha o pêlo negro e os olhos de um tom vermelho claro.
Os dois lobos se aproximaram do grupo no interior da sala e enquanto caminhavam, se transformavam de volta em sua forma normal, mostrando Logan e Orochimaru que pararam atrás do sofá onde Karin estava. Os dois estavam apenas com suas calças, mesmo assim em trapos e muito sujas. Eles olharam confusos pela sala e ao encontrarem o olhar de Juugo, fizeram um pequeno movimento com a cabeça, como uma reverência.

-Desculpe por interromper senhor. – Logan falou olhando para Juugo. Em seguida, ergueu o olhar para Itachi. – Revistamos a Irmandade e o local está deserto, ninguém voltou pra lá depois da nossa invasão, apenas alguns humanos estiveram de passagem por lá e se assustaram com a casa abandonada, mas não se aproximaram do local.
-Eu fiquei de guarda um bom tempo durante a noite, esses dias e nenhum sinal deles. – Orochimaru se adiantou quando Logan terminou. – Também não teve nenhum sinal de nenhum deles em um perímetro de dois quilômetros da mansão.
-Mas então para onde foram? – perguntou Christine se virando para Itachi.
-Shikamaru. – Itachi e Cedric falaram juntos.

Os dois se entreolharam e voltaram a observar os dois lobisomens recém-chegados ao ouvir Logan:

-Desculpe senhor, mas isso é ruim?
-Sim, é. Um vampiro e um híbrico invadiram clã Cryptus noite passada e pegaram uma amostra da nossa vacina. Trabalhando com Shikamaru, isso não será coisa boa. – explicou Itachi. – Essa foi à causa da confusão de noite passada.
-Mas você os viu saindo do castelo? – perguntou Cedric.
-Eu quase atirei no híbrico. Mandei seis lobisomens atrás deles, sendo que apenas um retornou. – contou Itachi fazendo uma careta.
-Muito bem então. – interrompeu Juugo sério. – Me contem tudo o que planejam e o que está acontecendo.



Tsunade andava em passos apressados pelo corredor iluminado, com Shikamaru andando em passos igualmente ao seu lado, a expressão dos dois era incerta. Tsunade parou de repente com Shikamaru encarando-a.

-Você sabe que ela está incentivando a Irmandade, ainda mais depois do que ela falou agora a pouco.
-Estou orgulhosa do que ela fez, está tentando nos ajudar. – Tsunade replicou dando de ombros.
-Sei que não tenho nada haver com a conversa, mas acho que a garota está certa. – Hinata havia aparecido silenciosamente ás costas de Shikamaru e Tsunade e agora estava entre os dois. – A atitude da garota foi estranha, sem dúvida, ela é cautelosa, por mais que não tenha noção do que esteja fazendo, o faz sem medo, gosto disso.
-Sem dúvida Sakura é uma criatura curiosa. – Shikamaru falou sério.
-Igual ao pai. – Tsunade complementou.
-E estou convencida de que ela esteja certa... Temos mais que convocar as outras Irmandades e deixar o passado para trás.

Tsunade e Shikamaru se fitaram, pensativos. Sabiam que Sakura estava certa e agora Hinata, tinham que pedir ajuda o mais rápido possível.

-Certo. Para contra-atacamos, ou até mesmo para nos defender, temos que pedir ajuda, ou todos vamos morrer. A solução é falar com Lucy, Nylo e os outros. – Shikamaru falou sério.
-E a Ordem? – Tsunade perguntou dando de ombros.
-É como diz a garota “se estamos em guerra, a Ordem já deveria estar ciente dos fatos”. – Hinata respondeu sorrindo.

Os três se calaram. Tsunade sentiu uma agitação dentro dela, uma preocupação se formando, sabia que não iria ser fácil convencer os líderes, muito menos combater os lobisomens, seja lá o que estiverem fazendo.
Shikamaru se virou para o corredor e se adiantou vários passos, mas parou ao ouvir Tsunade que o chamara. Ele se virou enquanto ela falava séria:

-Teremos que formar grupos para falar com as cinco Irmandades. – ela se virou para Hinata. – Chame Gaara, Temari, Ino, Sakura e os outros. Reúna-os na saleta do primeiro andar.
-Certo. – Hinata afirmou.

Ela deslizou pelo corredor em passos silenciosos, enquanto Tsunade e Shikamaru viravam á esquerda e desciam as escadas para o andar inferior.
Tsunade e Shikamaru estava sentados quando Sakura, Gaara, Temari, Hinata e um outro grupo menor de vampiros entraram na saleta. Todos se acomodaram nos sofás e poltronas, enquanto Tsunade se levantava e ia sentar-se no sofá ao lado de Sakura.

-Devo admitir que sua idéia possa nos ajudar bastante, mas não esperava essa atitude vindo de você. – Tsunade falou sorrindo.
-Desculpe se falei coisa que não devia, mas é o único jeito de conseguirmos algo. – respondeu Sakura sussurrando.
-Aiko estaria orgulhoso de você.

Sakura sorriu sem jeito e se virou para a porta ao ver que Ino entrou no cômodo.

-Nossa situação é a seguinte: iremos falar com os líderes das Irmandades, mas para isso vamos nos dividir em pequenos grupos. – Shikamaru se levantou enquanto falava. Ele balançou a cabeça para Tsunade que se levantou.
-Muito bem... Temari e Shikamaru, vocês irão falar com Maya; Hinata e Naruto irão falar com Tom; Gaara e Ino, falarão com Nylo; eu em particular quero falar com Lucy, enquanto Sakura falará com Simbad. – Tsunade ordenou séria, enquanto indicava para as pessoas com os nomes citados.
Aos poucos, todos se levantaram saindo aos poucos da sala já com suas duplas. Sakura se levantou alarmada e se virou para Tsunade que ainda estava de pé.

-Espere um momento... vou sozinha falar com um vampiro que nunca vi na vida? – Sakura perguntou aflita.
-Não, - Tsunade respondeu na mesma hora. – Sasuke irá com você.
-Mas Sasuke...

Antes que Sakura terminasse de falar, Ana indicou com a cabeça para a porta, onde Naruto passava por Sasuke que estava de pé observando as duas únicas que restaram na sala. Ele se adiantou alguns passos para dentro da sala e parou há alguns metros das duas.

-Simbad está no bar? – ele perguntou em uma voz rouca.
-Sim. Você sabe o que fazer. – Tsunade respondeu balançando a cabeça.

Ela se afastou de Sakura e ao passar por Sasuke tocou-lhe o queixo, em seguida saindo da sala. Sasuke seguiu Tsunade com o olhar até ela desaparecer pela porta, então se voltou para Sakura que já estava em um canto, pegando suas armas e seu cinto e colocando-os.
Ainda observando Sakura, Sasuke balançou a cabeça em direção a porta quando ela terminou e os dois saíram em silêncio da sala. Desceram as escadas até a portaria do prédio em silêncio, lado a lado, porém em total silencio. Os dois saíram do prédio e atravessaram a rua em direção á BMW M3 preta de Sasuke que estava estacionada no meio-fio.
Sakura entrou no lado do passageiro, enquanto Sasuke tomava o volante. Ele ligou o carro, ainda em silêncio e manobrou-o pela rua. Até saírem da rua, Sakura ficou observando pela janela, estava insegura, não sabia o que dizer ou que falar, não entendia a atitude de Sasuke, por que estava tão estranho, no dia anterior a beijara e no outro a ignorava.
Ele olhou de esguelha para Sakura e voltou à atenção para o pára-brisa, perguntando em um sussurro:

-Conte-me, por que saiu hoje cedo?

Sakura se virou para ele, com uma expressão insegura, e respondeu no mesmo sussurro:

-Fui pedir demissão.
-Demissão? – Sasuke repetiu alarmado.

Ele se virou bruscamente para Sakura que o encarou. Sakura ofegou por um momento e em seguida se virou para o pára-brisa.

-Olhe para a rua. – ela falou indicando o pára-brisa.
-Sakura, isso era o que você gostava, o que você lutou para conseguir... – Sasuke a ignorou e lhe lançou vários olhares de censura e incredulidade.
-Estou com a minha consciência limpa, Sasuke. Sai do meu trabalho e mesmo assim vou continuar a ajudar as pessoas, para mim está tudo bem. E porque se preocupa tanto? Em um dia você me beija e no outro me ignora e ainda quer me dar uma lição? Ta de brincadeira né?

Sasuke suspirou e ficou rígido. Encarou-a algumas vezes de esguelha; Sakura se virou, a expressão séria. Sasuke voltou à atenção lentamente para o trânsito e freiou rapidamente quando outro carro lhe deu uma fechada de repente. Nem ele nem Sakura se sobressaltaram, ela revirou os olhos, olhando para a janela enquanto Sasuke manobrava; ele havia freado bem á tempo e buzinou para o carro na frente. Ele bufou, irritado e Sakura revirou mais uma vez os olhos, olhando despreocupada para a janela.
Ele acelerou o carro e desviou para a faixa ao lado, acelerou mais ainda, ultrapassando o outro, o barulho do motor foi um pouco mais alto que o normal quando Sasuke freiou novamente e deu uma fechada no carro atrás dele. Ele deu uma espiada pelo retrovisor balançando a cabeça, em seguida acelerando.

-Tsunade odeia que eu faça isso. - ele resmungou. – Espero que você não me prenda por estar tendo essa atitude.

Sasuke levantou um dos cantos da boca em um meio sorriso, olhando rapidamente para Sakura, que fez uma carranca que refletiu pela janela.

-Eu entendo você. – Sakura resmungou de volta despreocupada sem se virar para ele. – Eles não sabem dirigir, ou quando sabem, dirigem quase parando.
-Exato. – Sasuke respondeu tentando segurar o riso. Ele deu uma pausa, olhando Sakura que agora se virara para ele. – Você tem poderes de ler mentes, pensa igual a mim ou também dirige avoada, segundo Tsunade?

Sakura balançou a cabeça e mordeu o lábio de leve para esconder o riso.

-Acho que o terceiro palpite é o que mais se encaixa.

Os dois voltaram a ficar em silêncio por alguns minutos.
Sasuke olhando sério pelo pára-brisa, às vezes com uma expressão divertida no rosto quando dava uma breve espiada em Sakura que estava com o cotovelo apoiado na porta e observava os carros.

-Não acredito que pediu demissão. Quer dizer, era seu trabalho, o que você gostava de fazer.
-Às vezes temos de fazer alguns sacrifícios, nos desfazer de algumas coisas para conseguir outras. – ela respondeu gentilmente se virando para Sasuke que olhava fixamente pelo pára-brisa agora.

Sasuke suspirou enquanto Sakura observava-o, ela baixou o braço, encarando-o.

-Onde esteve a noite inteira?
-Fui resolver algumas coisas...
-O que aconteceu? – Sakura voltou a perguntar rapidamente.
-Nada. Fui apenas... Refletir. – Sasuke voltou a responder em um tom mais baixo. Ele se virou e observou Sakura rapidamente. – Não fique preocupada. E quanto ao beijo, eu não me esqueci dele, retribuirei minha falta de atenção mais tarde! –Olhou sorridente para Sakura.

Sakura já estava olhando de volta pela janela do carro tentando esconder um sorriso. A velocidade pela qual passavam os prédios e os carros ao lado, ela deduziu que Sasuke estivera no mínimo a 100km/h, quando percebeu que ele fez uma curva fechada e agora aos poucos reduzia a velocidade até que o carro parou. Sasuke tirou a chave na ignição e se virou para Sakura.

-Fique por perto, a reação deles será pior de quando você chegou a Irmandade. Simbad é gente boa, mas tenha o mesmo cuidado com ele que você tem com Tsunade.

Sakura assentiu e em seguida saiu do carro. Ela se via em uma rua não muito movimentada. Algumas pessoas passavam por ali, alguns carros estavam estacionados no meio-fio enquanto outros passavam pela rua. Sakura fechou a porta atrás de si e foi para a calçada, seguindo Lucas que parou de repente e puxou a jovem para junto de si lhe depositando um beijo carinhoso e demorado, onde a mesma retribui.

-Achei que “mais tarde”, era um espaço tempo muito demorado, não acha? – Disse em um tom divertido.

Perto de um prédio Sasuke empurrou uma das portas, segurando-a dando passagem para Sakura. Ela passou e parou ao ver outra porta dupla em uma parede não muito longe dali, um pequeno corredor de mais ou menos três metros separava a porta que Sakura e Sasuke haviam passado da outra. Sasuke tomou a frente novamente e empurrou a outra porta dupla.
As paredes do bar eram escuras, o local era iluminado com luzes azuis. No centro do bar havia um balcão que se estendia e fazia a figura de um quadrado, enquanto em volta haviam várias mesas ocupadas por pessoas semelhantemente pálidas e que observavam com curiosidade os recém-chegados.
Tirando o fato de estar sendo observada como comida, Sakura se sentiu confortável no local, tocava um rock clássico, uma batida boa de se ouvir. Ela se apressou ao ver que Sasuke se adiantará em direção ao balcão.

-Vai querer algo hoje, Sasuke? – perguntou um homem pálido, com o cabelo ralo e claro, baixo e um pouco robusto.
-Hoje não, Caius. – Sasuke respondeu gentilmente. Ele se aproximou do homem e logo os dois começaram a conversar rapidamente e nada audível para Sakura que os observava.

Sasuke balançou a cabeça e se afastou de Caius. Ele se aproximou de Sakura e disse:

-Vamos, por ali.

Sakura voltou a ficar do lado de Sasuke enquanto o mesmo enlaçava sua cintura e caminhava em direção aos fundos do bar. Ele a conduziu até uma porta de pedra, e abriu-a com cuidado. Sakura fechou a porta atrás de si e logo percebeu que nenhum barulho que vinha do bar, penetrava o local.
Era uma sala circular, com as paredes de pedra, igualmente como a porta. Seus móveis eram bem modernos. Um racker de madeira bem escura estava em uma das extremidades da sala, onde uma televisão de plasma estava; próximo dali, um conjunto de sofás e poltronas brancas, sendo que ao lado de um dos sofás, estava uma pequena mesa circular, do mesmo tom do racker, onde havia duas taças de cristal e uma jarra do mesmo, com um líquido vermelho vivo dentro, com a qual Sakura imediatamente deduziu que fosse sangue. Do outro lado, uma pequena mesa circular estava vazia, com apenas um pequeno vaso azul com algumas flores e um lustre de cristal iluminava o local.
Sakura olhou em volta e não viu sequer ninguém. Ela se virou para Sasuke, para perguntar-lhe onde estaria o tal Simbad, quando ouviu uma voz grossa atrás dela:

-Uhm... Não esperava você aqui meu jovem.

Sakura assustou-se e se virou imediatamente para o homem que surgira. Simbad tinha uma barba rala e escura, o cabelo igualmente escuro e bem arrumado, seus olhos eram escuros e sua expressão era de surpresa.

-Olá Simbad. – Sasuke cumprimentou-o gentilmente. – Precisamos conversar.

Simbad desviou o olhar de Sasuke para Sakura. Ele a observava com curiosidade e com cuidado, ao ver as armas na cintura de Sakura, perguntou:

-Uma nova híbrica na sociedade?
-Er... Sim. – Sasuke respondeu acompanhando o olhar de Simbad. – Essa é Sakura Haruno.

Ao ouvir o nome Haruno, Sakura percebeu a reação frustrada de Simbad. Ele a encarou e em seguida se afastou, ando pela sala.

-A filha de Aiko, suponho. – Simbad falou em uma voz grossa. Ele parou no meio da sala e se virou para Sasuke. – O que quer Sasuke? Depois de tanto veio aqui me ver, o que está acontecendo.
-Precisamos lhe pedir uma coisa... Não é apenas pedir, mas informar e alertar também. – Sasuke falou se aproximando alguns passos do centro da sala.

Simbad sentou-se no sofá, ao lado da mesa circular e indicou com a mão as poltronas á sua frente para Sakura e Sasuke, que se adiantaram naquela direção e se sentaram á frente do outro. Simbad pegou uma das taças de cristal e se serviu do sangue que estava na jarra. Sakura viu a expressão amarga de Simbad ao tomar o sangue e em seguida ele falou:

-Seja mais direto, Sasuke.

Sakura soltou-se na poltrona, enquanto Sasuke se inclinava para frente e apoiava os cotovelos nos joelhos.

-Os lobisomens estão prestes a acordar Juugo, eles nos invadiram na nossa própria Irmandade, agora estamos refugiados na Irmandade de Shikamaru. Eles estão reunindo uma quantia de Clãs e querem raptar Sakura. Já tivemos um ataque no parque, em plena cidade e por pouco os guardas noturnos não nos pegam. Temos que nos reunir novamente Simbad, todas as Irmandades da cidade. Tsunade pede que deixe as rivalidades para trás e venha se juntar á nós.

Simbad tomou um longo gole do sangue que estava em sua taça e ao terminar, deixou-a de volta na mesa circular. Ele encarou Sasuke por um longo minuto e em seguida se virou para Sakura que olhava distraidamente para a parede atrás de Simbad.

-E o que eu e minha Irmandade ganhamos com isso? – perguntou Simbad finalmente.

Sakura se alarmou ao ouvir a pergunta. Ela encarou Simbad e respondeu secamente:

-Vocês só ganham uma guerra que está sendo disputada há séculos, a vida de cada um de sua Irmandade e a chance de acabar com eles de uma vez por todas.

Simbad lançou um sorriso seco á Sakura e em seguida lançou um olhar desaprovador á Sasuke que olhava cauteloso para o mesmo e se encostava lentamente na poltrona.

-Bem imprudente a sua companheira, Sr. Uchiha. – Simbad falou secamente.

Sasuke suspirou e olhou para Sakura que se levantou na mesma hora. Ela não gostou muito do termo companheira, ela e Sasuke se entreolharam um momento e Sakura se levantou bruscamente encarando Simbad.

-Imprudente é a ação do senhor e os líderes das outras Irmandades. Essa rivalidade não pode continuar, está prejudicando todos e os lobisomens estão se aproveitando disso, eles sabem da situação de vocês e estão em maior número. – Sakura falava com uma voz firme e um tom mais alto, enquanto encarava Simbad.

Ele a olhava curioso e friamente ao mesmo tempo, até que se levantou lentamente. Sasuke temeroso se levantou também, se aproximando de Sakura, os músculos de seu rosto estavam pressionados e tensos. Sakura percebendo a tensão dele ao seu lado, perguntou em uma voz mais baixa e mais formal:

-O que me diz Simbad?

Ele continuou a encarar Sakura que esperava a resposta.

-Quando nos reunimos? – Simbad perguntou suavemente.

Por um instante, Sasuke relaxou, seu rosto ficou liso enquanto ele suspirava e respondia:

-Amanhã, ás onze horas, na Irmandade de Shikamaru.
-Ótimo. – respondeu Simbad balançando a cabeça.
-Nós nos despedimos aqui, agradeço por nos ouvir Simbad. – Sasuke falou estendendo a mão.

Simbad apertou a mão dele e respondeu educadamente:

-Acho que a Srta. Haruno tem razão, devemos deixar essa rivalidade de lado.

Sakura no mesmo movimento de Sasuke, estendeu a mão, enquanto Simbad apertava-lhe assim como fizera com Sasuke.

-Desculpe pela minha atitude senhor. – Sakura desculpou-se recuando um passo.
-Sem ressentimentos minha cara. – Simbad respondeu.

Sakura e Sasuke caminharam silenciosamente até a porta de pedra e saíram da sala silenciosa para o bar que parecia estar mais agitado. Sakura atraiu mais olhares enquanto ia até a porta do bar, com Sasuke na sua cola.
Os dois saíram do bar em silêncio e entraram no carro quase que imediatamente, e ao fazê-lo, Sasuke falou em um sussurro:

-Você ficou louca?
-Por quê? – Sakura perguntou incrédula.
-Você por muita sorte não virou comida... Se tivesse sido outro vampiro, sua morte estava certa, mas Simbad é uma pessoa sensata, essa é sua sorte. – Sasuke respondeu.
-O que é Sasuke... não tinha motivo pra aquela tensão toda. – Sakura resmungou.
-Fale isso por você... – Sasuke falou em um gemido. – O pior ainda está por vir.
-Ah Sasuke, vai dizer que você não achou eu controlando a situaçao super sexy. – Falou ela fazendo charme para Sasuke enquanto eles entravam no carro.

Sakura se virou para Sasuke e viu um dos cantos da boca dele levantados, o que parecia ser um sorriso. Ele olhava pensativo pelo pára-brisa. Ela suspirou enquanto apoiava o braço no para-peito da janela e observava os carros e prédios que passavam como borrões por eles, quando imediatamente um detalhe lhe veio à cabeça.

-Afinal, achei que os vampiros gostassem de sangue fresco. – Sakura falou secamente.
-E gostam. – Sasuke respondeu no mesmo tom. – Mas como Tsunade já lhe disse, eles não podem se dar o luxo de beber sangue humano, e não é sempre que caçam. Alguns, no caso de Simbad, têm certa quantia de sangue guardada para casos de emergência, geralmente quando passam cerca de um mês sem se alimentar. – Sasuke pausou olhando Sakura rapidamente e voltando a atenção para o trânsito. – Deve mesmo ter sido estranho para você aquela cena.
-É, foi estranho. – Sakura concordou.



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