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[Gundam Wing] Supermassive Black Hole - Começo de Tudo


Supermassive Black Hole...

Uma fic de gundam Wing que eu tinha enterrada no meu PC há muito tempo, detalhe esta é UA, portanto quem espera Shonen-ai, não é aqui que irá encontrar.

Detalhe²: A Mizuno dessa fic não é a mesma da "Puppet Girl", eu somente gosto do nome, por isso que repeti o nome XD

Neste aqui virá o prólogo e mais o capítulo Um
Comentários: 8
Favoritos: 7
Visualizações: 815
Caracteres: 8.083
Classificação: Livre
Nota: Nota: 4
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Adicionado por: ßAsthera
Adicionado em: 20/01/2009
Categoria: Animes/Gundam Wing
Generos: Romance e Novela., Universo Alternativo
Avisos:
Personagens: Haruna, Mizuno
Tags: Black, Hole, Supermassive


Prólogo

O sol se pôs como sempre em seu jeito monótono e sem-graça, mas não eram esses seus pensamentos, apesar de não gostar muito do sol, isso não a impedia de observar outras coisas que passavam despercebidas pelas outras pessoas.

Os cabelos cumpridos balançaram ao sabor da brisa do crepúsculo e avistou a primeira estrela brilhando no céu. Ah as estrelas! Aquelas que acima de sua cabeça observavam tudo que ocorria lá embaixo, sempre imponentes e majestosas, aquelas que sempre esperavam a Lua para finalmente saudarem-na.

- Vem Mizu achei algo pro jantar!

A voz do irmão chegou aos ouvidos dela, a jovem levantou-se fazendo os cabelos escuros esvoaçarem e os olhos dourados brilharem á vista de Trowa, para ela, Trowa era um exemplo, ele podia ser um pouco introvertido e misterioso, mas isso não tirava dele a sua habilidade de cativar a irmã, que queria ser forte exatamente como ele era.

- Toma, aqui está.

- Maçãs, Trowa-nii-san? Perguntou ela.

Mizuno observou o que Trowa trazia em uma trouxa que fizera com a própria camisa, dentro maçãs avermelhadas fortemente e suculentas pousavam sobre o tecido.

- Não temos muito Mizuno, você sabe disso, agora coma.

- Nii-san...

Depois do passa fora do irmão, Mizuno resolveu silenciar-se, ás vezes não entendia como ele podia mudar de personalidade tão rapidamente, pegou uma maçã e observou-a atentamente antes de dar a primeira mordida.

- Estou parecendo àquela princesinha mimada daquele conto de fadas... Sussurra ela.

- Mas você ainda não desmaiou Mizu-chan. O que está achando? Que alguém iria querer te fazer mal? Perguntou o irmão.

- Não Trowa-nii-san, não foi o que...
Mizuno foi interrompida com o riso de Trowa seguido de um abraço.

- Você é muito boba, Mizuno. Acha que alguém conseguiria te machucar? Só se passasse por cima de mim! Afinal de contas, só eu posso fazer isso...

E bagunçou a cascata escura que formavam os cabelos da irmã mais nova, Mizuno passou um tempo reclamando e tentando se desvencilhar, mas não pôde evitar rir também.

- Você está falando sério, Trowa-nii-san? Vamos ficar juntos sempre? A jovem perguntou.

- Não importa o que os outros digam, você vai ser sempre a minha imooto. Agora procure dormir, eu já volto.

- Aonde vai?

- Procurar algo para nos aquecer nesse frio. Tome cuidado.

Capítulo I – Começo de tudo

Só agora ela pensava se aquilo começara á fazer sentido, havia anos que Trowa desaparecera desde aquele dia, passara noites em claro tentando imaginar o porquê de seu irmão não ter retornado.

Lembrou-se de como ele cuidava dela, sentia falta de todas às vezes antes de dormir em que ele contava estórias, e como rapidamente Mizuno pegava no sono, sonhando com tudo que Trowa havia relatado em sua voz séria, mas ao mesmo tempo tranqüila.

E olhe só onde estava, no meio de um grupo de sem-futuros, lutando pela vida e tentando encontrar o irmão, Mizuno já estava com catorze anos, seis anos de uma busca que não trouxera resultados.

Não tinha para onde ir e isso a forçara a buscar um jeito de sobreviver, desde criança não tinha lugar para morar e isso resultava em medidas drásticas de sobrevivência. Naquele dia o “chefe” do grupo dissera que o alvo principal era um ataque á uma das sedes do governo, fazia dois anos que a segurança de lá estava enfraquecendo devido á ameaça das colônias.

- É a oportunidade perfeita!

Mizuno foi a única que não riu de todos os presentes, os outros quatro riam como hienas á cada plano que o chefe bolava, se davam resultado não importava para a jovem, porém ela sabia onde todos os planos começavam.

- E você vai nos ajudar como sempre fez.

Os comparsas apenas riram enquanto ela os encarava com cara de nojo e dava um soco no mais próximo.

- Idiotas, eu não ganharei nada em troca, o que os faz pensar que eu os ajudarei dessa vez?

- Nós sabemos o que fará...!

Quando um deles mirou na figura da jovem de short preto e camiseta cumprida uma arma, Mizuno apenas ergueu as mãos enluvadas do pulso até antes dos dedos.

- Ta bom, ta bom, só porque hoje estou de bom humor.

Mizuno ia saindo quando os quatro avançaram para cima dela, pareciam leões famintos mirando apenas um pedaço de carne, ela se virou e desviou de todos os quatro apenas com um golpe em cada.

- Tapados... Ai onde eu estava com a cabeça quando me juntei á essa ralé?
Naquela noite se juntaram em frente ao banco central, ali além de dinheiro haveria de ter muitas outras coisas preciosas.

Flashback

- O que você vai fazer depois do trabalho? O primeiro oficial pergunta ao outro que estava ao seu lado.

- Vou voltar para casa, dar um abraço nas crianças e curtir a esposa, faz um século que o serviço não me dá trégua. O outro responde antes de soltarem uma gostosa gargalhada.

Flashback Off


Mizuno observava tudo desde as seis da manhã do dia do roubo através do binóculo no edifício ao lado do local, tirou o mesmo da frente dos olhos eu perceber o sinal de quem a vigiava.

Seguiu em direção ao outro edifício, os olhos atentamente observando onde poderia ter um meio de infiltrar-se na parte superior do banco, até que o encontrou, saltou em direção ao cano acima e girou – como uma acrobata – até o outro lado. Lá havia uma porta, a qual não havia segurança, pois o pessoal pensou que ninguém conseguiria sequer pensar em como chegar lá.

Ao chegar ao local deu de cara com alarmes em forma de luzes em infravermelho, suspirou longamente antes de passar pelo local. A quadrilha estava de certa forma, correta quanto aos aspectos que Mizuno aparentava, era boa lutadora e para completar ótima contorcionista. Passou pelo local sem muita dificuldade até chegar ao salão onde estava o cofre.

Pegou a bomba que estava pronta para ser detonada de dentro da roupa e bem armada, quando deu o sinal, os outros nocautearam os policiais do lado de fora e abriram o banco. Quando entraram o som estridente do alarme quase fez Mizuno de surda, quando a bomba, já armada na porta do cofre, foi detonada, isso só piorou a situação.

- Seus imprestáveis! Foi detonada fora de hora, seus idiotas! Gritou Mizuno para os outros.

O que resultou em um barulho ensurdecedor, e lá longe, os acordes da sirene dos policiais só complicou a cena, sem nem saber como, sentiu-se tonta, muito. Só escutou as últimas vozes dos sem-vergonhas.

- Vamos dar o fora!

- O que está fazendo? Deixe-a aí, seu retardado!

- Vamos perder a única diversão do grupo?

- Mas que droga! Eu mandei você deixá-la aí! Quer ficar no lugar dela é?

- “Ótimo, maravilhoso, fui eu quem fez todo o trabalho e a que sempre fica para trás... Que emocionante...”.

- Senhor, nós encontramos algo, venha ver.

O oficial largou o celular onde falava com a esposa, seguiu o subordinado e encontrou na cena do crime apenas uma garota desmaiada envolta em estilhaços de vidro e com um filete de sangue escorrendo por sua testa.

- O que fazemos com ela, senhor Toushirou?
O mesmo chegou mais perto, observou a figura da jovem, não aparentava ter mais de quinze anos, mas sua aparência inocente diante daquele roubo o fazia duvidar do que acontecera.

- Levem-na, não precisam acordá-la. Coloquem-na logo na cadeia, tenho outras coisas para fazer! Ele disse.

Os outros não ousaram questionar, Toushirou iria depois daquele caso, direto para a cerimônia de promoção, mas ainda restaram alguns oficiais que achavam que o mesmo não batia bem da cabeça, afinal de contas era contra as regras mandar um menor de idade direto para a cadeia. O correto seria uma casa de correção.

Toushirou era um oficial eficiente, mas ao mesmo tempo muito persistente, nas causas boas e nas ruins, como naquele caso, o que resultou para ele, na cerimônia mais tarde, uma passagem de por enquanto somente de ida para o centro de reabilitação, na Ala psiquiátrica, quarto 422.

- Vão me pagar. Todos aqueles que me colocaram aqui estão com os dias contados. Essas foram suas últimas palavras antes de ser dosado com uma droga fortíssima.




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