[Ouran High School Host Club ] Sentimentos entre amigos.
Mori-sempai sempre foi um dos integrantes do Host Club mais quietos. (Perdendo só pro Kyoya.)Mas o que fazer quando o que ele sente por Mitsukuni ultrapassa os limites da amizade? Como Mitsukuni irá aceitar o fato?
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Nota:
O que faço, Mitsukuni?
Disclaimer: Ouran não me pertence, e sim a Hatori Bisco. Esse fiction não tem fins lucrativos.
P.S: Me inspirei nesse fiction, ouvindo “Tarde Demais” do NxZero. Então, aconselho que leiam esse fiction ouvindo esta musica. Sentimentos Entre Amigos.
One Shot
Por: Barbara
Antigamente era apenas uma amizade. Era uma amizade incondicional, um confiava no outro. Mas a confiança trouxe sentimentos que Takashi Morinozuka desconhecia. Desde quando reparava tanto nas reações de Mitsukuni Haninozuka?
Está certo que era sua tarefa cuidar dele, mas não aos extremos. E isso assustava Takashi. Resolveu que sua melhor chance de descobrir o que sentia era deixando a coisa rolar, e vendo o que poderia ser feito.
O tempo passou, e Takashi continuou observando Hani. Quando ficava feliz que ia comer bolos, até quando ficava enfurecido quando era acordado de sua ‘soneca’. Mori agora se sentiu pouco confiante de que não estava beira da insanidade.
Mas ele logo descobriu o que sentia. Na festa de chegava do Outono, Hani estava conversando alegremente com uma garota, Satsuki. A conversa fluía naturalmente, mas em determinado tempo a garota se aproximou consideravelmente de Hani. O garoto não se moveu, e a garota o beijou. Mitsukuni correspondeu.
Takashi não sabia por que, mas estava colérico quando aquele beijo acabou. Não queria mais ficar ali, então saiu e foi para a sala onde era o Host Club, pensando em ficar sozinho. Não adiantou, pois ali estavam Tamaki e Haruhi discutindo algo. Pensou em dar meia volta, mas antes de fazer tal ação, Tamaki já gritara “Mori-sempai!” então, não dava mais para fugir.
— O que esta fazendo aqui, Mori-sempai? Pensei que estivesse na festa. — diz Tamaki.
— Pergunto o mesmo. Você como filho do diretor, deveria estar lá, e não aqui com a Haruhi. — diz Takashi, serenamente.
— E-eu... bem, eu tava aqui conversando com a H-haruhi. — diz Tamaki, corando consideravelmente
Apenas ele achava que o resto do Host Club, não sabia que ele estava com a Haruhi. A garota cansou de tentar entender a mente do Tono, com aquela estória de “Amor Fraternal” então, dera á ele uma chance.
— Sei. Mas o que estavam discutindo? — pergunta Takashi. Distrair sua mente era uma ótima forma de esquecer aquele beijo.
— Estávamos discutindo o comportamento de todos os integrantes do Host Club. — respondeu Haruhi; falando pela primeira vez naquela conversa.
— Hum... e a que conclusão chegaram? — pergunta Mori-sempai.
— Bom, o Kyoya-sempai, ele é bem frio e calculista. — diz Haruhi
— Todos nós sabemos disto. — diz o Morinozuka
— Sim, todos sabem. Os gêmeos Hitachiin, Kaoru e Hikaru, têm um temperamento imprevisível. Tamaki e eu não conseguimos ainda distinguir um humor a eles. — diz Haruhi. — O Hani-sempai, — Mori sentiu uma leve contração em seu estomago quando mencionou o Mitsukuni. — é muito alegre, e sempre esta de bem com a vida. Mas chegamos à conclusão que não devemos acordá-lo de suas ‘sonecas’. – diz Haruhi.
— É, o Mitsukuni não gosta de ser acordado... — diz Takashi.
— Sim, e você Mori-sempai... você olha pro Hani-sempai de um jeito... estranho. —arrisca Tamaki. — Você olha pra ele, como se ele pudesse se quebrar em qualquer movimento, e você estará lá para ampará-lo quando isso acontecer. É um jeito protetor. Até demais.
— É dever de minha família cuidar dos Haninozuka. — diz Mori-sempai tentando se controlar; suas mãos tremiam. Aonde fora aquela conversa amigável? – É meu dever cuidar de Mitsukuni.
— Nós sabemos, Mori-sempai. – apressa-se a dizer, Haruhi. — O que Tamaki disse não tem nada a ver. — completa com um olhar azedo à Tamaki.
— Então diga a seu ‘namorado’ para parar com insinuações estúpidas e sem fundamentos. — diz Takashi.
— Ele não é meu namorado, Mori-sempai — reclama, aborrecida Haruhi.
— Ah, qual é? Só vocês dois negam. Todo a Host Club sabe, e até alguns alunos do Ouran. — explode Takashi. — Vocês estão pondo em risco o seu disfarce Haruhi!
Não era certo descontar sua raiva em seus dois amigos. Mas já não importava, as cenas da festa voltaram à sua mente. Mitsukuni... Satsuki... Beijo..., as cenas bombardeavam a mente de Takashi. Então, saiu correndo, deixando Haruhi e Tamaki sem entender nada. Sua cabeça latejava, e seu cérebro não trabalhava em tamanha rapidez para lhe dar alguma explicação plausível. ‘Proteção.’ pensou ele. ‘Somente protegendo o Mitsukuni. ’ Mas ele sabia que não era verdade; estava enganando a si mesmo. Seu sentimento em relação à Mitsukuni ultrapassava as barreiras da proteção. Mas o que ele realmente sentia, nem ele mesmo podia dizer.
— Mitsukuni Haninozuka... me deixa em paz. — sussurra, correndo.
Assim os dias se passaram, mas o garoto Morinozuka não apareceu no Ouran. Estavam a poucos dias da Páscoa, e Mori-sempai tinha que estar lá, o Host Club inteiro estava à procura de Mori.
Então, quando faltava apenas dois dias, Mitsukuni resolveu ir à casa dos Morinozuka. O Host Club inteiro iria, às ordens de Tamaki. Mas Morinozuka não estava lá. Seus pais disseram que ele foi para as montanhas, ao sul do Japão.
Então, em plena Páscoa, pela primeira vez em sua vida, Mitsukuni recusou os doces. As garotas ficaram boquiabertas, como todos os integrantes do Host Club.
— Hani-sempai, coma um pouco. Eu fiz com tanto carinho pra você... — diz a garota da festa, Satsuki. — Por favor, Hani-sempai...
— Não Satsuki-chan. Obrigado. – agradece o garoto. O motivo para sua recusa aos doces era a ausência de Takashi. Takashi sempre estivera lá, com ele quando eles abriam os ovos de chocolate recebidos das garotas; até dava os seus a ele, Mitsukuni.
E novamente os dias se passaram. Apenas na chegada do Inverno, que Takashi deu as caras. Chegando viu Mitsukuni atacando bolos. Sorriu. Mas logo fora bombardeado de perguntas, as quais ignorou, e ficou em seu canto na janela, observando os flocos de neve caindo. Mitsukuni era o único que tinha coragem suficiente para chegar perto dele. Então, encorajado pelos outros, Hani-sempai, fora se sentar perto de Takashi.
— Takashi... porque faltou tanto...? — pergunta Mitsukuni.
— É assunto meu, e não é da sua conta. — responde friamente.
O Host Club estava boquiaberto. Quando que o Mori-sempai foi rude, frio ou seja lá o quê com o Hani-sempai? Nem mesmo Kyoya, dissera algo em tom rude à Mitsukuni. Mitsukuni tinha um charme natural que atraia as pessoas para ele, as fazem ser gentis.
— Porque esta falando assim comigo... Takashi? — pergunta Mitsukuni.
— Já lhe disse. É assunto meu. — diz, ainda olhando para os flocos de neve.
— Então fale olhando para mim, e não para esta neve idiota! — diz o Haninozuka exaltando-se.
— Para quê? Eu sou apenas um guarda costas dos Haninozuka! Não sou digno o bastante para sustentar o olhar de um Haninozuka! — grita o Morinozuka.
— Onde achou esta estória, Takashi? — pergunta Hani-sempai. — Você sabe que eu nunca liguei se você fosse ou não designado para a tarefa de me proteger de sei lá o quê! Você sabe Takashi, para mim, sempre fomos amigos!
‘Amigos... somente amigos...’ pensava o Morinozuka. Não sabia por que isso o afetava e nem porque ainda estava controlando sua raiva. ‘Mitsukuni não precisa ouvir isso, não precisa ouvir isso só porque estou furioso com algo...’
— Desculpe.. Mitsukuni. Desculpe, fui imprudente gritando assim com você. — desculpa-se Morinozuka
— Não ligo que grite comigo. Só quero saber... onde achou essa estória de que é apenas meu guarda-costas? — indaga o Haninozuka.
— Nada, não achei em lugar algum. Eu só... — ele hesita e então sussurra: — Fiquei confuso... quando você... beijou aquela garota.
Naturalmente Mitsukuni não escutara a ultima parte. Então, confuso ele perguntou:
— Ficou confuso? Mas... com o que Takashi?
— Não sei o que tenho. Mas não consigo controlar...
— Diga, Takashi. Talvez eu possa ajudar...
— Não pode... — diz balançando a cabeça negativamente. — Você é o problema.
E então ele sai, deixando todos confusos; Mitsukuni em especial. O que ele quis dizer com “Você é o problema.”? ‘Desde quando eu te dou problemas, Takashi?’ pensava o Haninozuka, confusamente. Todos estavam surpresos, e para quebrar o silencio incomodante Kyoya fala:
— Hani-sempai... acho que você deveria ir atrás... do Mori-sempai.
— Atrás do... Takashi? — repete.
— É Hani-sempai. Afinal, só você pode solucionar o problema dele. — diz em uníssono, os gêmeos.
— É. Pode ser. Então, eu to indo.
— Boa sorte, Hani-sempai! — deseja-lhe Haruhi.
Depois de sair do Host Club, Haninozuka, sai correndo por todo o Ouran. Onde Mori estaria? Ele percorreu todo o colégio, mas não tinha sinal algum de Morinozuka. Então, ele se lembra de um lugar perto da entrada do colégio, aonde Takashi ia para pensar. Sem pestanejar, Haninozuka sai correndo em direção, a esse lugar.
Chegando lá, o palpite de Hani-sempai estava certo. Lá esta ele, Morinozuka, sentado com uma perna estendida e a outra não, apoiando a cabeça, no joelho erguido, o olhar vago.
— Takashi...? — pergunta Mitsukuni.
— Mitsukuni... — sussurra Takashi. — Porque veio?
— Quero saber o que esta acontecendo, Takashi! — exigiu-lhe Mitsukuni. — Me incomoda saber que você esta mal!
— Fico feliz com tal declaração. — diz o Morinozuka, impassível.
— Vai... me contar, então? — indaga esperançoso Mitsukuni.
— Não, sinto muito Mitsukuni. Mas agora eu compreendi realmente o que era o meu ‘problema’ — diz fazendo aspas com os indicadores. — E não posso lhe contar.
— Porque não... Takashi? — pergunta.
— Sinto muito Mitsukuni. Não posso mais ser seu amigo. — diz ele com um olhar frio.
— O que eu te fiz, Takashi...? — pergunta ele, desesperado.
— Nada... você foi somente meu amigo. — diz ele incognitamente
— Então... eu fiz algo de errado, sendo seu amigo? Não faz sentido Takashi!
— Não esperava que fizesse, Mitsukuni. — diz Mori-sempai olhando carinhosamente para o garoto à sua frente. — Não posso mais... não consigo suportar... — e ele deixa a frase no ar.
— Por quê...? O que você não consegue suportar...? — sussurra o Mitsukuni.
— Por várias vezes, eu tentei entender o que eu sentia. Mas eu nunca entendia, nunca compreendia. Então, a Satsuki-san beijou você, e eu não entendi porque, mas fiquei colérico com aquilo. Então, comecei a faltar, porque estava tentando fugir, e por não querer te encarar. — dizia o Morinozuka com um olhar triste e vago. — Então, tive que voltar. Voltei e a primeira coisa que vejo é uma miniatura de gente atacando inofensivos bolos. — encerra ele rindo, e deixando Mitsukuni aborrecido.
— Mas ainda não entendo... porque eu sou seu problema? — pergunta confuso.
— Ainda não entende? Eu não anseio só proteger você, Mitsukuni. Só isso não basta mais para mim. — diz o Morinozuka. — Eu quero você, Mitsukuni. — sussurra olhando intensamente para o garoto à sua frente.
— Me... quer?
— É. Isso mesmo.
O silencio se prolongou naquele aposento. Finalmente Mitsukuni descobrira porque Takashi estava frio com ele, quando ele nunca esteve. Mas preferia não ter descoberto. Preferia ter seu amigo, ao seu lado. Ele não reconhecia o garoto à sua frente, cujos olhos negros ainda te olhavam intensamente, lhe dando estranhas reações. Sentia vontade de consolá-lo, de estar ali ao seu lado, dizer que estava tudo bem.
— Takashi... — começa Mitsukuni.
— Mitsukuni... não quero forçar você a nada. Por isso pedi transferência. — diz o Morinozuka, sorrindo. — Adeus... Mitsukuni Haninozuka.
E assim, sem dizer mais nada, sai daquele lugar sujo e malcuidado, deixando Mitsukuni ainda atordoado com a noticia. No dia seguinte, a noticia da transferência de Morinozuka Takashi, já estava em todo o colégio Ouran; e os Host Club não entendiam.
Por vezes tentaram arrancar informações de Mitsukuni, mas este não abria a boca. Então, no dia 25 de Dezembro, Mitsukuni estava com o Host Club reunido em sua casa, quando uma carta chegou.
— Estranho... o correio não funciona no Natal. — comenta um dos gêmeos.
A carta era de Takashi. Takashi enviou-lhe uma carta. Então, pegando a carta, se sentou em sua poltrona e silenciosamente abriu a carta. Primeiro tinha um postal, escrito “Saudades.” E um ‘Feliz Natal’ em baixo.
Depois pegou a carta que estava escrito:
“Nunca pensei que fosse lhe escrever, Mitsukuni. Mas cá estou eu escrevendo. Não quero os outros Host lendo ok?
Eu precisava lhe dizer que aqui não é o mesmo sem você, Mitsukuni. Sinto falta daquele garoto invocado quando acordado, e daquele que adora bolos. Minha nova escola é totalmente sem novidades alguma. Não tem clubes, nem nada parecido com o Host Club.
Mas como vão todos? Haruhi e Tamaki finalmente assumiram que estão juntos, ou ainda acham que somos tapados e não descobrimos?
De qualquer forma, estou com saudades. Muita. Até dos ataques do Tamaki. Mas principalmente de você.
Sinto muito ter ido embora daquele jeito, desculpe Mitsukuni, mas era preciso. Eu não conseguia mais.
Feliz Natal, Mitsukuni.
Ass.
Morinozuka Takashi.
P.S: Amo você.” Depois de ler a carta, ele empalideceu de tal forma que os outros Host ficaram preocupados. Kaoru perguntou o que ele tinha; Tamaki gritava; Haruhi estava ao seu lado, perguntando o que aconteceu.
Takashi o amava. Takashi, seu melhor amigo, o amava. Mas em vez de sentir algo parecido com o nojo, sentiu se feliz, reconfortado. Pois seu sentimento por Takashi nunca fora amizade.
Baixo, muito baixo, Mitsukuni sussurra:
— Também te amo, Takashi.
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? Fim. ?
[/b]
Dêem um desconto, é meu primeiro fiction Shonen-Ai.
Mas, de certa forma, é certo. A relação do Mori-sempai e do Hani-sempai, é tão intima. Parecem mais que amigos. E dessa idéia maluca de ter algo a mais na amizade, surgiu este fiction. Revelando, segundo eu, os sentimentos de Morinozuka Takashi e de Haninozuka Mitsukuni.
Pronto, agora podem me matar. *se esconde atrás de uma rocha*
Srta. Baby
Capítulos de [Ouran High School Host Club ] Sentimentos entre amigos.

Usuário
Postado em 11/06/2010 20:30:06
Que lidno, triste e bonito ao mesmo tempo, amei, adorei...
Bjks!!!
Nota: