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[Originais] Cinderela Compulsiva - Capitulo 2 - Coleira.


Latiu e gemeu como se a coleira envolta de seu pescoço realmente a fizesse cadela.
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Classificação: Dezoito
Nota: Nota: 5
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Adicionado por: ~Christie
Adicionado em: 18/06/2009
Categoria: Misc/Originais
Generos: Romance e Novela., Hentai, Shoujo-Ai
Avisos:
Personagens: Helen, Amanda, Mariana, Heloíse, Pers
Tags: Lesbianismo, Linguagem Imprópria.


Não revisei, bgsmil.

_____


Capítulo 2. Coleira.


Retoquei o baton vermelho enquanto olhava-me no espelho da penteadeira. Ajeitei alguns fios negros fora do lugar de costas para a cama, onde meu segundo cliente do dia fazia fortes laços em seus sapatos sociais. Sociais como as roupas: camisa e calça. Barba rala, nariz fino e um sorriso canalha no rosto. Tinha 38 anos e tinha boa pinta, apesar do fato, tudo que me atraia nele era sua carteira. Mas por Deus, mesmo eu apenas exercendo minha 'profissão' naquela momento, sentia pena de sua esposa, que provavelmente estava em casa, cuidando de seus afazeres domesticos e filhos. Pensei numa vida que eu nunca levaria: de casada.


- Então amor ...- ele chamou-me num tom divertido.


Eu só era seu 'amor' por apenas aquele momento.


- Sim? -ainda reparava em cada pequeno detalhe de meu rosto pálido no espelho. Vi-o levantar-se através do reflexo. Vinha em minha direção.


- ...aqui -jogou notas tentadoras ao lado de minhas maquilagens sobre a penteadeira.


- Obrigada. -sorri, tentando cobrir o decote que o roupão deixava aparecer.


- Foi um prazer. -e aproximou-se da porta com a mão na maçaneta.


- Volte sempre. -mordi o lábio inferior como se realmente tivesse sido um prazer p'ra mim também. (Não foi).


Sorriu e se foi, satisfeito.


Prendi o cabelo num peteado improvisado e por alguns instantes voltei a pensar na pobre coitada que tinha se casado com aquele homem. O mesmo que não fez o favor de se livrar de qualquer vestígio que eu podia ter deixado. Um borrão de baton ou mesmo um fio de cabelo.


Guardei o dinheiro após a breve reflexão e então enchi um copo com uísque. Sentei-me na beira da cama amarrota, naqueles lençóis cheios de marcas de todos os tipos de orgasmos. Algo com o qual deixei de me importar. Levei o copo à boca e manchei-o de baton e no mesmo instante procurei pelo meu celular, e quando o tive em mãos, disquei um número que eu guardava na memória, sorri. Enquanto aguardava com o aparelho no ouvido, continuei a bebericar.


-x-


- Alô... -atendeu.


- É a sua puta falando -não deixei-a falar- Maa, arranje uma coleira para hoje a noite.


- Eu tô bem também, obrigada. -quando ela era sarcastica eu tinha a impressão de estar falando com uma mulher, e não com uma menina (apesar de ser). -Mas p'ra que raios você quer uma coleira?


- Calaboca, apenas traga a coleira. -ordenei.


- Vou tentar.


- E aí, você vem hoje?


- Vou tentar. -ela repetiu a resposta.


- Como assim 'vou tentar'? -meu tom de voz aumentou ligeiramente.


- Vou tentar, oras.


- Espero que consiga. -bufei entre outra leve golada -Geme p'ra mim?


- Mas agora? -aquilo era algo que ela não deveria perguntar, apenas fazê-lo. - Aaahh... -gemeu baixo.


Acho que ela pensava que eu era insana, mas me amava, sobre tudo.

- Assim que eu gosto. -sorri.


- Pers, tô saindo.


- P'ra onde?


- P'ra casa de uma amiga, se eu conseguir passo aí.


- Vê lá hein, só não pode comer a amiga. -disse entre um riso abafado.


Eu não tinha tanto cíumes, mas creio que ela me amava, e preferia sexo comigo.


- Claro que não. Tchau -não ouvi sua voz, então desligou na minha cara. Ela não tinha dito "te amo" como costumava fazer, mas talvez mais tarde diria (entre sussurros).


-x-


- Mãe, tô indo. -a menina gritou esperando que ela estivesse ouvindo. Entre um passo apressado e outro nos degrais da curta escada, jogava a pesada mochila nas costas.


- Mas para onde você pensa que está indo, mocinha? -a mãe lhe interrompeu no caminho entre a escada e a porta.


- Fazer um trabalho, oras.


- Na casa de quem? -e pousou as mãos na cintura.


- Da Amanda.


- Quem é essa? -muitas perguntas.


- Uma amiga da escola. -ela disse apressada. -Depois te dou mais satisfações, agora tenho que ir. -e lhe beijou a testa.


- Vê se não volta tarde, como tem feito ultimamente, Mariane. -a mãe alertou num tom desconfiado, como se soubesse de algo.


A menina saiu.


Heloíse, a mãe, já se encontrava na faíxa dos 47 anos, e por poucas vezes, observando a filha tentava medir o tempo que havia passado. Ela tinha crescido. E cresceu tão rápido. Havia uma cor forte no cabelo que lembrava ferrugem, porém, era só os efeitos de tinta sobre tinta para disfarçar os sinais da idade. Desde o primeiro fio branco que surgiu aos 35 anos de idade não parou mais de tingir. Enfim, eles eram inevitáveis. E mesmo perto dos 50 não tinha perdido o hábito de se maquilar. Tinha os olhos e a boca levamente pintados assim como as maçãs do rosto se encontravam clareadas com algum cosmético barato. No dedo anelar havia a aliança de ouro, ao lado de um anel maior em um outro dedo da mesma mão, que refletia e brilhava à luz solar.


Mas havia pouco mais de três meses que notara as mudanças nos hábitos e nos horários da filha. Algo com o qual ela havia começado a se preocupar.


-x-



- ...Assim -Mariane disse concentrada. - Só precisa dar uma cor mais forte nessas letras para dar um destaque.


- Vermelho? -sugeriu.


- Pode ser. -concordou.


- Acho que ficou bom.


- Está ótimo. -olhou, definitivamente, pela última vez nos ponteiros do pequeno relógio de pulso entre duas bijouterias no braço direito. -Preciso ir.


- Mas já?


Mariane levantou-se, jogou a pesada mochila sobre as costas e pôs-se a andar.


- Mas ainda são cinco horas da tarde.


- Amanhã nos vemos, juro p'ra você que não vou morrer até lá.


- Mas mas... Tchau p'ra você também, obrigada.


-x-



Passei as últimas horas deitada, lendo de Agatha Christie a Stephen King. Nunca pensei em ler alguma coisa de Paulo Coelho. Nunca me passou pela cabeça. Mas naquela tarde tediosa pensei no porquê de não ter um de seus livros em minha prateleira. Não cheguei à uma conclusão melhor além de eu ser apenas uma garota-de-programa com muito tédio e sem clientes, eu ainda leria algo de Paulo Coelho algum dia. Mas não seria hoje. Esforcei minha mente nos últimos 15 minutos jogando Sudoku. Realmente aquilo era o cúmulo, mas até que foi interessante. Nenhum telefonema, nenhum cliente. Eu já havia usado o número sete, três e cinco, não podia usar o número quatro na terceira coluna. Então tentei encaixar o número seis.


Ouvi o rangido rápido e baixo da porta, e logo o baque. Merda, sempre esquecia a porta aberta.


- O que você tá fazendo?


Aquela que adentrara a pouco me perguntou com uma voz floral. Levei a caneta aos lábios entreabertos, ergui o cenho e levantei os olhos:


- Jogando Sudoku. -lhe olhei de cima a baixo jogando a caneta naquela jogo que quase me levava à loucura. Não consegui encaixar o número seis, tentei o número um e desisti. -Pensei que você só viria à noite.


Mariane jogou a mochila no chão, abriu-a e de dentro dela tirou uma coleira, jogou-a sobre minha penteadeira e encostou-se na mesma cruzando os braços.


Não deixei de notar no cabelo castanho, ondulado e longo trançado de qualquer maneira. Aquilo a deixava tão bonita. O rosto sardento, os olhos claros, os lábios sem cor e o modo inrresponsável de ser comigo só a fazia mais garota. Reparei também nos trajes: Uniforme escolar. Aquelas roupas largas que podiam masculinizá-la escondiam todas suas curvas de menina-mulher. Mas aquilo realmente me atraía.


- E o que é isso? -perguntei mesmo sabendo que se tratava de uma coleira.


- O que você pediu. -ela quase sorriu, mas os dedos na boca tamparam-lhe os dentes.


Roer unha lhe parecia mais interessante do que me provocar - sorrir. Nunca me incomodei com seu péssimo hábito, nem com as unhas roídas que não conseguiam um arranhão nas minhas costas.


Levantei-me, senti o chão frio, segui em sua direção e então pousei minhas mãos em sua cintura. E já as suas tocavam-me as maçãs do rosto delicadamente. Não me preocupei em me apresentar seminua para ela. Na maioria das vezes Mariane me encontrava daquele jeito. Deixara de se importar com fato assim como eu.


- Hoje você vai ser minha cadela. -eu disse enquanto ela afastava as mexas do meu rosto e mordiscava meus lábios.


- E eu posso te morder? - beijei seus lábios secos. Ela sabia que a resposta era sim.


-x-



Puxei-a pela coleira em volta de seu pescoço e exigi que ela latisse como uma cadela no cio. E ela o fez.


Ela mesma havia tirado a camiseta, então sentei-a na beira da cama e me ajoelhei diante dela abrindo suas pernas.


- O que você vai fazer? -ela perguntou, repousando as mãos sobre a cama.


- Não se preocupe, eu vou devagar. -minhas mãos acariciaram suas coxas e ligeiramente puxaram sua calça.


Ela quase deitou, enquanto eu apertava e arranhava suas pernas e massageava seu membro com a lingua. Seu corpo inquieto suava, ela agarrava fortemente os lençóis mordendo os lábios. Deixou as pernas largadas e abertas, enquanto eu me apertava entre elas tentando fazê-la gemer.


- Goza p'ra mim, Maa? -eu pedi aos sussurros.


Seus dedos entravam nos meus cabelos, acariciando, quase forçando minha cabeça entre suas pernas. Ouvi um som abafado, vinha dela, não tinha dúvidas. Eu esperava que ela estivesse chegando lá.


- Assim não, Pers ... -parecia que não podia falar, parecia extasiada. Contudo, gemia.


- Então goza logo. -passei a língua uma vez mais, arranhando suas coxas. Vi-a se contorcer e me implorar.


- Por favor. - sua voz quase falhou.


- Se você fizer, eu paro. -sorri de soslaio entre as lambidas.


Passei a língua em sua virilha áspera, não tinha se depilado. Aquela era a graça do sexo com mulheres: não precisava me preocupar com o tamanho do 'documento' da moça, era sensível e pequeno, e satisfazia melhor.


- Pára... -suas duas mãos seguravam minha cabeça, como se tentasse afastá-la. Ela não conseguia, definitivamente, dizer qualquer palavra.


Mariane fechou os olhos, e antes de abrí-los novamente, deitei-me sobre seu corpo, nas raras vezes que ela me deixava ficar em cima, então lhe acariciei o rosto enquanto esperava ela se recuperar.


- Nunca mais ...-ela praguejou -nunca mais, Pers.


- Mas eu sei que você gostou.


Me agarrei ao seu corpo suado, deitei a cabeça sobre seu peito nu, e seus olhos pareciam sonolentos. Ela era tão meiga.


- Aqui se faz, aqui se paga, amor. -me vinguei da noite anterior com todo prazer.


E realmente foi um prazer.


_____



Os erros de concordância e gramtática já são nojentos em si, mas se você não curtiu, não comente, não tô afim de ser grosseira contigo, cara.'-'

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