[Bleach] Sin & Tsumi - Capítulo 01
"Condenada à pena capital por transferir poderes Shinigami a um humano, este foi seu crime. Não importa se foi para o bem do humano, isso nem se quer foi levado em consideração. Rukia foi condenada à morte e não havia nada que ela pudesse fazer."
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Caracteres:
27.208
Classificação:
Dezoito
Nota:
Adicionado por:
+Bella-Tayoukai
Adicionado em:
09/04/2009
Categoria:
Animes/
Bleach
Generos:
Romance e Novela.,
Shoujo (Romântico),
Hentai,
Comédia,
Ação, Aventura e Luta,
Drama (Tragédia)
Avisos:
Personagens:
Ichigo,
Rukia,
Renji,
Byakuya,
Aizen,
Ichimaru
Tags:
Bleach,
Bella,
Kah
Sin & Tsumi
Por Bella-Tayoukai & Shihouin-Kah
Music: She is My Sin - Nightwish
Capítulo 01
O Soukyoku. Instrumento absurdamente poderoso, mais forte do que um milhão de Zanpakutou, usado apenas para execução de extremados.
E hoje é o dia desse instrumento executar Kuchiki Rukia.
Condenada à pena capital por transferir poderes Shinigami a um humano, este foi seu crime. Não importa se foi para o bem do humano, isso nem se quer foi levado em consideração. Rukia foi condenada à morte e não havia nada que ela pudesse fazer.
Por outro lado, o pivô da condenação, Kurosaki Ichigo, corria contra o tempo para salvá-la. Sabia que iria levar uns bons socos no meio da cara, já que ela o proibiu de segui-la, mas isso não o importava. Ele, assim como Inoue, Ishida, Chad, Ganju e Yoruichi estavam lá para salvá-la, não importa o que acontecer.
Mas já era tarde. Soi Fon, Unohana Restu, Kyouraku Shunsui, Yamamoto-Genryuusai Shigekuni já estavam presentes, com seus respectivos tenentes, no penhasco do Soukyoku.
- “Eu não estou com medo.” – Rukia, também já colocada devidamente no seu lugar para a execução, tentava manter tal pensamento predominando em sua mente. O tempo em que ficou enclausurada na Torre dos Arrependimentos serviu para que ela mesma se livrasse de seus pecados e se desapegasse da vida.
Mesmo que morresse hoje, ela teve uma vida boa. Conheceu Abarai Renji, foi adotada na família Kuchiki... Foi salva por Ichigo...
Sim, foi uma vida muito boa.
Rukia fechou os olhos, suspirando. Mas os abriu novamente ao sentir uma reiatsu famíliar.
- Nii-sama... – Kuchiki Byakuya Rukubantai Taichou, era ele quem se aproximava. Rukia lançou um olhar a ele, mas o mesmo fechou os olhos e caminhou ao seu lugar.
- Pois bem. Daremos agora início à execução. – a voz idosa de Yamamoto se fez presente no local, Rukia tomou um ar sério endireitando a coluna. – Tem algo a dizer, Kuchiki Rukia?
Após alguns segundos de silêncio, Rukia falou.
- Eu só tenho uma coisa a dizer, um último pedido. Gostaria que os invasores fossem levados de volta ao mundo humano em paz.
Yamamoto ponderou por menos de dois segundos e deu-lhe resposta afirmativa. Ao lado de Unohana Taichou, Kotetsu Isane inclinou-se para ela fazendo um breve comentário.
- Isso é cruel demais, Taichou...! Diz que os deixará em paz, mas não tem nem um pingo de intenção de fazer isso.
Unohana suspirou.
- Ele não está sendo cruel, Isane, só está sendo piedoso... Assim, ela poderá morrer com alguma paz no coração.
Era chegada a hora.
- Libertem o Soukyoku!
As amarras que prendiam os braços da pequena Kuchiki foram desfeitos, três blocos brancos despregaram do chão. Os dois blocos do canto levitaram até a altura de seus punhos, lançando uma pressão sobre eles, como se tivessem colocado algemas de titânio neles, esticando-os com foca para os lados. O terceiro bloco exerceu a mesma pressão sobre os pés de Rukia. E então, ela foi erguida até o pedestal do Soukyoku. A distância dos pés dela até o chão era vertiginosa, e ela evitou olhar para baixo.
Agora o estômago de Rukia começou a congelar. Aquela Zanpakutou monstruosa estava sendo liberada bem diante dos seus olhos, dando ainda mais certeza de que aqueles eram seus últimos momentos.
- Eu não estou com medo – murmurava ela. – Tive uma vida boa... Conheci Renji... Nii-sama... Kaien-dono... e... Ichigo também. – ela fechou seus olhos, e deixou que um breve sorriso caísse em seu rosto. – Arigatou... Arigatou... Arigatou... – um nó formou-se na garganta de Rukia, prendendo sua voz. Durante este breve período, o Soukyoku já estava liberado e tomando distância para matar Rukia. Agora sim o medo se espalhava por cada fibra de seu corpo, fazendo seu coração disparar, mas ela não demonstrava medo. Ao contrário, ela ainda sorria levemente. Mas eram tantos sentimentos confusos que acabaram por transbordar em forma de lágrimas. Não, foi apenas uma lágrima que escorreu de seu olho direito. Rukia fechou os olhos. – Sayonara.
Em forma de uma ave de fogo, o Soukyoku lançava-se em direção à extremada. Todos os capitães presentes no local ficaram apreensivos.
- É algo realmente fascinante, não, Nanao-chan? – Kyouraku comentou, segurando seu grande chapéu enquanto olhava de soslaio para sua tenente.
- É assustador isso sim! – Nanao observava assustada para aquela coisa. Kyouraku abaixou a cabeça e murmurou.
- Cadê você Ukitake?
Um barulho alto fez com que os capitães achassem que a execução tivesse seu fim, mas nem de longe fora isso que aconteceu.
- Yo. – uma voz familiar soou um pouco acima da cabeça de Rukia.
- Ichigo?! – Rukia, atônita, arregalou os olhos ao ver Kurosaki segurando o Soukyoku apenas com as costas. – ICHIGO!!
- Dá pra parar de gritar?! Eu vim aqui pra te salvar!!
- Eu disse pra você não vir!! Você não lava os ouvidos??
- EI! É ISSO O QUE VOCÊ FALA PRA PESSOA QUE VEIO TE SALVAR?! – Ichigo ficou visivelmente furioso. – Aliás, nada do que você fala me interessa.
A carranca de Rukia se desfez, rendendo-se.
- Mas não pense que eu vá te agradecer...
Ichigo sorriu, mas logo sentiu um baque em suas costas. A grande ave estava tomando distância para tentar uma segunda investida.
- Mas... Como...?! Como alguém pode parar um ataque do Soukyoku apenas com as costas?!? – Soi Fon estava perplexa com a situação. Mal podia acreditar no que os seus olhos viam.
- Kyouraku!!! – uma voz ao fundo chamava pelo Hachibantai Taichou, era Ukitake acompanhado de Kotetsu Kiyone e Kotsubaki Sentarou. Os três vinham em alta velocidade e trazendo uma espécie de Selo que Soi Fon logo percebeu que pertencia ao Clã Shihouin. Shunsui logo tomou partido, ajudando Ukitake a lançar o selo sobre o Soukyoku, tapando a cabeça da ave com uma espécie de pano branco. Ichigo, se aproveitando da situação, subiu até o pedestal de sustentava Rukia e empunhou Zangetsu.
- E-espera aí, Ichigo! O que pensa que vai fazer?! – Rukia exclamou.
- Fique quietinha e observe. – Ichigo levantou a espada acima de sua cabeça e depois cravou a ponta da Zanpakutou no pedestal, criando uma enorme onda de energia que cegou Rukia por alguns instantes. Quando deu-se por si, ela já estava sendo carregada pelo cabeça-de-laranja. Pasma, Rukia ficou sem entender direito o que estava acontecendo. Há dois minutos atrás estava prestes a morrer, e agora...
- “Continuo pra morrer...” – pensou. – E agora, Ichigo? Como pretende sair daqui?
- Hm... É só eu acabar com todo mundo.
- QUÊ? Não viu que estamos cercados por capitães!?
- Vi...
- E ENTÃO?! – a baixinha estava perdendo as estribeiras quando o som de pancadas foram ouvidos. Abarai Renji apareceu no meio dos soldados feridos.
- Ren...ji? – a garota ficou catatônica, ela não esperava vê-lo aqui também.
- Renji! – Ichigo gritou, erguendo Rukia um pouco acima de sua cabeça.
- O... o que você pretende fazer, imbecil?? – Renji olhou o amigo receoso.
- SEGURA!!! – Ichigo literalmente lançou Rukia, como se esta fosse um objeto.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! – a irmã de Byakuya gritava a plenos pulmões enquanto era arremessada em direção ao ruivo.
- SEU IDIIIIOOOOTAAAA!!! – tudo o que Renji pode fazer foi xingar Ichigo e agarrar Rukia, que, com tamanha força aplicada pelo cabeça-de-laranja, ambos acabaram sendo jogados a metros de onde estavam. Quando se levantaram, cobertos de poeira, gritaram em uníssono.
- SEU IMBECIL!!
- Calem a boca!! – Ichigo gritou de volta. – Renji, fuja com a Rukia daqui!! E não a solte por nada nesse mundo!!!
Renji não tinha tempo para responder, só para correr. E ainda assim seria uma missão perigosa até o último foi de cabelo. Cercados por capitães, tenentes e demais soldados, escapar de lá seria um golpe de sorte. Mas não havia alternativa. Ficar e lutar não daria certo, já que estavam em menor número. Então, Renji agarrou Rukia e fez uso do Shunpo para afastar-se mais rapidamente do local.
Ao ver o invasor de que todos falavam, Soi Fon brada à Oomaeda
- O que está esperando! Vá atrás deles!!
- Hai, Soi Fon Taichou!
Isane encarou sua capitã a fim de saber se deveria segui-los também. Unohana não demonstrou nenhuma reação física, mas respondeu à tenente.
- Vá.
Oomaeda e Isane não foram os únicos a atacar Ichigo. Sasakibe Choujirou, tenente da Ichibantai também fora enviado. Ichigo os via aproximar-se, mas sabia que aqueles três era peixe pequeno para ele.
Antes mesmo que pudessem fazer alguma coisa, Kurosaki já os havia derrubado sem nenhuma dificuldade aparente. De repente, um vulto saltou em sua direção e o brilho de uma lâmina correu em direção ao seu pescoço. Com agilidade, Ichigo bloqueou a mesma com Zangetsu.
- Kurosaki Ichigo...
- Eu já lhe disse que posso ver todos os seus movimentos, Kuchiki Byakuya?
...
Caminhando a passos leves, Hitsugaya e Matsumoto adentram em uma sala grande e em forma de círculo, onde várias pessoas encontravam-se com cortes profundos, principalmente na região da cabeça e do pescoço.
- Mas o que significa isso?! – exclamou Hitsugaya. – A Central 46 foi... aniquilada!
Matsumoto não conseguia assimilar as coisas. Limitava-se a permanecer catatônica. Toushirou começou a analisar a cena do crime, imaginando milhares de hipóteses para o assassinato, e só um homem estrelava essas cenas.
- Ichimaru...!
Eu deveria saber que você viria, Hitsugaya Taichou. – uma voz masculina soou na porta de entrada da sala de reuniões. Um shinigami loiro, magro e alto surgiu encostado na porta.
- Kira! Foi você que...? – antes que Toushirou pudesse terminar a frase, Kira sumiu. – Atrás dele, Matsumoto!!
- Hai!
Saltando de telhado em telhado da Seireitei, Hitsugaya e Matsumoto estavam no encalço de Kira até que o mesmo resolveu parar.
- Kira, foi você que matou os integrantes da...
- Não.
- Não minta! Se não foi você, como entrou naquela sala?? – Hitsugaya estava perdendo o pouco que restava de sua paciência.
- Eles abriram a porta para mim. – Kira falou, estranhamente.
- Eles? Eles quem?
- Nós não estamos falando dos 46? – Izuru foi irônico. – Aliás, Hitsugaya taichou, ao invés de me perseguir, deveria proteger Hinamori-kun. Pois ela os seguiu o tempo todo.
Os olhos de Hitsugaya cresceram de puro espanto.
- O que está dizendo?! A Hinamori está...
- Não, não está. Francamente taichou, achou mesmo que colocando uma barreira protetora poderia segurar Hinamori-kun? Ela sempre foi especialista em Kidous, quebrar uma barreira daquelas não é difícil.
Hitsugaya ficou em silêncio por alguns instantes, depois gritou para Matsumoto.
- Matsumoto, eu posso deixá-lo com você?
- Claro, taichou. – Matsumoto estava séria e não tirava os olhos de Kira. Hitsugaya sumiu com o Shunpo.
- “Hinamori!! Porque não ficou quietinha no seu lugar?!”
...
De volta a Central 46, Hinamori observava a chacina horrorizada.
- O... o que é isso?! Quem... Quem fez uma coisa dessas?! – estava tão abismada que não percebeu que alguém estava atrás de si.
- Okaeri, Hinamori-chan. – uma voz nojenta e conhecida soou no ouvido arrepiando o corpo da jovem.
...
Kira e Matsumoto travavam uma batalha feroz, onde a ruiva saia perdendo, pois não agüentava o peso de Haineko, sua Zanpakutou.
- Pois é Matsumoto-san, acho que você não conhece a habilidade de minha Zanpakutou...
- Eu já posso imaginar...! – falava ela arfando.
- Wabisuke dobra o peso das coisas em que toca. Você já rebateu meus ataques sete vezes, ou seja, supondo que a sua Zanpakutou pese 800 gramas, duplicando esse peso por sete, dá 102,4 quilos. – Kira deu uma pausa. – Com esse peso todo, não é muito fácil se movimentar, não?
Matsumoto deu um sorriso de canto.
- Não pense que será tão fácil assim, Kira! – com esforço hercúleo, Matsumoto levantou a espada até a altura dos joelhos e chamou. – Unare, Haineko!
Kira arregalou os olhos.
...
Caminhando imponente, Ichimaru guiava Hinamori até uma grande porta, mas a menina parou ao reconhecer o lugar.
- Aqui é o Seijyoutou Kyorin... a área residencial dos integrantes da Central 46... – pausando um pouco as palavras, Hinamori continuou. – Por que o senhor me trouxe aqui, Ichimaru taichou?
Gin parou, fez um sinal para que Hinamori entrasse no local, o que a mesma fez de pronto. Só quando ela estava dentro do recinto, ele lhe respondeu.
- Eu quero que você veja alguém, Hinamori-chan.
- Alguém? Quem?
- Olhe atrás de você.
Obediente, Momo olhou para trás. Seu coração pareceu ter parado de bater, o chão sumir de seus pés, o ar ser sugado para fora dos pulmões.
- A... Aizen... Aizen tai...chou?!
- Olá, Hinamori-kun. – sempre sorridente, Aizen estendeu os braços em direção à sua tenente, um convite para um irrecusável abraço.
Momo caminhava a passos trêmulos e lentos, esticando o braço e agarrando o Shihakusho de Aizen e, em prantos, abraçou-o. Ela repetia inúmeras vezes o nome de Aizen, sem perder a nostalgia de tê-lo reencontrado.
- Aizen taichou! Eu... eu achei que... que estivesse morto!! – Aizen pousou levemente as mãos nas costas dela.
- Desculpe-me, Hinamori-kun, eu a fiz sofrer... só espero que entenda.
- Tudo bem, Aizen taichou. Para mim, já basta saber que o senhor está vivo.
- Obrigado, Hinamori-kun. Fico feliz por ter você como subordinada. – Hinamori sorriu como uma criança, mesmo as lágrimas estando caindo de seus olhos. Aizen também sorria. – Mas é hora de dizer adeus.
O som de carne humana sendo cortado ecoou pela pequena sala onde os três se encontravam. Pingos de sangue manchavam o piso claro, uma dor aguda e insuportável roubava os sentidos de Hinamori rapidamente.
Aizen havia cravado sua Zanpakutou no peito de sua tenente. Incrédula e entorpecida pela dor, Hinamori balbuciou.
- Não acredito... – perdeu a consciência. Aizen arrancou a lâmina de dentro dela e largou-a no chão. Com um olhar frio e maléfico, Aizen chamou Gin.
- Vamos, Gin.
- Hai, Aizen taichou.
Os dois saíram do Seijyoutou Kyorin a passos duros, sem nenhum remorso pela provável morte de Hinamori Momo. Quando estavam na porta de saída, uma pisada dura de ante deles anunciou a chegada do Juubantai Taichou.
- Ichimaru... – sussurrou o arfante Hitsugaya.
- Olá, Hitsugaya-kun. – acenou Aizen.
- A... Aizen?!? – os olhos do garoto se arregalaram com a visão do capitão que encontrara morto há alguns dias atrás. – Você... é o Aizen mesmo?
- Em carne e osso, como pode ver.
- Isso... isso não é possível! Eu vi o seu corpo pendurado na parede!!
Ignorando a afirmação do mais jovem, Aizen olhou de soslaio para Gin, que logo tratou de se redimir.
- Desculpe, Aizen taichou, parece que Izuru não se saiu muito bem.
-Hã?! Do que vocês estão falando? – indagou Hitsugaya.
- De estratégias de combate, obviamente. Dissolver o poder de ataque do inimigo é uma estratégia básica de guerra, certo?
O jovem capitão ficou calado por alguns momentos, tentando processar as informações que lhe caiam em mente. De repente, um estalo fez seu corpo inteiro tremer, e só um nome lhe veio à cabeça.
- Cadê a Hinamori?! – perguntou entre dentes.
- ... – sem desfazer o sorriso cínico, Aizen permaneceu calado, o que deixava Toushirou ainda mais irritado e impaciente. Uma exclamação de súbito invadiu sua mente, correu até o interior da sala de onde Aizen e Ichimaru havia saído e deparou-se com a cena mais chocante de sua vida. Uma Hinamori praticamente morta. Os olhos dela estavam opacos, embaixo de seu corpo havia uma poça de sangue, que também escorria pela boca da garota.
- Hina...mori...?
- Que pena Hitsugaya-kun. Você a encontrou. – disse Aizen.
- O que significa isso? Aizen! Ichimaru! – o jovem cerrou os punhos com força e trancou os dentes – Desde quando vocês estão conspirando juntos?!
- Desde o início.
- Desde antes de forjar sua morte...?
- Você é lerdo, Hitsugaya-kun. Eu disse “desde o início”, ou seja, desde que me tornei capitão – foi a vez de Gin alargar seus sorriso. – Gin foi meu imediato.
- Então, até hoje, você sempre... ENGANOU A TODOS NÓS! – bradou Toushirou, com o sangue ardendo em ódio.
- Não, minha intenção nunca foi enganar ninguém. Acontece que... nenhum de vocês foi capaz de enxergar a minha verdadeira face.
- Seu maldito!! Tinha idéia do quando a Hinamori de admirava???
- Claro que tinha, por isso a admiti como minha tenente. Nunca se esqueça Hitsugaya-kun; A admiração é o sentimento mais distante da compreensão.
Hitsugaya perdeu as estribeiras, lançou mão de sua Zanpakutou, liberando toda a sua reiatsu, destruindo o prédio em que estavam. Ichimaru e Aizen, conseguiram sair a tempo com o uso do Shunpo, observando a rajada de gelo congelar e destruir todo a torre. Em meio aos escombros, a figura de Hitsugaya ainda dominava o local, imponente, furiosa e assustadora. Gin desfizera o sorriso zombeteiro, já Aizen, continuava com a mesma expressão amena. Com a voz rouca de ódio, Toushirou, que estava decidido a matar os dois traidores, pronuncia.
- Bankai... – embora parecesse impossível, o Juubantai Taichou ganhou enormes asas e uma cauda, ambas inteiramente feitas de gelo. Atrás do mesmo, surgem três estrelas de quatro pontas. -... DAIGUREN HYOURINMARU!!!
O vento que o Bankai do jovem emitia era violento, abalando tudo em volta dos três.
- Eu vou te matar, Aizen... seu crápula maldito!!!
- Ah... não use palavras tão fortes. Elas fazem você parecer fraco. – rebateu Aizen.
Hitsugaya não perdeu mais tempo, fez um movimento da direita para a esquerda e de cima para baixo, visando cortar o peito de Aizen, mas uma dor fina foi rasgando seu ombro causando uma chuva de sangue. Sousuke estava atrás de Toushirou, com sua zanpakutou desembainhada e suja de vermelho. O Gobantai Taichou se locomoveu com tanta velocidade que o outro nem teve chance de se defender. O jovem capitão de olhos turquesa caiu, vencido.
- Bem... vamos, Gin. – novamente Aizen tentou retirar-se do local, dando às costas ao novo possível morto. Porém as aparições só estavam começando.
- Eu sabia que estaria aqui, Aizen Taichou. – Yonbantai Taichou, Unohana Retsu. – Não... não é mais adequado chamá-lo de capitão, pois você não passa de um traidor, Aizen Sousuke.
- Ah! Olá, Unohana taichou. Eu já esperava que viesse, foi tão fácil assim deduzir que eu estava aqui? – Aizen foi cortês com a taichou.
- O Seijyoutou Kyorin é uma área extremamente restrita. Ninguém consegue entrar aqui sem ter uma permissão especial. Não existe local mais apropriado do que este para se esconder, já que você foi capaz de criar uma réplica do próprio corpo e forjar a própria morte.
- Ótima dedução, Unohana taichou, mas há dois erros em sua tese. O primeiro é que eu não vim até aqui para me esconder. O segundo é que... – de repente, um “boneco” perfeitamente igual à Aizen apareceu em suas mãos, parecia mágica. Unohana e Isane, que também viera junto, ficaram estáticas. - ...isto não é uma réplica do meu corpo.
- C-como... quando...? – Isane balbuciava.
- Quando? – Aizen indagou – Isso sempre esteve em minhas mãos. Só que em forma diferente.
- Forma diferente? – Unohana estreitou os olhos.
- Sim. Veja, vou mostrar a vocês. Kudakero, Kyouka Suigetsu. – como magia, a “cópia” do corpo de Aizen tomou forma de espada. A zanpakutou do mesmo. – A Kyouka Suigetsu é a hipnose absoluta.
- E o ritual para entrar em transe é ver o momento em que ela é liberada. – falou Unohana.
- Sim. Minha zanpakutou pode confundir os sentidos, levando a pessoa a confundir a aparência, textura, forma até mesmo o cheiro do inimigo. Por exemplo, uma mosca pode parecer um dragão e um pântano em um campo florido. Sendo assim, basta a pessoa ver a liberação de minha zanpakutou apenas uma vez e esta entrará em transe toda a vez que eu liberá-la.
- Espere um minuto... - Unohana arregalou os olhos assim que compreendeu o que Aizen queria lhe dizer.
- Agora entendeu? – Aizen sorriu mais. – Se basta apenas um olhar para ficar sob meu controle, isto não deve funcionar com quem é cego. Ou seja, desde o início Tousen Kaname está trabalhando para mim.
...
Correndo como nunca, Abarai Renji ainda carregava Kuchiki Rukia em seus braços pelas ruas da Seireitei. Dava graças por não terem encontrado ninguém realmente poderoso em seu caminho. Mas a perdição estava à caminho. E este se chamava Tousen Kaname.
- T-tousen taichou!? O senhor também!? – Renji perguntou, mas não obteve resposta do outro. Tousen apenas lançou sobre eles uma espécie de fita branca que envolveu toda a área em que Renji, Rukia e Tousen se encontravam. – Hã?! O que está acontecendo!?
...
De volta ao Seijyoutou Kyorin, Ichimaru também fizera o mesmo procedimento feito pelo companheiro Kaname. Mas a fita só envolvia ele e a Aizen, que se despedia de Unohana.
- Adeus. Eu nunca mais verei vocês novamente. – e desapareceu sobre uma luz branca.
- Matte!!! – Isane avançou alguns passos, mas já era tarde.
- Isane, localize para onde aqueles dois foram, repasse essa informação para todos os capitães e tenentes e... também para aqueles jovens invasores. – Unohana caminhava em direção ao local onde Hitsugaya e Hinamori estavam caídos, prestes a morrer. – Enquanto isso eu farei todo o possível para salvar a vida de Hitsugaya taichou e Hinamori fukutaichou.
- Hai!
...
A poeira era alta, mal se podia ver onde estavam. Pelo menos Renji não podia.
- Kuso!! Cof! Onde estamos?! Que merda é essa?! – assim que a poeira baixou, Abarai pode se localizar. Não foi nada bom. – Hã?! Como assim?! Como voltamos ao penhasco do Soukyoku!?
- Okaeri, Abarai-kun. – uma voz fez o corpo de Renji tremer. – Deixe Kuchiki Rukia aqui e vá embora.
Renji estacou no lugar ao reconhecer que àquele era Aizen Sousuke.
- Aizen taichou... o senhor está... peraí, o que foi que disse?!
- Yare... pensei ter sido bem claro. Espero que não me faça repetir de novo, certo? – Aizen avançou mais um passo. – Eu disse para deixar Kuchiki Rukia aqui e ir embora.
...
Após localizar os traidores, Isane tinha que avisar aos capitães, tenentes e invasores da Soul Society. Retirando um pequeno pode de tinta de dentro do kimono, Kotetsu fez marcas em seus braços e começou a entoar um mantra:
- Kokuhaku no ami! Nijuuni no kyouryou! Rokujuuroku no kantai! Sokuseki enrai senpou kaichi yafuku ungai aoi tairetsu taien ni michite ten wo hashire! Bakudou n° 77! TENTEI KUURA! * - assim que a conexão esteve bem estabelecida para todos os envolvidos, Isane pôs-se a falar. – Mensagem urgente à todos os capitães e tenentes da Soul Society e também aos senhores invasores! Aqui quem fala é Kotetsu Isane, Yonbantai fukutaichou! Esta mensagem é minha e de Unohana taichou. Tudo o que vou dizer agora é a mais pura verdade!!
...
- O que disse, Abarai-kun? – Aizen indagou.
- Eu disse que não vou soltá-la, Aizen taichou. – respondeu Renji.
- Bem... certo. Vou levar sua vontade em consideração. Pode envolvê-la em seus braços, mas o resto de você terá que partir. – desembainhando sua Zanpakutou, Aizen levantou-a, disposto a degolar Renji.
- “Não vai dar para escapar!! MERDA!!” – pensava Renji ao ver a lâmina descendo em direção ao seu pescoço.
O som do colidir de espadas fez Renji e Rukia abrirem os olhos.
- Por que você ta agachado? A Rukia é tão pesada assim? – era a voz de Ichigo, que estava bloqueando o ataque direto de Aizen. – Eu vim te dar uma mãozinha, Renji!
- Ichigo... – começou Renji, recompondo-se.
- Esse é o tal do Aizen? – perguntou Ichigo, cortando o ruivo.
- É.
- Você tem força pra fugir?
- Tenho, mas não vou.
- Escute aqui...!
- Eu tenho um plano, Ichigo. – Renji falou.
- Hã?
- Zabimaru pode estar quebrada, mas ainda posso usá-la..
- Tem certeza?
- Sim.
- Tá certo! Então vamos trabalhar em equipe! – anunciou Ichigo.
Colocando Rukia de lado, Renji colocou a Zanpakutou ao lado do corpo, jogando-a para frente enquanto dizia.
- HOERO, ZABIMARU!!! - como de praxe, a lâmina cresceu em várias partes, voando em direção à Aizen, circulando-o completamente. O ruivo puxou de volta a Zanpakutou, fechando o círculo em volta dele. Ichigo, por sua vez, lançou-se para Aizen, desferindo um ataque fulminante, mas que foi barrado por um dedo de Sousuke.
Aizen Sousuke passou a espada na cintura de Ichigo. O golpe fora tão profundo que o corpo do garoto ficou unido apenas pela espinha. O sangue saia em cascata, litros e litros despejados no chão.
- Que pena... eu pretendia parti-lo ao meio, mas, pelo visto, o golpe não fora profundo o suficiente.
Renji estava embasbacado. Assustado. Perplexo. Horrorizado. Como?! Como Ichigo pode ser vencido com tanta facilidade? Por quê? Por que ele quase foi cortado ao meio como se fosse um mísero morango?
- Não pode ser!! – Aizen jogava Ichigo de lado, mas, antes mesmo que o corpo do garoto tocasse o chão, Sousuke já havia sumido. – “Hã...? Ele...sumi--”
Mais sangue. O traidor estava atrás do corpo de Renji, que sangrava, sangrava e sangrava. Aizen havia cortado o ombro do jovem. Um dos pontos onde corria mais sangue. Sem mais forçar para lutar, o ruivo caiu de encontro ao chão.
Rukia estava sem ação. Somente assistia a chacina de seus amigos. Como tudo isso havia acontecido? Há menos de uma hora ela estava prestes a ser executada pelo Soukyoku. E agora estava prestes a ser executada por Aizen. O que havia acontecido? Ele não tinha morrido? Como? Por que ele estava fazendo essas coisas? Por que?!? Ele sempre foi uma pessoa bondosa, sorridente... e... agora... era um assassino! Traidor! Ela o via se aproximar, porém seu corpo não lhe correspondia. Ela ficou tanto tempo presa e enfraquecida para a execução, que seu corpo travava ao menor contato com uma reiatsu forte como a de Aizen. Droga. Era o fim.
Aizen já estava diante de Rukia quando falou.
- Levante-se Kuchiki Rukia.
Ela não se moveu. Aizen segurou-a pela “coleira” vermelha que estava em seu pescoço e levantou a garota sem o menor dos esforços.
- Ah... não consegue se mexer porque está fraca, não é mesmo? Tudo bem, não há problema. – Aizen tirou-a do chão, colocando-a na altura de seu rosto. – Antes de mais nada, posso lhe fazer uma pergunta?
Ela, obviamente, não respondeu.
- Kuchiki Rukia... você sabia que tem sobrinhos?
Fim do capítulo 1.
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Notas:* É o canto de invocação do 77° Bakudou, utilizado por Isane, no original japonês. Esta é a tradução:
“A rede preta e branca! 22 pontes! 66 coroas e cinturões, persiga, trovão distante, cume afiado, terra envolta, noite que se esconde, mar de nuvens, formação azul, complete o círculo e alcance os céus!” Eu sei que este capítulo é idêntico ao mangá (Vol 18-19-20), mas, como podem ver, as coisas vão mudar no próximo capítulo!
Porém/Entretanto/Todavia/Contudo isso já é departamento da Kah! XD
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Comentários (
2)

Usuário
Postado em 09/08/2009 14:54:16
Ah, que fic bacana! Adorei o modo de escrita de vocês, bem detalista...
Agora o que me deixou curiosa foi esse final... SOBRINHOS? òÓ
Que coisa em? Filhos do Byakuya? Hisana? MAS ELA TÁ MORTA! >.<
Ai! Eu fiquei curiosa!
Essa fic parece que vai ser bem interessante, vou arguardar o proximo, com certeza! ^^
Kissus! =*
Nota:
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Usuário
Postado em 08/06/2009 23:15:14
Olá amiga, esta linda a sua fic, coloca um hentai do Ichigo com a Rukia, por favor, continua, bjs. P.S.:Amiga continua a fic "Heart of Vampire"!.
Nota:
--------------------
Eu estive no passado na criação do planeta, estou no presente na destruição da natureza e sempre estarei no futuro para ver o fim da humanidade, pois sou MIRAGEM - A IMORTAL.