[Outros]Shinomori Kaze no Namida. - Capítulo 10 - O Coraçõo do Okashira
O belíssimo canto dos pássaros parecia hipnotizar o homem parado à porta.
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Classificação: Dezesseis
Aoshi: Oi gente...
demora no cap só pra deixar vocês mais apreensivos, ok?!?!

Brincando... tive uns outros compromisso aí por isso não tive tempo de escrever o capitulo antes.
Bom... hj n tem enrolaceira nenhuma não, bola pra frente q atrás vem gente... hj ainda tenho q atu a minha outra fic... ^_^'
Bom... boa leitura para vocês aí...

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O belíssimo canto dos pássaros parecia hipnotizar o homem parado à porta. O sol iluminava vigorosamente todo o bosque onde ele se encontrava, e secava novamente o kimono roxo do rapaz que havia pernoitado pendurado em uma árvore e havia molhado com o orvalho noturno.
Alheio a toda a movimentação das copas das árvores e dos pequenos animais silvestres, Aoshi permanecia perdido em seus pensamentos.
O sorriso abobado não lhe saíra da face desde o momento em que ele acordara, e seu corpo todo parecia muito mais leve depois daquela noite. Ele tocou levemente seus lábios com a mão esquerda, lembrado-se do gosto dos lábios dela. Seus olhos se fecharam lentamente e a face da mulher lhe brotou na mente.
Aoshi sentia-se muito bem e ao mesmo tempo bastante confuso. Aquele sentimento estranho jamais havia sido sentido pelo rapaz. A felicidade que ela lhe trazia quando abria o enorme e delicioso sorriso era um mistério que ele jamais conseguiria desvendar. O poder com o qual o corpo dela atraia o dele era algo além da compreensão do jovem espadachim.
Ele se virou para dentro da cabana para observá-la novamente.
Ela ainda dormia de forma serena e angelical. Aoshi admitia para sí mesmo que o sentia pela mulher era muito mais do que uma simples compaixão. Cuidava e procurava deixá-la confortavel não por pena, ou por sentir que lhe devia algo. Não velava seu sono simplesmente por motivo de segurança, e ele entendia isso agora. O poder que a jovem mulher exercia sobre ele era algo tão sublime e puro que ele não lutara por um segundo contra aquilo.
Ele sabia que o sentimento que ele sentia, e que gostava de sentir, era amor. Apesar de não entender como poderia se apaixonar pela primeira vez por alguém com quem mantivera tão pouco contato, ele sabia no fundo de seu coração que aquilo era amor. Talvez não fosse o amor propriamente dito, mais era o mais perto que ele havia chegado do amor.
O sentimento de querer bem, de se importar com o bem estar dela. A sensação de ficar ao lado dela, e de querer ficar alí em seus braços o máximo de tempo possível. A oportunidade de olhá-la que não era disperdiçada sequer por um único segundo. O calor que sentia quando chegava próximo dela, quanto pegava-a no colo ou simplesmente quando seus olhos frios e distantes eram recebidos pelo sorriso perfeito dela. O gosto adocicado de seus lábios, a perfeição das curvas de seu corpo...
Aoshi balaçou a cabeça negativamente. Ainda sorrindo deixou a cabana comentando consigo mesmo:
_ Aoshi Shinomori... Este anjo... Ele será a sua ruína... Com certeza será a sua ruína.
Aoshi seguia uma trilha na floresta em direção ao norte do bosque enquanto mantinha seus pensamentos voltados para a jovem que dormia em sua cama. Ele sabia que o Clã Agura, para o qual trabalhava, não haveria de se importar com a garota. Não se importaria, a menos que a imagem dela inteferisse nos negócios dele.
Ele sabia que, cedo ou tarde, ele teria que escolher entre a espada e a belíssima jovem. Não tinha dúvidas de que escolheria viver com ela à continuar o banho de sangue que vinha promovendo. Mas naquele exato momento nada daquilo importava, pois ele sabia que pelo menos por um tempo poderia nublar a imagem da garota como vinha fazendo com tantas outras imagens que atrapalhavam sua vida de retalhador. Sua boca, já um tanto seca e rachada, demonstrava claramente a dependencia química da substância que fôra o motivo da caminhada até o templo.
O templo era pequeno e ficava no alto de um pequeno lance de escadas. Era adornado de maneira simples mas muito cuidadosa. O brasão do Clã Agura tremulava em uma bandeira presa a um mastro no topo do prédio.
Com a respiração um pouco mais ofegante e os olhos um pouco perdidos, Aoshi iniciou a subida dos degraus.
Enquanto isso no salão de reunião do prédio sede do Clã Agura, dois figurões reuniam-se com mais um, este de idade mais avançada.
Um dos homens era alto e esguio. Vestia uma farda da polícia japonesa e ostentava uma cicratiz horrível na face direita. O outro era um pouco mais baixo, e vestia um kimono adornado com dragões dourados e prateados e que pareciam um quadro muito realista. O cabelo negro era comprido e estava amarrado com uma delicada fita azul-marinho. Os olhos vazados do homem mantinham-se abertos durante o tempo todo, apesar de obviamente não poderem receber qualquer estímulo visual.
O velho era baixinho e gordo. O bigode espesso era levemente grisalho e o homem ja era bastante corcunda, indicando idade avançada. O oficial quebrou o silêncio com sua voz grave e de tom bastante preocupado:
_ Estou preocupado Morioko. O seu "mensageiro"... _ Ele fez questão frisar muito bem a palavra "mensageiro". _ Ele andou aprontando uma das boas na casa dos Shizuka. Não sei oque aconteceu com ele por lá, quem ele encontrou, ou oque ele viu... Sei que em seu frenesi estúpido ele acabou assassinando o líder do Clã Agao... E acabou deixando uma das filhas do Shizuka escapar com vida!! Não sei se conseguirei encobrir essa carnificina agora que a garota está sob a proteção da guarda particular do chefe Katsumoto.
_ Hun... entendo.. _ O homem cego ascentiu com a cabeça de forma muito vagarosa. _ Então o jovem Shinomori passou dos limites não é mesmo?? Já esperávamos por isso. Nas últimas semanas, as doses do novo ópio do doutor Gyuura foram elevadas de maneira muito drástica. Sinceramente?? Nunca imaginei que ele fosse durar tanto tempo levando as nossas "mensagens" aos nossos inimigos. O que devemos fazer agora Ahui?? O rapaz ainda é muito forte, não conheço um único espadachim neste país que seja capaz de vencê-lo numa luta direta.
_ Não vim até aqui para lhe dar a reposta senhor Agura. Vim até aqui lhe informar que o chefe Katsumoto já está a procura do espadachim chamado Aoshi Shinomori. Seus esforços não chegarão muito longe, mas ele pode acabar esbarrando em algo que nos ligue a ele, o que não seria nada bom não é mesmo??
_ Providências já foram tomadas, senhor Haguura. _ Interferiu o velho doutor.
_ E posso saber que providências são essas, doutor Gyuura? _ Questionou, intrigado, o oficial Ahui Haguura.
_ O senhor já deve conhecer o nosso novo método de controle não é mesmo? Consiste em drogar o soldado a um nível controlado, para que suas habilidades não fiquem prejudicadas e sua consciência fique controladamente suprimida.
_ Prossiga... _ Comentou o oficial Haguura.
_ Pois bem. Na última década, trabalhei no desenvolvimento de uma nova droga. O meu novo ópio é cinco vezes mais potente, e vicia até dez vezes mais que o comum. O jovem Shinomori é um dos meus "clientes" mais assíduos, se é que o senhor me entende... A meses ele ingere o Ishin Ópio uma ou duas vezes ao dia, de modos que seu sistema nervoso já ficou completamente dependente da droga. Quando fumado ou inalado, o meu Ishin Ópio possue características calmantes e alucinógenas que duram de duas a três horas. Quando bebido em forma de chá, o Ishin Ópio aumenta o nível de concentração e exprime o máximo poder físico e capacidade de raciocínio do depentende. Os efeitos duram sempre cerca de quarenta minutos, seguidos por duas horas de náuseas e fortes contrações musculares involuntárias que são misteriosamente apagadas da memória. Esta é uma nuance realmente magnífica e que ainda não pude estudar de maneira aprofundada mas...
_ Doutor Gyuura.. Não estou interessado em comprar nenhum de seus remédios ou drogas... Gostaria de saber oque isso tudo tem a ver com a morte do jovem Shinomori... _ Interrompeu o oficial.
_ Ele tem razão Gyuura. Conte-nos como isso mais nos livrar do problema chamado Shinomori. _ Completou o homem cego, chamado Morioko Agura.
_ Sim sim, mas é claro senhor Agura... O sistema nervoso do rapaz está completamente dependente da minha droga. um único dia sem a dose inalada ou fumada vai fazer-lhe entrar em desespero. Dois ou três dias sem a droga, ele começará a sentir os calafrios e pontadas musculares violentas de hora em hora. Sua temperatura corporal se alterará e ficará variando durante todo o dia. Ele começará a verter sangue do estômago, nariz, até mesmo dos ouvidos e olhos... Ficará psicológicamente instável, impossibilitado de se movimentar, de comer... Definhará no prazo de uma semana e morrerá, com toda a certeza!! Nem precisaremos nos aproximar do rapaz, ele não terá a menor chance sem o suprimento de drogas que apenas eu posso lhe dar... Neste exato momento ele deve estar se deparando com a desesperadora notícia. _ completou o doutor com um sorriso estampado na face.
Aoshi subiu os últimos degraus, adentrou ao templo e se dirigiu ao altar principal. Empurrando a imagem de Buda no centro do altar, Aoshi revelou uma pequena portinhola que foi aberta fervorosamente pelo jovem samurai.
Os olhos azuis e frígidos do rapaz arregalaram-se de forma espantosa quando este reparou o interior do recipiente que jazia sob a imagem de Buda. Ele estava completamente Vazio...
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Notas finais:Capitulo grande hein...
OFMG!!!! O clã agura está arquitetando a morte do Aoshi...
E agora?!?!?!
Bom...
Agora é com a nossa deusa ficwritter...
Kaaaaaaaaaaaaaaaaaarol-chan... continua essa história aih...
oq q vai acontecer com o Aoshi agora que ele não recebe mais as doses de Ópio?!?!?
Capítulos de [Outros]Shinomori Kaze no Namida.