[Liga da Justiça] Liga da Justiça - A História de Rachel Roth - Capítulo 7: Recomeço
Fim da saga de Rachel Roth com a Liga
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Caracteres:
12.093
Classificação:
Livre
Nota:
Adicionado por:
~Elmarc
Adicionado em:
28/06/2009
Categoria:
Cartoons/
Liga da Justiça
Generos:
Ação, Aventura e Luta,
Drama (Tragédia)
Avisos:
Personagens:
Ravena,
Batman,
Mulher Maravilha,
Flash,
Jo'n,
Lanterna,
Mulher Gavião.
Tags:
Drama,
ação,
Aventura
No parque da cidade de Metrópolis, uma nave pousava: passava do pôr do sol quando seus motores desligaram e uma porta abriu, de onde uma rampa se estendeu e uma figura encapuzada e solitária descia. Assim que tocou o parque, não demorou em seguir seu caminho. Não olhava para trás, mas em seu coração, sentia aquelas emoções confusas e desesperadas das pessoas que foram, por tão pouco tempo, suas amigas. Uma em especial, lhe angustiava, mas manteve-se firme.
A certa altura, sentiu um toque no ombro.
-Ah, Ravena... - Flash comentou – Dá um tempo, garota: não precisa fazer isso... A galera já passou por crises como esta. Estamos aqui ainda! Dá um tempo: não precisa ser assim...
Ravena olhou para ele e percebeu que alguns deles também se aproximavam.
-Há muita coisa que não entendemos, mas você é uma heroína, não duvidamos. - Mulher-Gavião falou – Se pudermos fazer algo por você, diga.
-Todos temos direito a uma segunda chance. - Superman falou e estendeu a mão – Falo por experiência própria: fique.
A garota fechou seus olhos por baixo da capa e gentilmente tocou Flash, para que a soltasse.
-Isto não acabou. - disse – Agradeço pelo tempo que passei com vocês, mas aqui não é meu lugar: aconteceu antes; aconteceu agora e vai acontecer novamente. É sempre assim. Mesmo em meu lar, foi uma decisão difícil, mas necessária: não posso ariscar a vida de meus amigos. Devo seguir meu caminho. Obrigada e adeus...
Foi afastando deles.
-Ainda acho um erro deixar que vague. - Zatana falou – Ela vai causar desastres por onde quer que vá...
-Não mais que sua boca. - Lanterna falou.
Zatana ficou brava com a falta de educação.
-Eu tinha minhas desconfianças, como você. - Lanterna falou – Mas descobri que há mais nela do que aparência.
-Isso agora não importa. - Jon falou – O que foi feito, não pode ser revertido: Ravena nos deixou.
-Espero que fique bem... - Superman comentou – Não é nada fácil ser diferente neste mundo.
-Ela foi do mesmo jeito que veio. - Jon comentou – Por sua livre vontade: sinto que fez isso por nós, para nos poupar.
Diana ficou calada o tempo todo e ouvia os comentários deles sem tomar atitude. De repente ficou séria.
Ravena caminhava enquanto seu coração se sentia triste pelo que aconteceu e por suas esperanças mais uma vez se esvaírem como folhas ao vento, quando Diana apareceu á sua frente, com expressão séria e dura.
-Por favor, me deixa ir. - pediu Ravena.
-Não. - Diana continuou – Antes quero que responda: o que conversamos sobre amizade... Estava falando sério ou era planejado? Você me enganou? Mentiu para mim?
-Eu não minto. - Ravena falou – Mas não posso sustentar minhas razões se você não confia mais em mim.
-Eu quero, juro! - Diana falou e triste – Mas você não confiou em mim! Não me contou nada! Se tivesse falado, poderia ter ajudado!
-E continuaria sendo minha amiga se soubesse que sou metade demônio? Que nasci para destruir tudo aquilo que você acredita, protege e ama?
Diana ficou surpresa e Ravena séria agora.
-Não sei... - Diana balançou a cabeça.
-Viu? Confiança não é tão fácil de se manter... - Ravena desviou dela e seguiu seu caminho – Seu coração está em dúvida. Nunca mais vou deixar outras pessoas se envolverem em minha vida, mesmo que signifique viver só.
Adiantou-se uns passos quando ouviu Diana falar.
-Nunca estará só. Somos amigas...
Ravena olhou para trás e Diana estava fazendo o mesmo, esperando algo dela. A garota olhou no fundo dos olhos da amazona, que abriu um tímido sorriso.
-E sempre seremos... - Ravena completou – Lembro ainda do que disse.
-Não sei o que teria acontecido se soubesse. - Diana aproximou dela – Mas você é ainda minha amiga... Minha querida amiga...
-E você a minha... - Ravena sorriu levemente – Obrigada Diana. Adeus...
Ravena voltou a andar.
-Sabe: chá de ervas não é tão ruim assim... - Diana falou.
-Especialmente com torradas... - Ravena respondeu.
Diana observou aquela garota desaparecer no horizonte na companhia de seus amigos.
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HORAS DEPOIS...
Ravena continuava caminhando pela cidade, a altas horas, procurando por um lugar para dormir. Faz tempo que não precisava procurar um local aconchegante. Em meio á noite, olhava para as ruas desertas e observando a lua. Sentiu uma sensação estranha e caminhou para uma esquina, sendo observada por uma figura do alto de um prédio. A seguia faz algum tempo. Observou Ravena seguindo por uma direção e sumindo na esquina. Correu e saltou para o prédio seguinte, mas teve uma surpresa. Desceu e ficou na calçada, observando os lados: nenhum sinal dela. Estava pensando e nem percebeu algo surgir de sua própria sombra, pelas suas costas.
-Batman...
Ele virou e topou com Ravena, mas não teve tempo: ela o envolveu com sua magia e o manteve preso, mesmo com seu esforço. A garota parecia brava.
-Ravena... - ele tentava se soltar – Eu não... Quero lutar: só conversar.
-Você não tem nada que me interesse. - Ravena estava brava, mas controlada – Graças a você a única amiga que já tive, não confia mais em mim; perdi os amigos que estava conseguindo: você arruinou minhas esperanças. Você destruiu a minha vida!
Batman fazia esforço, mas não conseguia se soltar da magia dela.
-Seria muito fácil me vingar de você: na verdade, tem muita gente que festejaria sua destruição.
-Então vá em frente. - Batman comentou – Está esperando o que?
-Você é ridículo. - Ravena falou – Não sabe nada de mim e ainda quer me julgar...
-Sei mais do que imagina. - Batman sorriu malicioso – Rachel...
Ravena ficou surpresa e aproximou Batman de seu rosto.
-Como sabe meu nome verdadeiro?
-Você é Rachel Roth, filha de Arella. - Batman falava e Ravena ficou mais surpresa – Sua mãe se envolveu com uma seita chamada de Adoradores de Scatch e depois desapareceu...
-Como sabe disso? - Ravena estava zangada – Foi aquela Zatana quem te contou?
-Tenho meus segredinhos... Está disposta a conversar?
-Acha mesmo que isso é suficiente para me convencer? - Ravena também riu maliciosa – Realmente você não sabe nada de mim: eu, ao contrário, sei muito sobre você. Por exemplo: você tem medo de mim.
-Ah, é? - Batman duvidou.
-É. - Ravena falou – Você não tem poderes; só inteligência e habilidade física aprimorada nos limites do corpo humano. É desconfiado, manipulador e... Rico.
Batman desta vez ficou admirado.
-Posso chamá-lo de Batman... - Ravena continuou – Ou de Sr. Wayne: você quem sabe. O fato é: você não confia em ninguém; só acredita no que poder ver, manipular e controlar. Não pode me controlar; não pode me comprar; não pode me intimidar: sou uma ameaça e por isso, você me teme.
Batman estava realmente surpreso: Ravena não brincava, nunca. Pelos outros sabia que uma das características dela era sua exagerada sinceridade.
-É... - Batman ficou calmo – Estou impressionado: como soube?
-Não imagina? - Ravena tocou a cabeça com o dedo – O marciano não é o único a ler pensamentos: fiz isso desde o nosso primeiro encontro. Sua mente não é tão difícil de ler. Ao contrário do Jons consigo ser bem mais discreta: nem ele percebeu.
-Então esse é seu segredinho? - Batman falou – Estavam todos querendo saber como descobria quem estava na porta: você nunca relaxou, não é?
Ravena apenas desdenhou.
-Mas, voltando ao assunto: vai me deixar no ar ou vamos conversar? - perguntou Batman
Ravena rugiu de fúria.
-Você nunca desiste, não é? Está bem: se responder suas perguntas, me deixa em paz?
-Trato feito.
Ravena liberou Batman, mas manteve seu cinto de utilidades bloqueado ao toque.
-Precaução. - Ravena falou – Queria que eu o soltasse; não que confiasse.
Batman acabou esboçando a ela um ligeiro sorriso, a deixando curiosa.
-Qual é a graça?
-No final, estavam certos sobre nós. - ele respondeu – De certa forma, somos mesmo parecidos: teria feito o mesmo em seu lugar...
-Não quero elogios, nem nada de você: faça suas perguntas e me deixe em paz.
-Por que não lê na minha mente?
-Porque não é seguro: meus dons funcionam diferentes do marciano. Eu capto vibrações mentais e emocionais; se forçar a experiência pode ser desagradável a você. Pergunte ao Sombra e vai entender melhor...
-Certo. - Batman ficou sério novamente – O que quero entender é: por que escolheu a Diana? Todos tentaram se aproximar, mas você permitiu apenas a Diana: por que?
-Ela foi sincera: tinha dúvidas como os outros, mas quando estava comigo, procurava afastar. Diana me ofereceu amizade sincera e voluntária. Os demais, em especial você, manifestavam dúvidas e desconfianças sempre que estavam comigo. Se interessa, saiba que vocês não são diferentes das pessoas comuns. Eu queria observar para poder tomar minhas decisões. Achava que super-heróis de renome poderiam, quem sabe, me ajudar.
Batman ouvia atentamente: Ravena parecia triste agora, enquanto falava.
-Mas agora... - ela baixou a cabeça, desapontada – Percebei que a única coisa que diferencia vocês são seus dons: vocês também são desconfiados, preconceituosos e arrogantes. Não são mais que pessoas comuns com habilidades incomuns.
-Desapontamos você?
-Tanto faz... - Ravena virou o rosto par outro lado – Minha vida tem sido decepção atrás de decepção...
Batman notou o ar triste dela, quando removeu seu manto. Aquela garota teve, por sua culpa, a maior decepção da vida.
-Lamento. - disse.
-Não, não lamenta. - Ravena olhou de canto e brava – Você nunca lamenta: por não ter poderes, sua vida é manipular as pessoas e intimidar. Pouco importa a você as consequências: de todos, você é o mais perigoso.
-Todos temos nossas razões de ser... Uma vez, alguém me disse que sentir de vez em quando não faz mal: talvez essa pessoa tenha razão. Por isso eu reconheço que não devia ter mexido aonde não era de minha conta.
-Agora é tarde demais... Já posso ir?
-Só uma última pergunta. - Batman falou – O que vamos fazer com nossos segredos?
Ravena apenas desdenhou e balançou a cabeça.
-Como eu disse: você não sabe de nada sobre mim... - Ravena o encarou – Não tenho interesse em prejudicá-lo, Sr. Wayne, nem a ninguém. Só quero, de alguma forma, compensar os danos. Adeus.
Ravena foi se afastando dele, que observava. Ela apenas queria esquecer aquele dia e aquela pessoa horrível. Já estava com problemas demais sem que ele interferisse. Parou de andar quando ouviu um pigarro. Virou e Batman apenas apontou o cinto. Ravena removeu o feitiço.
-Obrigado. - ele disse e rápido como pensamento, sacou algo e jogou a ela.
Ravena usou sua magia e amparou o objeto antes que alcançasse, mas, ao invés de uma arma, como pensou, sua magia lhe trouxe um cartão. Curiosa, Ravena tomou o cartão.
-O que é isso? - perguntou.
-Instruções. - ele disse.
Ela ficou mais curiosa e leu o que havia: surpreendeu-se e mirou Batman.
-Instruções? De que? Aqui só tem um nome e uma cidade...
-É tudo de que precisa. - ele falou – Sabe, garota, gosto do seu estilo. Se quer acreditar ou não é com você, mas eu lamento que as coisas não tenham saído como queria. Não era minha intenção prejudicá-la. Talvez encontre o que procura neste lugar.
-Como sabe?
-Podemos ser parecidos em certas coisas, mas há uma diferença entre nós: você não deseja solidão. Eu decidi ser assim. Acredito que esta pessoa possa ajudá-la...
-Por que tem tanta certeza?
-Conheço a pessoa: é de confiança e um grande amigo. Seguimos direções diferentes. Ele vai te ajudar.
Lhe deu as costas e foi saindo.
-Por que está fazendo isso? - Ravena perguntou – Por que tenta me ajudar agora? É um tipo de arrependimento?
Batman parou por um instante, antes de responder.
-Posso não ter poderes especiais, mas tenho uma habilidade que supera os outros: sei julgar caráter como ninguém. Você tem o que é preciso para um herói. Digamos que todos tem direito a uma segunda chance. - ele falou e não se virou – E sonhar em ser feliz é uma meta que devemos perseguir sem desistir. Boa sorte Ravena...
Ravena o viu desaparecer e ainda pensava, intrigada: novamente olhou o cartão e seus dizeres.
-ROBIN... - leu – JUMPCITY – COSTA OESTE...
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Usuário
Postado em 29/06/2009 19:23:54
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