[Sakura Card Captor] Sakura e seu conto de fadas. - Capítulo três: Um reencontro.
Ela é teimosa, imatura, implicante.
Ele é simpático, gentil e inteligente.
O passado volta ao presente.
xD
Mistééério...
shaushaushuahsuahsu.
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192
Caracteres:
29.664
Classificação:
Livre
Nota:
Adicionado por:
~s2Sakura
Adicionado em:
29/05/2009
Categoria:
Animes/
Sakura Card Captor
Generos:
Romance e Novela.,
Universo Alternativo,
Shoujo-Ai,
Comédia,
Drama (Tragédia)
Avisos:
Personagens:
Sakura,
Tomoyo,
Syaoran,
Yue
Tags:
raiva,
Reencontros.,
Decepção,
imaturidade.
Capítulo três: Um reencontro.
“É hoje! Yue vai engolir todas as palavras que me disse... Ele que me aguarde!” Sakura estava sentada na cama, indecisa, pensando com que roupa iria ao seu encontro com seu tão “adorável” chefe. Ainda estando um pouco chateada e envergonhada com toda aquela situação, havia decido por si mesma que entraria na empresa de cabeça erguida e mostraria a todos, quem era Kinomoto Sakura. E assim se fez, após muito demorar escolhendo sua roupa, ela tomou um bom banho e se arrumou. Acabando de ajeitar o cabelo, já colocava sua bolsa em seus braços e partia para a porta, onde daria início ao trajeto a caminho de seu precipício. Estava nervosa e ansiosa, e por isso resolveu ir caminhando, já que estava bem adiantada, aproveitaria esse passeio para se acalmar. Entre seus paços lentos e calmos, Sakura finalmente chegou ao seu destino. Respirando fundo, adentrou ás portas da empresa e esperou inquieta pelo elevador. Já dentro do elevador, ela olhava para os lados, estava sozinha, na verdade, não tão sozinha, tinha um pequeno frio na barriga como acompanhante. O elevador logo se abriu e revelou seus colegas de trabalho. Todos a olhavam surpresos, ela se sentiu vigiada e criticada, e engolindo seco, levantando a cabeça, atravessou os corredores e se deparou com a porta da Sala de Yue, se conteve um instante em abrir. Verificou as hora e percebeu que estava na hora, e tomando um pouco mais de coragem, deu uma pequena batida na porta e pode ouvir lá de dentro, a mesma voz rouca e fria de Yue: “Entre.” Apreensiva, ela entrou, porém não conseguiu manter sua cabeça erguida, ao contrário, ela a abaixara e por mais que tentasse não conseguiu falar nada.
- Vejo que você resolveu aparecer.
- Sim. – Isso foi a única coisa que saiu da boca de Sakura.
- Tomoyo lhe explicou situação.
- Sim e eu concordei.
- Bom, espero que você entenda que isso não é só para o bem da empresa...
- É, eu sei. É para o meu bem também.
- A Fluffy te ofereceu um emprego?
- Sim. Porém estou começando a achar que eu deveria ter... – Neste momento Sakura é interrompida. A porta é aberta rapidamente e dela vem Tomoyo correndo.
- Senhor, desculpe entrar assim, mas houve um grande problema.
- Sim, pode me falar. Aguarde um minuto Sakura. – Sakura assentiu com a cabeça e ficou vendo Tomoyo e Yue discutirem preocupados. Após alguns minutos, Tomoyo foi embora, na mesma pressa com que havia chegado. Yue agora encarou Sakura e ela se sentiu estranha por um minuto vendo que ele não havia esquecido suas últimas palavras.
- Continue de onde paramos.
- Ah... Bem, eu... – Sakura se sentiu em uma enrascada. Em um nervosismo estremo quase havia revelado que tinha mudado de idéia, por pouco não disse, mas graças a sua grande amiga Tomoyo ela pode ser impedida de fazer tal burrada. Voltando a organizar suas idéias, ela conseguiu encontrar uma saída. – Eu acho que eu deveria ter aceito o emprego.
- Então por que veio aqui? – Yue, não demonstrou, mas ficou surpreso com a resposta dela.
- Não é bem assim... Acho que eu deveria ter aceito emprego para assim supervisionar a empresa inimiga, seria muito eficaz termos um de nós lá dentro, seria uma grande oportunidade.
- Sim, seria. Mas também seria muito arriscado, principalmente se... – Yue não continuou, imaginara que a sua justificativa não iria agradar nem um pouco a sua funcionária.
- Se... – Sakura não perdeu a oportunidade de colocá-lo em maus lençóis, sabia qual seria a resposta dele.
- Isso não vem ao caso. Quero que entenda que essa possibilidade está fora de nosso alcance.
- Sim senhor.
- Você deve estar ansiosa para conhecer quem vai lhe ajudar em seus afazeres, mas como estamos no meio da semana, resolvi lhe apresentar na segunda para assim iniciar a semana e o emprego do rapaz.
- Rapaz? É um homem?
- Sim.
- Mas ele vai estar totalmente ligado a minha vida pessoal, você não acha que seria melhor uma mulher?
- Não. E também essa pessoa já teve muito contato com você e lhe conhece bem. Além disso, não confunda as coisas. Ele não vai estar ligado a sua vida pessoal...
- Como não? Ele vai estar diante de meus compromissos, ele vai ficar no meu pé o dia inteiro!
- Se você não está satisfeita, a porta está aberta... – Sakura sentiu uma extrema raiva de Yue nesse momento, se conteve e mordeu seu lábio inferior fazendo cara de teimosa.
- A questão não é essa, senhor. Querendo ou não ele vai sim estar ligado a minha vida pessoal!
- Ele é muito profissional e vai saber separar as coisas. Acredite, ele é um dos melhores para colocar as pessoas nos eixos.
- Tudo bem, não me importa se ele é homem ou não. A única coisa que espero é que realmente ele saiba colocar as coisas no lugar, não quero ninguém empatando minha vida!
- Creio que você não irá gostar de conhecê-lo. Ele me informou sobre algumas coisas, e pelo que entendi você irá ficar muito decepcionada. Mas é bom você já ir se preparando, ou é ele ou é nada.
- Sim. Mas, quem é?
- Não quero informar detalhes agora. Espere até segunda e você saberá perfeitamente quem é.
- Ele é mais velho? Só me responde essa.
- Não, ele é da sua idade. Apesar de ser novo, ele já é muito experiente e muito requisitado. – Um silêncio se fez na sala, Sakura se sentiu ainda mais apreensiva. Duas coisas, Yue havia revelado: Ela o conhecia e ele era de sua idade. Quem seria? Mergulhou em pensamentos e tentou descobrir quem seria esse homem tão profissional e requisitado. Acabou que seus pensamentos foram totalmente cortados por Yue.
- Estamos conversados. A partir de segunda, quero mudanças e espero que essas mudanças não demorem a acontecer. Pois, já fique avisada. Um erro, um simples tropeço e você está no olho da rua.
- Você sabia que não tem direito de falar assim? Você nunca me despediu, eu me despedi! Eu quase saí dessa empresa, e o mais incrível, sabe o que é? É que eu tinha um emprego garantido na Fluffy! – Sakura agora tinha na voz uma certa malícia e uma certa ironia. – E seu eu não quisesse na Fluffy, eu teria milhões de outras empresas correndo atrás de mim e você sabe muito bem disso! – Sakura hesitou um pouco, mas agora, fitando profundamente Yue e dando um pequeno sorriso ela continuou. – Você sabe por que eu voltei? Eu voltei por que eu quero provar a vocês quem é Kinomoto Sakura, vou mostrar a todo mundo que eu não sou essa garota destrambelhada que vocês pensam, e tenham certeza, que nesse momento eu vou rir da cara de vocês, e muito! O que é de vocês está muito bem guardado... – Yue ouviu tudo e se sentiu sendo desafiado, pensou em ficar calado, mas não conseguiu.
- Mas pense senhorita. – Yue que estava sentado em sua reconfortante cadeira se levantou e se apoiou sobre a mesa. – Como a Daidouji, essas empresas têm regras, e essas regras você nunca compre. Eles também vão exigir de você responsabilidade e eu duvido que você conseguirá cumprir essas responsabilidades. Você não duraria nem uma semana em cada empresa, nem um dia... Você, aqui, é protegida, mas lá, essa proteção não existe. É bom você começar a se colocar no seu devido lugar, pois alem de irresponsável, eu não quero uma funcionária atrevida. – Yue havia se superado nesse comentário, ele conseguiu irritar Sakura. Ela se conteve a não dizer mais nada. Voltando a ajeitar a bolsa nos ombros, ela bufou de raiva e virou-se de costas e saiu apressada da sala do seu “maravilhoso” chefe. Saiu marchando pelos corredores, fazendo muitas pessoas rirem de sua atitude. “Tem uma pessoa que eu vou fazer questão de um dia pisotear, com certeza, e essa pessoa é nada mais nada menos que Yue, o meu patrão. Quem ele acha que é para falar daquele jeito comigo? Há! Há! Há! Estou morrendo de rir do comentário dele! Eu já avisei, ele ainda vai engolir essa língua dele e vai morrer engasgado, se antes não morrer com o próprio veneno.” Sakura adentrou a sala de Tomoyo com veracidade e encontrou a amiga com um grande sorriso no rosto.
- Pelo que percebo a conversa com Yue foi muito simpática, não?
- Você acredita que ele me chamou de atrevida?
- Acredito!
- Quem que ele pensa que é? Um rei, um Deus?
- Sakura...
- Não! E ele ficou ameaçando a me demitir! Jogou na minha cara, que, sendo boa ou não, eu não duraria nem uma semana em uma outra empresa! Isso é um absurdo!
- Sakura...
- Claro, eu sei, eu joguei na cara dele que eu tinha um emprego me esperando, mas ele não precisava me dar uma má resposta dessas. Ah Yue, Yue... O que é seu ta guardado...
- Sakura...
- Ele é um inútil, incompetente. Aposto que ele mesmo é irresponsável, mas como é chefe, é patrão, claro que tem como se defender e ninguém vê seus deslizes, ele é um...
- SAKURA! – Tomoyo cansou de chamar a amiga delicadamente e apelou para o grito. Sakura que estava tão vidrada em falar mal de Yue não percebeu que a amiga lhe chamava. Com o grito, permaneceu-se calada, sabia que Tomoyo não se exaltava tão facilmente, com certeza, ela já estava passando dos limites.
- Desculpa. – Sakura deu um sorriso.
- Não, tudo bem! Eu estava tentando te dizer desde o início que, bem, eu e as garotas combinamos de sair e queríamos saber se você...
- Ah é isso? Para mim pensar qual seria a forma mais dolorosa para Yue morrer é um programa mais agradável.
- Sakura!
- Ta bom Tomoyo. Eu não estou muito a fim de sair e além disso você sabe que quando eu estou chateada e brava do jeito que eu estou eu acabo exagerando.
- Isso eu sei até de mais não é? Quem que cuida de você quando você toma um porre?
- Você.
- É... Por trás dessa carinha bonitinha, tem uma...
- Tomoyo não precisa entrar em detalhes, eu me conheço muito bem! E é por me conhecer muito bem que eu não estou querendo sair hoje, prefiro ficar em casa lendo um bom livro e relaxando.
- Já que quer assim.
- É, eu prefiro, assim eu não te darei problemas.
- Você sabe que eu não me importo de...
- Não. Eu quero ficar em casa mesmo.
- Já que quer assim. Mas a próxima vez que a gente for sair você vai ter que ir!
- Ta bom Tomoyo. Eu vou!
- E ele disse alguma coisa sobre a tal “babá” – Tomoyo deu uma pequena risadinha, estava muito curiosa para saber quem era.
- Não é uma mulher.
- É um homem?
- Se não é mulher... Espera... Deixa eu ver se tem outra opção. – Agora foi a vez de Sakura de dar risadas.
- Vai, me conta e aí?
- Ele me disse que é um conhecido meu, e que de acordo com o que essa pessoa disse, eu não vou gostar de saber quem é. E mais uma coisa, ele tem a nossa idade.
- Será que é alguém do nosso tempo de escola?
- Acho difícil.
- Talvez.
- Eu vou conhecê-lo segunda feira.
- Esta nervosa?
- Confesso que um pouco. Não sei se conviver com uma pessoa me perturbando o dia inteiro, falando o que eu posso e o que eu não posso, vai ser uma experiência agradável.
- A começo, acho que não. Mas acho que depois você vai acabar gostando.
- Será?
- Sakura, você vive tão sozinha, lacrada em seu apartamento, que uma companhia, mesmo sendo um trabalho, será com certeza muito agradável.
- Ou não...
- Pare de ser pessimista! – Neste momento, Tomoyo olha as horas e vê que já tem que ir embora, afinal teria ainda que se arrumar para sair. – É, esta na minha hora. Quer uma carona? Te deixo em casa e depois vou para casa me arrumar.
- É, pode ser.
- Então me espere um minuto, vou resolver algumas coisas e já vamos.
- Ok. – Sakura se sentou no confortável sofá que ali havia e ficou a contemplar o céu por um instante atravéz da grande janela de vidro. Ela voltou a se perder em pensamentos, mas estes, como da primeira vez, foram cortados, já que Tomoyo de aproximou e chamou Sakura para irem embora.
- Ô vida! – Sakura se jogou no sofá de sua casa. Mas antes que começasse a relaxar, foi até seu quarto e se trocou, vestiu uma roupa mais confortável e quentinha. O dia estava frio, gélido, com cara de que iria chover. Sakura sozinha, pensativa, ligou a televisão e começou a passar os canais tentando encontrar algo de interessante para assistir. Grande foi sua decepção, já que não encontrou nada que lhe agradasse. Se dirigiu a cozinha e comeu um pedaço da torta que Tomoyo havia lhe trazido no dia anterior e assim, lembrando-se do seu pai, resolveu lhe telefonar, já que ainda não havia lhe contado sobre os últimos acontecimentos.
Primeiro informou a Touya, que só conseguiu lhe fazer mais raiva com suas implicâncias de quinta. Seu pai ao contrário foi bondoso e até lhe deu dicas e opiniões sobre o que ela deveria fazer. Fujitaka sabia a filha que tinha, e tinha certeza que ela tanto enfrentaria problemas, como também os causaria. Mas com seu bom humor, acabou convencendo Sakura de que discutir com o patrão não era o melhor caminho, muito menos desejar que ele morresse engasgado com a própria língua. Ela contestou um pouco, inventando muitas desculpas, mas seu pai não se rendeu.
Sakura acabara de falar com o pai e pensou em tudo o que ele disse, e realmente, ele estava certo. Ela sim havia errado, ela fora a causa de todos os problemas, agora era seu dever agüentar o peso deles. Acabou, que Sakura começou a rir de si mesma, ficou se imaginando gritando com Yue na sala e percebeu o quão infantil fora nesses dois últimos dias, como sempre, sua emoção foi mais forte do que sua razão e ela se descontrolara duas vezes com a pessoa errada. Coçando a cabeça e ainda rindo, ela se voltou para a televisão, mesmo não passando nada que lhe agradasse resolveu assistir, queria aproveitar o silêncio e a tranqüilidade desse momento. Apenas uma coisa ela temia. Apesar de que ás vezes ela se sentisse solitária, ela também gostava de chegar todos os dias em casa e ter um momento só para ela, como teve agora e o que ela mais temia era perder esse doce tempo que tanto lhe fazia refletir e se acalmar.
Na semana seguinte:
- Tomoyo, é agora.
- Calma Sakura, você só vai conhecer seu assistente.
- Não sei, mas... Estou com um mal pressentimento.
- O que pode dar errado?
- Ele é homem, e você sabe que homem é um bicho difícil de se lidar.
- Não é tanto assim, você lidou com seu irmão a vida inteira...
- É diferente, ele é meu irmão!
- Mas não deixa de ser homem.
- É. Tomara que isso realmente seja só impressão.
- E vai ser. Você vai lá, o conhece e da um lindo sorriso e pronto... Vai ser a coisa mais fácil do mundo! Agora, não deixe de me apresentá-lo, quero ver se ele realmente é um grande profissional.
- Ta bom. Já esta na hora, vou para a sala do Yue.
- Sakura...
- Sim?
- Por favor não tente mais discutir com Yue.
- Anh. – As duas se olharam por um instante e começaram a rir. Sakura estava bonita, vestida em um de seus lindo vestidos, este era rosa e era delicado como ela, seu cabelos estavam soltos e volumosos e tinham um lindo brilho, seus olhos verdes estavam realçados por uma expectativa. Andando vagarosamente, atraindo vários olhares para si, ela se dirigiu a sala de Yue. Bateu na porta, mas não recebeu resposta, como sempre, muito apressada resolveu adentrar a sala. “Que mal tem em entrar? Ás vezes ele não tenha me ouvido”. Entrou silenciosa e se aproximou da mesa de chefe e verificou que ele não estava sentado em sua cadeira. Ela que havia prendido a respiração ao entrar pode se tranqüilizar e soltou todo o ar que havia dentro de seus pulmões.
- Que ótimo. Cheguei cedo de mais. – Sakura havia entrado na sala tão preocupada em encontrar Yue, que não havia reparado que alguém já estava ali. Ela então se sentiu sendo observada e logo pensou que fosse seu chefe, sua surpresa ao se virar, foi encontrar dois olhos âmbares a lhe encarar. Ela ficou parada, não conseguiu dizer nada, o fitou intensamente. E foi analisando aqueles olhos que ela finalmente pode o reconhecer.
- A quanto tempo Kinomoto Sakura.
- Vo...Vo...
- Está surpresa? – O homem não conseguiu esconder a graça em que achava em ver a mulher a sua frente espantada e assustada ao vê-lo.
- E... Eu... – Sakura não tinha palavras, havia realmente sido uma surpresa encontra-lo ali. “Sakura! Sakura! Acorda! Fala alguma coisa que preste, mostre a ele em quem você se transformou, deixe der boba!” – Já fazem praticamente 7 anos que não nos vemos.
- Isso mesmo. Lembro-me de você com 15.
- O que az aqui no Japão, Li Syaoran?
- Vim aqui para negócios, estive estudando e claro, precisaria de um emprego, não gosto de ficar a toa.
- É, você sempre uma pessoa muito ativa, ou pelo menos, era.
- Não, nesse ponto, não sofri mudanças.
- Interessante. Você que largou tudo para o alto por que tinha que ir para a China e agora essa volta repentina?
- Já fazem dois anos que estou morando em Tókyo.
- Ah... Dois anos é muita coisa... – Sakura agora mudara seu tom de voz delicado, para um tom ameaçador. - Se você for realmente quem trabalhará comigo, sabia que eu quero distância. Não confio em você. –
- Você não mudou nada. Só ficou mais bonita... - Syaoran não conteve seus risos. Via a sua frente uma linda mulher, com rosto de menina e afeição de uma criança brava. Sua beleza era infantil e ao mesmo tempo tão adulta. As risadas de Syaoran deixaram Sakura constrangida, mas ela não demonstrou.
- Você sempre gostou de me desafiar, não é Li?
- Sakura...
- Kinomoto! Para você Kinomoto!
- Como eu ia dizendo Sa-ku-ra, eu acho... - Syaoran foi interrompido com a entrada de Yue na sala, ele não aparentava estar de bom humor e por isso fora direto ao assunto.
- Vejo que vocês já se cumprimentaram, mesmo eu não deixando VOCÊ Sakura entrar em minha sala.
- Eu sou a prova de que você é também um irresponsável, já que se atrasou para essa pequena reunião. – Sakura não conseguia evitar alfinetar seu chefe, afinal ele era grosso, ríspido e mal educado, isso aos seus olhos, é claro. No mesmo instante em que conseguiu alfinetar seu chefe, algo veio à sua cabeça, a imagem de sua amiga, ela parou por um instante e tentou se lembrar da última coisa que Tomoyo havia lhe falado, mas por uma extrema coincidência, ela não conseguiu se lembrar.
- Vejo, que você não perde o mau hábito de me responder.
- Ah, esqueci que você é frágil, quer um lenço para as lágrimas? – Sua voz estava carregada de ironia.
- Não, o guarde, pois você vai precisar.
- Ah é? E por que o senhor acha que eu iria chorar?
- Por nada, é só um aviso. – Não passou despercebido, dos lindos olhos verdes, o sorriso malicioso de Yue.
- Bom, os dois já se conhecem, Sakura, você já sabe qual é o dever dele e qual é o seu. Já podem se retirar, acho que vocês têm muito que conversar. – Sakura olhou para Syaoran, que agora estava sério e se virou para sair, ela não queria ficar nem mais um minuto olhando para a cara de Yue, aquele ridículo. Pôs-se a marchar novamente, do mesmo modo, como sempre fazia ao sair da sala daquele miserável. Agora, além de seu chefe, ela tinha mais um problema, e este, não era nada pequeno, ao contrário, era gigante. Respirou fundo e entrou na sala de Tomoyo, procuraria um aconchego ao lado da amiga, mas reparou que alguém estava atrás de si e ela sabia muito bem quem era, porém não conteve se em fechar a porta em sua cara. Tomoyo observou tudo e sabia que Sakura estava pronta para explodir. Dando um pequeno sorriso, ela passou pela amiga e abriu a porta e agora foi a vez dela de ficar surpresa.
- Syaoran!
- Tomoyo... Quanto tempo!
- Nossa, você cresceu, virou homem.
- Você esta insinuando...
- Não estou insinuando nada disso. – Tomoyo fala com simplicidade e felicidade, estava feliz em encontrar o amigo que a tanto tempo estava sumido. Percebeu a falta de educação que estava cometendo e logo o chamou para entrar, ele humildemente balançou a cabeça e entrou, encontrando Sakura sentada em um poltrona, estava com os olhos fechados e tinha um pequeno ‘bico’ nos lábios.
- Estou feliz em te ver Syaoran!
- Eu também.
- Que ironia do destino não? Você e Sakura se encontrarem após tantos anos, deste modo.
- É, o destino nos prega peças.
- Peças grandes de mais! – Sakura agora se levantava, estava mais calma, porém ainda agitada.
- É, mas essas peças são sempre as mais valiosas, não é Sakura-chan? – Tomoyo se voltou para a amiga com um lindo sorriso, se divertia ao vê-la assim, tão estressada.
- Aham.
- Syaoran, foi muito bom te reencontrar, mas eu estou atolada de serviço e acho que você e Sakura tem muito o que conversarem, não é? Espero que vocês dois se entendam... Sakura, a propósito, sua sala já está reformada, já pode levar suas coisas para lá, eu me precipitei e já coloquei tudo nesta caixa aqui. – Tomoyo já estava se estava se retirando.
- Tomoyo, você não precisa...
- Não, não estou saindo para deixar vocês dois a sós, eu tenho um encontro com aquela megera da Yumiko Nakajima.
- Então a única coisa que posso lhe desejar é boa sorte.
- É tenho certeza que vou precisar. Ah, mais uma coisa, acho que você deve ir para sua sala correndo, acho que Yue resolveu deixar um presente para você.
- Imaginei desde o princípio que ele não me deixaria em paz.
- Você se lembrou não é?
- Do que?
- Do que eu te falei antes de você encontrá-lo.
- Anh?
- Vocês discutiram de novo? Eu desisto, você é realmente um caso perdido.
- Não aos meus olhos... – Syaoran entrou na conversa das meninas, arrancando risadas de Tomoyo e um olhar enfurecido de Sakura.
- É Syaoran, como Sakura sempre me diz, a única coisa que posso lhe desejar é boa sorte!
- Tomoyo!
- Tchauzinho! – Tomoyo se retirou da sala antes que sua amiga pudesse voar em seu pescoço. Syaoran e Sakura ficaram a se fitar por um instante, um analisava o outro, dos pés a cabeça. Ele admirando a linda mulher em que Sakura se transformara, a vendo em sua frente, não conseguiu deixar de observar as lindas curvas que ela possuía, que eram bem destacadas com o vestido rosa em que estava vestida. Ela, por sua vez, analisava a expressão dele, impressionado e malicioso, ela não o via como qualquer um e sim como um grande inimigo, ele realmente seria um estorvo em sua vida, uma pedra no seu sapato. Já não agüentando mais aquele silêncio e os olhares de Li, Sakura se pôs a pegar a caixa que estava com suas coisas na mesa, apesar de estar um pouco pesada, ela segurou firme e se dirigiu a porta. Com o peso não foi capaz de abri-la e por isso ficou a observar Syaoran, tentando fazer ele perceber que ela precisava de ajuda. Ele percebeu, mas esperava algo dela, tipo um, ‘por favor’. Pobre Li, ficaria esperando o resto dia, pois ela não renderia. Ela se agachou e colou a caixa no chão, abriu a porta e voltou a pegar suas coisas e saiu andando, apenas olhando enfurecida para o seu novo colega de trabalho. Chegou a sua sala e já começava a arrumar as suas coisas, e lá estava ele a observá-la, isso a estava deixando nervosa. Mais nervosa ainda ficou quando viu uma grande pilha de papéis em sua mesa e em cima dela um bilhete:
Um presente para você.
Preciso de todos esses documentos revisados e as propostas feitas para amanhã.
Tenha um bom trabalho.
Ass: Yue.
Nomes e mais nomes invadiram a cabeça de Sakura, e acreditem, eram nome nem um pouco agradáveis. Ela suspirou forte, mas não deixou se dominar pela raiva novamente, na verdade ela estava cansada de sentir raiva. Agora, a única coisa que queria era afundar a cara no trabalho e esquecer os problemas. Sentou-se em sua cadeira confortável e iniciaria o seu dia, mas algo a incomodava.
- Você está achando que eu sou um caso perdido?
- Sim, acho que é um dos casos que eu terei mais trabalho.
- Você sabia que ninguém está te impedindo de ir embora?
- Sabia, mas vou como já disse antes, não gosto de ficar a toa, o trabalho me diverte.
- Você estaria fazendo um grande favor para mim se estivesse indo embora, sabia?
- Eu sei. Só que, sabe de uma coisa? Isso é que me diverti no meu trabalho.
- Então eu serei um trabalho bem divertido.
- Creio que sim. – Syaoran, que estava de pé encostado na parede observando começou a andar e se direcionou para frente de Sakura, apenas uma coisa os separava, a mesa, cheia de papéis. – Muitas coisas vão ter que mudar.
- É isso todo mundo já sabe.
- Sim. Vou lhe falar a minha visão de você agora.
- Não precisa, a única coisa que eu quero é me adaptar a essa vida de compromissos, você não precisa se meter mais do que isso.
- Eu vou lhe mudar, por isso eu sei o que devo ou não falar com você. – Syaoran deu um pequeno sorriso de lado ao ver que estava conseguindo tirar Sakura do sério. Ela estava o evitando, mas agora era inevitável a aproximação dele. – Primeiro erro: Discussão com o patrão. Onde você acha que você vai chegar discutindo com ele? A única coisa que você vai conseguir se não for um desemprego, vai ser uma pilha de folhas igual a esta.
- Ele me provoca, eu só respondo.
- Tenho certeza que não é bem assim. Ele já havia comentado comigo de sua personalidade, só que não imaginava que você o atacava.
- Eu não o ataco!
- Não? Tem certeza?
- Ta só um pouco.
- Essa discussão, além de não beneficiar em nada, lhe faz parecer uma criança, é infantilidade. Segundo: Atrasos. Yue me disse que você sempre se atrasa, principalmente quando o compromisso é de manhã cedo. Isso irá se resolver. Terceiro: A sua apresentação. Na sua profissão o que mais se exige é segurança. Você tem que transmitir segurança a quem vai lhe encomendar a propaganda, e isso é uma coisa que você não consegue nos passar ao contrário, vocês nos passa desconfiança, pois você desconfia de tudo e de todos e isso impede você de se aproximar das pessoas. Você é bonita, se veste bem, porém você sempre tem que estar bem apresentável, pronta para ouvir seus clientes sem se opor ou reclamar. Essa foi outra de Yue, você não aceita opiniões, ou seja, dificulta o trabalho.
- Não é bem assim...
- Deixe me terminar. Você não faz as propagandas para agradar a você, faz isso para agradar ao público e principalmente ao seu cliente, então você tem que ter uma visão geral de tudo e de todos, você tem isso, mas pouco. Precisa ler mais, saber em que o público jovem, adulto, idoso, homens, mulheres, crianças, o que eles mais estão buscando. Outra coisa Yue me disse, foi que você é muito criativa, porém está sempre a usar mesmo método a mesma tática em todas as propagandas, e isso é um erro. Você sempre tem que estar se renovando e buscando atingir a fundo as pessoas.
- É eu sei.
- Sua personalidade difícil lhe prejudica, e eu sei que, não existe como mudar a nossa personalidade, mas existe um jeito de controlá-la, e é isso o que você precisa aprender, a se controlar. O que você faz quando um cliente reclama de seu trabalho?
- Eu o xingo dos pés a cabeça. – Sakura não agüentou e deu um sorriso, se lembrara de várias situações em que se deparara.
- Um grande erro. Você é muito visada, o seu trabalho é bom, porém saiba que os boatos correm, sendo mais direto, acaba que todos ficam sabendo que você é uma ignorante e uma mulher sem educação, sem respeito.
- Eu entendo, sei que tudo o que você falou são coisas que eu vou ser obrigada a modificar, mas, uma pergunta, como você pensa em me ajudar a fazer isso? – Por mais que escondesse Sakura o estava desafiando.
- Ah, mais uma coisa, você precisa parar de desafiar as pessoas, esse tom, esse sarcasmo lhe da uma aparência muito negativa.
- Erros, erros e mais erros, eu não tenho mais qualidade não?
- Sabe qual é o seu defeito?
- Não, qual é? – Sakura encarou Syaoran nos olhos.
- Imaturidade.
- Está dizendo que eu sou uma criança?
- Se não é, aparenta ser. Você precisa crescer, todas as críticas que fiz agora giram em torno dessa imaturidade.
- Ótimo, agora eu sou uma criança, o que mais vocês irão me nomear?
- Você cria esse nome.
- Alguém já me disse isso, aos berros.
- Yue?
- Exatamente. Uma de nossas últimas discussões foi aos berros, ele me chamou de irresponsável e tudo mais. Não é só ele, todo mundo ri de mim, motivo? Não sei, Talvez, por acaso eu tenha alguma plaqueta escrita na testa dizendo: Riam de mim.
- Não você não tem, mas a sua ações...
- Eu sei, eu sei... São imaturas;
- Você não mudou nada desde os seus quinze anos.
- Você quer dizer desde que você me deixou? – Sakura continuava a encarar Li, só que agora seus olhos ao encontrar os âmbares se perdeu, como sempre, voltou ao passado relembrando coisas que a muito tempo ela já tinha esquecido.
- Eu não te deixei, você sabe disso.
- É, parece que eu não mudei mesmo. Sempre fui uma idiota e o pior é lembrar que e última coisa que você me disse antes de ir embora foi: “Você é muito infantil”. Agora estou vendo isso acontecer de novo, mas diferente de antes, eu estou implorando para você ir embora.
- Essa modificação toda vai ser muito difícil, porém é algo que lhe trará muitos benefícios.
- Será? Acho que todos querem me modificar para não terem que me suportar do jeito que eu sou.
- Não. Eles querem ver uma mulher de verdade, a mulher que você guarda dentro de você.
- É, quem sabe eu lhes mostre.
- Desculpa.
- Pelo que?
- Pelo passado, acho que se queremos dar início ao presente temos que dar final ao passado.
- Esse passado já morreu a muito tempo. – Os dois rubis verdes fugiram dos olhos de Syaoran, algo por trás se escondia, uma coisa que não deveria ser revelada.
- Já que é assim. Conto com sua ajuda para que essa missão seja completada com sucesso. – Syaoran estendeu a mão e junto dele um grande sorriso.
- Ainda te considero um inimigo, mas quem sabe... – Sakura apertou-lhe a mão e os dois se entreolharam confiantes, sabiam que a partir de agora teriam uma grande trabalho pela frente. Querendo ou não, os dois teriam que se unir e juntos vencer, mas será tão fácil assim? A vai...
Confesso que não gostei muito desse capítulo, mas a próxima...
vou tentar melhorar.
xD
obrigado pelos coments. apesar de ter sido só 1.
ahsuahsauhsauhsau.
vlw!
Capítulos de [Sakura Card Captor] Sakura e seu conto de fadas.

Comentários (
4)

Usuário
tendência Eva
Postado em 08/08/2009 23:39:29
Hã? A Sakura conhecia o Syaoran? Ela teve alguma coisa com ele? Sabe, a fic só cita o Takashi Yamazaki.... ._.
Mas enfim, tudo bem, apesar de que... espaçamento entre parágrafos? ô.õ
Nota:
--------------------
"Este ano foi o melhor ano de nossas vidas" concluímos, depois de muita discursão.
Não importa quanto tempo passe, as lembranças de nossas amizades e de nossos corações ficarão guardadas neste belo e horrível ano que se passou.
Tantos fatos excráveis e tantas coisas adoráveis... é assim que se define a perfeição?
Anta baka?!

Usuário
Postado em 09/06/2009 19:35:32
Nota:

Usuário
Postado em 01/06/2009 17:56:35
Muito bom!!!
continua

Usuário
ñ tem
Postado em 31/05/2009 19:29:33
eu adorei esta otimo !
ve se continua
Nota:
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o amor perguntou para o odio "pq vc me odeia tanto?" e o odio respondeu "pq um dia te amei de mais"....