[InuYasha] InuYasha: Os motivos dele, as razões dela.


Uma lembrança da miko ressusitada as lagrimas impossiveis para uma morta. Enaquanto Kagome ainda continua no zero de lembranças de InuYasha...
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Adicionado por: ~DanyAili em: 30/01/2010
Categoria: Animes/InuYasha
Classificação: Livre
Terminada: Não
Generos: Romance e Novela., Shoujo (Romântico)
Avisos:
Personagens: Inuyasha, Kagome, Sango, Miroku, Kaede, Shippou, Kikyo
Tags: Miroku, Kaede, Shippou, Memorias, Kikyo, Kagome, Inuyasha, Sango, Amor, Romance, Dor



Capitulo 09: Kikyo


Não muito longe dali, a miko sentia-se em pedaços. Como ele podia dizer amava aquela cópia dela? Por que não admitia que só estava com ela porque as duas eram iguais? Sentiu lágrimas correrem em seu rosto, como não sentia há cinqüenta anos. Como não sentiam desde que era viva. Viva. Será isso? Por isso que ele preferiu a Kagome?
“Só pode ser por isso.” – pensava enquanto tentava parar de chorar. “Ela sou eu, só que viva! É por isso que ele diz que a ama.”
Ela se lembrava dos momentos que passaram juntos e como ela era feliz só de poder está perto dele. “ Ele sempre teve aquele jeito duro, mas comigo ele era diferente. Ele sorria, brincava, ele era feliz comigo! Mas eu nunca pude dizer a ele.”
Lembrava-se de um dia em especial. Era aniversário dela e ele parecia muito agitado. Queria que ela terminasse suas obrigações como miko e fosse encontrar com ele numa clareira próxima a vila. Ela foi como o combinado e que surpresa que ele havia feito. Sobre a grama ele colocara pétalas de sakura como se fosse uma toalha, havia pequenas tochas iluminando o local e ainda um pequeno banquete para os dois.
– A Kaede me ajudou um pouco. – Explicou o jovem que parecia sem jeito.
– Está tão perfeito que me deixou sem palavras! – respondeu ela com um sorriso que fez o rosto dele se iluminar!
– Que bom! Venha. – falou enquanto estendia a mão para segurar a dela e assim guiá-la ao centro das tochas. – Eu pensei que você merecia relaxar, pelo menos no seu aniversário.
Ela estava encantada! Ele sempre fora doce com ela, mas nem sempre ela pode retribuir esse carinho. Por que raios de tinha que nascer com essa missão de proteger a shikou no tama? Por que não podia ser como qualquer outra jovem da sua idade? Mesmo sem querer lágrimas brotaram em seus olhos e por mais que tenha tentado disfarçar, não passaram despercebidas pelo belo hanyou.
– O que foi? O que está te preocupando?
– Não é preocupando, é que...
Ela não precisava falar, ele sabia muito bem o que estava acontecendo. Vendo que palavras não adiantariam de nada, InuYasha a puxou para si e a abraçou com força. Ela era naquele instante apenas uma mulher e não a grande miko.
– Eu te entendo, Kikyo... – sussurrou docemente no ouvido dela.
Essas lembranças voltaram com mais intensidade do que ela gostaria. Quantas vezes reprimira esse tipo de memória? Por que agora voltavam com tanta força? Desistiu de tentar entender e resolveu ver como estava Kaede. Sentia uma grande necessidade de vê-la, mesmo que fosse de longe. Porém não imaginava que InuYasha também estivesse indo para lá junto de seus amigos para tentar ajudar Kagome.
Já no grupo de InuYasha, Miroku e Sango conversavam enquanto seguiam para o vilarejo.
– O InuYasha é muito azarado!!! – comentou baixo Miroku para Sango – Quando finalmente a Kagome começa a cede, ela fica sem memória!!!
– Estou começando a achar que eles não vão conseguir ficar juntos... É tanta coisa contra...
– Isso que dizer eles, já nós...
– Eu acho que devemos deixar isso quieto por um tempo...
– Não! Só porque a Kagome perdeu a memória teremos que pagar também?! – alterou um pouco a voz chamando a atenção de InuYasha e Kagome.
– Fica quieto seu... – disse a caçadora entre os dentes enquanto ameaçava-o com o punho fechado.
Kagome riu e InuYasha olhou desconfiado, alguma eles estavam escondendo mas decidiu ignorá-los e continuar caminhando. Faltava pouco para o anoitecer e estavam caminhando deste a tarde anterior. Pelo jeito iriam alcançar a vila mais cedo do que imaginava se continuassem nesse ritmo. Distraído em seus pensamentos o hanyou não notou que Shippou estava armando uma pra cima dele. Só notou quando suas pernas travaram e ele foi ao chão.
– SHIPPOU! Eu vou te matar! – falou enquanto arrebentava as cordas enroladas no seu joelho.
– Ah... Kagome me salve! – gritava enquanto corria para se esconder atrás das pernas de Kagome que por sua vez riu, deixando o jovem ainda mais irritado.
– Shippou você não deve fazer isso! E se ele se machucasse? – ralhou com ele, enquanto tentava segurar o riso.
– Bah, como se fosse me machucar com algo tão ridículo! – resmungava o hanyou já de pé.
– Já que você diz... – brincou Kagome.
Realmente queria se lembrar dele, pois mesmo suas lembranças não estivessem ali, sabia que o conhecia, ou melhor, seu corpo sabia. Alguma coisa nele dizia que era bom tê-lo perto. Não pela sua força, mas por algo mais. Não sabia direito o que era, achava que era apaixonada por ele, mas era uma paixão não correspondida. Mas então por que dessa insistência em fazer-la lembrar dele? Distraída, quase bate num galho mais baixo de uma árvore, sendo impedida apenas por InuYasha que notara o galho muito antes do pior acontecer.
– Hum obrigada...
– Por que não presta mais atenção! – gritou ele
– O quê? – falou furiosa! Quem ele pensa que é pra falar assim com ela! – Em primeiro lugar, eu não pedi pra você me ajudar!
– Que idiota! E você acha que eu fiz por você? Pense, ou ao menos tente se lembrar! Você só é útil neste grupo porque consegue sentir a presença dos shikou no kakera!
Ela gelou. Então era isso que ela significava para ele? Estava sendo uma boba romântica imaginando que ele de alguma forma pudesse amá-la. Afinal ele era um lindo hanyou de cabelos prateados e ela uma mera estudante do colegial que não tinha atrativos nenhum.
Abaixou a cabeça. Não iria discutir, nem olhar pra cara dele novamente enquanto não chegassem a casa dessa tal Kaede. Ele fora grosso com ela, estava magoada e ele notara isso. Não iria pedir desculpas porque pensou que se voltasse a agir como no inicio de tudo ela se lembraria dele, mas não pareceu surtir os resultados esperados, pelo contrário, havia deixado ela muito triste.
– Kagome... –“O que está fazendo” perguntava uma vozinha insistente dentro de sua cabeça enquanto chamava por ela. “Ela te humilha, te pisa, te faz de gato e sapato e você ainda se preocupa com o fato dela ficar chateada com você?”. Tentando ignorar a voz do seu orgulho, continuou. – Me desculpe. Por ter sido grosso com você.
– Não! – ele olhou para ela. Não acreditava no que acabara de ouvir!
– Você ouviu o que acabei de falar? – a voz dele demonstrava sua frustração. –Eu pedi desculpas!
– Sim eu ouvir! – ela retrucou– Mas não desculpo!
– Sua cabeça dura!
– Seu grosso! – gritaram e cada um virou o rosto para um lado.
“Eu falei para não se desculpa!”. Ele estava irritado, não iria ficar ouvindo seu orgulho reclamar. Ele já havia sido humilhado de mais para uma tarde. Já Kagome remoia-se com o que ele dissera. “Só era útil por sentir a presença dos shikou no kakera! Quem ele pensa que é pra falar assim comigo! Ele é um idiota! Muito lindo, mas um idiota de qualquer maneira!”
Sango, Miroku e Shippou riam. Tudo estava começando do zero!




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