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[Outros]Shinomori Kaze no Namida. - Capítulo 31 - Nas Mãos Erradas


O sol já havia nascido nos arredores de Tokugawa naquela manhã. Binário Tatsu já havia despertado do sono involuntário no qual acabara caindo, e se erguia sonolento da árvore onde havia se recostado na noite anterior.
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AnimeSpirit:

Adicionado por: @G-Dragon
Adicionado em: 16/10/2008
Categoria: Misc/Outros
Coautores: ~Aoshizin
Generos: Romance e Novela., Shoujo (Romântico), Ação, Aventura e Luta, Drama (Tragédia)
Avisos:
Personagens: Aoshi, Karol
Tags:


Caros leitores;

Como, em minhas humildes introduções pré-capitulares, geralmente inicio retratando-me pelos longos períodos de intervalo entre um capítulo e outro, gostaria de me abster desta obrigação nesta ocasião em especial.
Acredito que meu pequeno reservatório de explicações vagas já tenha esvaído-se à muito. Peço apenas que todos vocês tenham paciência, pois já é conhecida minha falta de força de vontade para exercer qualquer outra atividade que não esteja relacionada a meu leito.
Entretando, gostaria de enaltecer a participação ativa(e portanto, totalmente avessa à minha) de minha parceira neste projeto, cobrindo-me nos longos períodos sem atualização provenientes de minha pessoa e elogiando-me, embora acredite que todos estes elogios sejam puramente interesseiros e a pessoa em questão só esteja participando desta atividade juntamente à minha pessoa na tentativa de se colocar em meu testamento e receber parte dos milhões de dólares que desvio, de maneira ilegal, dos cofres da Anime Spirit.
Acredito que vocês, meu amados leitores, não irão gostar nem um pouco da produção literária por mim devaneada, muito embora jamais evidenciem em seus comentários. Minha escrita é pobre, e colaboro para o andamento desta trama muito mais no intuito de entretê-los e encontrar minha falhas, do que própriamente colher os louros que vocês, de forma tão educada, me oferecem em seus comentários bondosos. Vale a pena lembrá-los, de que o próximo capítulo deverá ser confeccionado pela mulher que atende pelo pseudônimo de "Karol", e portanto deverá estar à altura de uma produção um pouco mais profissional.

Certo da compreensão de vossas senhorias;

Aoshi



______________________________________






O sol já havia nascido nos arredores de Tokugawa naquela manhã. Binário Tatsu já havia despertado do sono involuntário no qual acabara caindo, e se erguia sonolento da árvore onde havia se recostado na noite anterior.

O alquimista Binário, A gueixa Naru e a jovem Aya haviam passado a noite naquela floresta à espera de Sousuke Sagara, que havia de se confrontrar com um inimigo muito poderoso na tarde do dia anterior. A noite caiu e os três permaneceram lá, esperando pelo espadachim. Conforme o tempo passara, a pequena jovem noiva do rapaz fora ficando cada vez mais nervosa mas o alquimista mediara a situação, dizendo que se na manhã do dia seguinte, Sousuke ainda não tivesse retornado, ele iria atrás do espadachim.

A manhã havia chegado e Sousuke ainda não retornara. Enquanto lavava o rosto amassado em uma lagoa próxima, Binário questionava a gueixa, voltando seu olhar para a garota que não tirava os olhos da surrada cabana de madeira à encosta da montanha:

- Sousuke ainda não voltou, não é??

- Não... - Respondeu, com um tom mais triste, a bela Naru.

- Como a jovem Aya está??

- Não sei... Ela não dormiu nada esta noite, deve estar muito aflita com essa situação toda.

- Naru... - Binário tomou uma entonação mais séria. - Quero que entenda que não podíamos ir até lá mais cedo. Foram ordens do próprio Sousuke, e de Aoshi.

- Eu sei Binário... Só espero que não tenha acontecido nada de muito ruim.

Virando-se para o local onde a jovem Aya estava, Binário caminhou lentamente, perguntando em um tom mais descontraído e com um sorriso na face.

- Então, Aya-chan... Vamos atrás do preguiçoso do seu noivo??

Como que despertada de um transe pelas palavras do alquimista, a garota pôs-se rapidamente de pé e correu na direção dos outros dois, colocando-se entre eles. Rumaram em direção ao pequeno casebre encrustado na montanha alta que se erguia diante deles.

Ao passar pela porta, Binário parou e voltou a entonar sua palavras com seriedade:

- Escutem, o que vamos ver aqui dentro não é muito bonito... Apenas procurem não olhar, está bem??

As duas ascentiram com a cabeça. Depois, a doutor Tatsu abriu a porta lentamente e os três atravessaram o salão onde os dois espadachins haviam sido destroçados pelo gigante Azuuma. O cheiro forte encheu os olhos de todos com lágrimas, tamanha era a putridão do ambiente. Atravessaram a casa e pararam à porta por alguns segundos. Depois Binário iniciou uma corrida acelerada na direção do corpo de Sousuke, que estava deitado sobre uma poça de sangue, Naru e Aya vieram logo após, parando ao lado do corpo. O doutor ajoelhou-se próximo e verificou os batimentos cardíacos, depois verificou o corte profundo que Sousuke possuía no abdômem. Com os olhos cheios de lágrimas, Aya-chan questionou ao pequeno homem ajoelhado:

- Então, Binário-san. Sousuke está...??

Binário abaixou a cabeça por alguns segundos, frisando a testa e fazendo sinal de tristesa. Depois ergueu o olhar com um sorriso enorme e fitou a jovem, respondendo a pergunta:

- Não... O baixinho aqui não está morto...

Depois de Naru soltar um gigante "ufa...", Binário foi atingido na cabeça por uma tamancada violenta:

- Isso é brincadeira que se faça?? Que senso de humor mais imbecil!! Você é retardado?? Quer matar a garota do coração??

- Ai!! Aiii!! - Bradava o alquimista enquanto corria da gueixa para baixo e para cima - PARA COM ISSO NARU!!! Temos que remover o Sousuke daqui e cuidar desse corte... AIIII!!!! Para com isso, ele ainda não tá totalmente salvo!! Droga!! Se pudesse, eu trocava de lugar com ele...

...

Dois dias haviam se passado desde a batalha de Aoshi contra seu próprio primo. Consideravelmente melhor de saúde, em parte por causa dos medicamentos ministrados pelo alquimista irmão de Karol, Aoshi já podia levantar-se e caminhar lentamente pela cabana em que se encontrava.

O lugar não era muito luxuoso, mas era bastante agradável. Uma belíssima cachoeira ficava atrás da casa, e uma pequena lagoa se formava, dando vasão à água restante através de um pequeno corrego que descia a montanha. O cheiro forte de jasmin vinha de um canteiro ao lado da casa, onde as flores eram cultivadas caprichosamente. O interior da cabana era muito claro e bastante espaçoso. Aoshi deitava-se sobre uma esteira de bambú, pouquíssimo confortável. Quanto à Karol, a ela era destinada uma cama fofa, feita com vários lençóis sobrepostos. Quest, que havia falado muito pouco nesses dois dias, possuía uma cama ao lado da de sua irmã, e ficava o tempo todo velando seu sono.

Karol havia melhorado bastante também, desde que o irmão havia iniciado o tratamento. Quest era atencioso e cuidava bem dela, além de parecer um excelente alquimista e médico. A garota dormia boa parte do dia, e Aoshi a via em poucas ocasiões, apesar de ela sempre acordar pedindo por ele. Por enquanto, Quest havia ordenado que Karol não falasse nada, e ela obedecia ao irmão como um paciente obedece ao tratamento imposto pelo médico.

Ao cair da noite, no terceiro dia, Quest decidiu conversar com o japonês que seria pai do filho de sua querida irmã. Depois que Karol caiu no sono, ele saiu do quarto e foi até o quintal, onde Aoshi encontrava-se. O homem estava encostado em uma árvore e observava as flores plantadas ao lado da casa, Quest aproximou-se sem que ele percebesse.

- São jasmins... Karol adorava essa flor. - Aoshi se virou para Quest, calmamente. - Como você se envolveu com a minha irmã??

- É complicado... Na verdade eu nunca entendi por que ela não foi embora da minha casa quando ficou curada.

- A Karol é assim mesmo... Se apega muito facilmente a qualquer um. Não me admira que ela tenha se apaixonado por um mercenário imundo como você!!

Aoshi piscou calmamente, procurando não parecer ofendido pelas palavras do estrangeiro.

- Nunca encontrei nada que me prendesse à este mundo. Nunca tive medo de nada... Nunca senti ódio, ou amor, por qualquer pessoa que fosse... Eu mesmo ainda não compreendo como isso foi acontecer. Sua irmã me transformou em algo que lutei a minha vida toda para não ser: um ser-humano normal.

- Quero que saia daqui... - Quest comentou, parecendo ignorar as palavras do espadachim. - Não me importa o que ela sente por você. Saiba que nada de bom pode vir de alguém cuja existência é manchada de sangue!! Quero que deixe minha irmã em paz e não se encontre com ela nunca mais, você me entendeu, maldito japonês?! - As últimas palavras foram proferidas enquanto o estrangeiro de virava para Aoshi e encaráva-o com ódio no olhar. Depois de mais alguns segundos, Quest retomou sua feição mais serena e deu as costas à Aoshi novamente, entrando na cabana. - Se não desaparecer até amanhã, eu te mato!

Na manhã seguinte, Aoshi acordou e sentiu-se observado. ao lado de sua cama improvisada, Quest aguardava, ajoelhado e com uma pequena sacola na mão. Ao ver que o rapaz despertara, estendeu-lhe a bolsa:

- Aqui tem um pouco de dinheiro e alguma comida. Pegue um dos cavalos que estão lá fora. Se correr bastante chega a Tusaky antes do anoitecer, pegue um navio para qualquer outro lugar de lá. O importante é ir o mais longe que puder da minha irmã!!

Aoshi ignorou as palavras do irmão de Karol e ergue-se com dificuldade. Caminhou até a saída do quarto e pegou uma de suas kodachi. Depois, retirando-a da bainha calmamente, questionou:

- Se falavas a verdade, ontem, sobre me querer longe de sua irmã. Também o fazias quanto a me matar para isso, certo??

Quest sorriu com o canto dos lábios, depois ergue-se lentamente e atirou a sacola para um canto do quarto, dirigindo suas palavras à Aoshi em tom de desapontamento:

- Humpf... Já esperava uma resposta dessas, japonês estúpido... Como quiser.

Dizendo isso, Quest caminhou quarto afora e, agarrando uma espada japonesa que se encontrava no corredor, apontou para a rua:

- Vamos... Não quero que minha irmão sinta o cheiro de seu sangue podre aqui dentro.

Aoshi concordou com um aceno de cabeça e caminhou, lentamente, até o exterior da cabana. Quando ambos já estavam prontos para começar o embate, o som de um tiro ecoou pela montanha. A bala atravessara a perna esquerda de Aoshi na altura do joelho, fazendo o espadachin ranger os dentes de dor e cair ajoelhado enquanto, de dentro da mata, surgia uma dúzia de homens com o uniforme da polícia. O que aparentava mais idade tomou a frente enquanto Quest colocava a espada na bainha:

- Pensei que se atrasaria, capitão Satsuna.

- Aoshi Shinomori! Você é acusado do assassinado de uma dezena de senhores feudais e de seus subalternos, será levado à interrogatório e julgamento, sendo, muito provavelmente, condenado a morte! - O capitão respondeu olhando para Aoshi.

Rapidamente os demais soldados da polícia cercaram Aoshi e renderam-no, amarrando seus braços e conduzindo-o a um dos veículos que haviam os trazido até alí. Enquanto era colocado na carruagem, Aoshi viu Quest comprimentar o capitão e comentar algo em voz baixa.

- Ande logo... "Espadachim de Pedra"... - Desdenhou um dos soldados, antes de golpear a nuca de Aoshi com o cabo da espada e atirá-lo, quase desmaiado, na carruagem que o conduziria à interrogatório.

Antes de desmaiar, Aoshi tinha seus pensamentos voltados à uma única pessoa:

- Ka... rol...

!!!!!CONTINUA!!!!!


_____________________________

Aoshi: Arrá!!!!!
finalmente, finalmente, finalmente!!!!!!!!!!!
Depois de 100000 de anos, sai este capítulo;;
ficou ruim??? eu sei, eu sei...
Calma que a dona Karol já volta pra cá, pra me dizer o que aconteceu exatamente com o mano Sousuke e como esses malditos do exército interrogaram o Aoshi...

Quest... SEU TRAÍRA SAFADO!!!! vai ter troco hein, pode ter certesa!!!

Capítulos de [Outros]Shinomori Kaze no Namida.

[16/10] Capítulo 06
[16/10] Capítulo 08
[16/10] Capítulo 20
[16/10] Capítulo - 04



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