[Ragnarök] Ragnarök: A Saga de Rak'as
Dradios saiu de Payon e foi ajudar um mercador em sua caça, mas suas lutas acabam com a surpresa de encontrar um objeto familiar.
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Nota:
O Despertar - Capítulo 7: O Mercador
Capítulo 7: O Pacote do Mercador
O dia era ensolarado nos arredores da gloriosa cidade de Payon. Dradios e Derug estavam andando pela vasta floresta que cobria dezenas de quilômetros, para todos os lados. Eles avançavam a um passo rápido, queriam chegar à área onde sal-gueiros anciões vivem, Eles estavam em fila indiana, com Dradios na frente, vigiando qualquer perigo.
Derug andava num passo mais difícil, por ser um mercador. Seu avanço era difícil e ele estava suando muito. Dradios também suava muito, e eles tinham pro-blemas em caminhar muito e muito rápido, era mais difícil tomar fôlego naquela floresta com o ar extremamente úmido. Dradios estava atento o tempo todo, à procura de qualquer perigo, mas o maior perigo por ali eram os Creamys. O som das batidas de suas asas nunca cessava e perturbava Derug, pois o som vinha de todos os lados e causava certo desconforto. Além de que é conhecido que grupos grandes de creamys acompanham cramys ameaçadores, que são muito mais fortes que os normais.
Mesmo assim eles continuavam em direção ao sudeste, sempre avançando na mesma direção. Eles já haviam achado alguns salgueiros, esporos e até alguns lobos, mas nenhum deles proporcionou um grande desafio para os dois. Mas mal sabiam eles de que estavam entrando na área predileta de caça de vários lobos.
Um lobo saltou de uma pequena encosta de quatro metros de altura para frente de Dradios, ele uivou rapidamente e encarou a presa. Dradios sacou sua Damascus se preparou para matar o lobo, mas no momento que ia atacar, mais dois lobos pularam da mesma encosta e três surgiram atrás de Derug, eles estavam cercados.
Derug puxou seu machado e ergueu sua vembrassa de Artemis e olhou os lobos atrás dele. Tinham a sede por sangue e estavam com fome. Um lobo só não é muito problema, uma matilha é, mas uma alcatéia inteira com fome era um problema para, até mesmo, cavaleiros montados e monges. Por fim um lobo saltou da encosta e se pôs à frente do que achou os dois garotos, provavelmente era um lobo errante, isso significava que a luta seria uma das mais difíceis na vida dos dois jovens.
Dradios moveu a perna esquerda um pouco para trás, se agachou e posicionou sua adaga à esquerda de seu joelho direito. O lobo errante pulou sobre Dradios, e ele apenas deu uma cambalhota para frente e saltou para trás, tentando acertar o lobo, que se levantou nas patas traseiras e se jogou novamente sobre Dradios, que desta vez rolou para o lado e atirou uma pedra no lobo, o desorientando por alguns segundos. Dando tempo para se lançar contra o lobo. Sua adaga perfurou a coluna do lobo, ele soltou um grito alto e estridente, depois o silêncio.
Os outros lobos avançaram contra Derug e Dradios, Derug se protegeu jogando sua vembrassa contra o lobo e atacou ferozmente o outro. Dradios não conseguiu se proteger e foi jogado no chão. Ele Tirou sua adaga e a usou para se proteger, sem sucesso, ele apenas foi capaz de perfurar o lobo, mas as garras do outro rasgaram a pele do braço esquerdo de Dradios. Derug empurrou o lobo que tentava atacá-lo com sua vembrassa e usou um cavalo-de-pau para afastar os dois lobos, então um pulou novamente em ataque, e Derug revidou com uma mamonita no lobo, matando-o. O outro lobo desaparecera, mas ele atacou novamente Derug, pelas costas. Derug rolou no chão, pegou uma faca que tinha guardada e a cravou fundo no lobo, dando tempo para recuperar seu machado e decapitar o lobo.
Dradios tirou o corpo do lobo de cima de si e jogou pedras para afastar os outros, mas não conseguiu contê-los e teve de recuar. Ele pegou outra Damascus e envenenou os últimos lobos, que não tardaram a cair. Dradios andou até o primeiro lobo que matou e pegou sua Damascus de volta. Ele enfaixou seu ferimento e tentou curá-lo com os primeiros socorros, mas o ferimento teria que ser tratado por um sacerdote, mas ele conseguiu aliviar a dor e parar o sangramento.
_Está tudo bem Derug?
_Eu estou, mas e o seu braço?
_Ele vai ficar bom, já está tratado, só vou precisar de um sacerdote para curá-lo bem, mas não é nada demais.
Dradios se abaixou para tirar um pouco da carne do lobo que caíra a sua frente e a devorou em poucos segundos. Ele olhou para o céu, viu um mar cheio de vida que nós não conseguimos alcançar em vida. “Pai, mãe, eu vou encontrar Eremes, eu prometo.” Derug também cortou um pedaço de carne e a devorou, eles não comiam desde manhã, e estavam esfomeados.
Os dois continuaram andando até chegarem ao santuário dos salgueiros anciões e lá se esconderam entre os arbustos altos, próximos à trilha dos salgueiros. Não demorou muito e um pé-grande apareceu, vindo do interior da floresta. Dradios pegou uma pedra no chão e a arremessou em uma direção, o que distraiu o pé-grande, dando tempo para que Dradios saltasse e tentasse envenená-lo. Dradios saltou e subiu nos ombros da criatura e fez um corte no ombro do monstro, mas caiu antes de envenená-lo. Derug saiu do esconderijo também e tentou acertar o enorme monstro com seu machado, também sem sucesso, e o Pé-grande o empurrou 6 metros para trás, fazendo Derug derrubar um pacote de seu carrinnho. Dradios cravou sua adaga nas costas do monstro e tentou envenenar o monstro novamente e novamente sem sucesso. Mas Derug se recompôs e cravou com toda a sua força seu machado nas costas do pé-grande.
O monstro caiu morto no chão, seu pêlo estava sujo de sangue, não estava mais marrom, e sim vermelho como um rubi sem brilho. Derug achou um pote rouba-do de mel com o monstro e o pegou para vender quando voltasse para Payon. Eles começaram a correr pela trilha até terem uma distância considerável da carcaça e se esconderam de novo.
_O que era aquele pacote Derug? – perguntou Dradios.
_Uma pedra verde, parecida com uma esmeralda, meu pai me deu ano passado, disse que ia dar boa sorte, eu só resolvi empacotá-la com medo que quebrasse ou arranhasse em algum combate.
_Espero que esteja certo sobre a sorte. – respondeu Dradios, enquanto pensava sobre a causa da morte de seu pai, a traição de Eremes a ele e sua mãe, pouco tempo depois de seu nascimento.
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Usuário
CuteDangerFlame
Postado em 26/02/2009 16:41:22
muita boa, a narração da batalha foi ótima, continua
Nota: