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[InuYasha] InuYasha: Os motivos dele, as razões dela.


Depois de chegar ao vilareijo, InuYasha e seus amigos descobrem que a cituação de Kagome era mais complicada do que parecia. Um decisão, uma resposta, um beijo... VOcê ficaria por alguém que nem se lembra?
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Adicionado por: ~DanyAili em: 06/02/2010
Categoria: Animes/InuYasha
Classificação: Doze
Terminada: Não
Generos: Romance e Novela., Shoujo (Romântico)
Avisos:
Personagens: Inuyasha, Kagome, Sango, Miroku, Kaede, Shippou, Kikyo
Tags: Miroku, Kaede, Shippou, Memorias, Kikyo, Kagome, Inuyasha, Sango, Amor, Romance, Dor



Capitulo 10: “Se eu pedir, você fica?”



Na casa de Kaede, a senhora ouvira calmamente o ocorrido. Depois de analisar um a situação concluiu que não havia muito que fazer apenas esperar e torcer pra que a memória da Kagome voltasse logo.
– Bah! Não acredito que viemos até aqui só para ouvir que não podemos fazer nada! – reclamou o hanyou.
– O que esperava que eu fizesse InuYasha? Nunca aconteceu algo desse tipo antes, o máximo que posso supor é que o shikou no kakera estava muito corrompido, até mesmo para os poderes purificadores dela.
– Bem Kaede-baba gostaria de saber se, já que não serei de muita ajuda aqui, eu poderia ir para casa. – perguntou timidamente a garota.
– Não! – respondeu o hanyou, trazendo assim a ira da garota a tona.
– Que eu me lembre não perguntei a você InuYasha! – respondeu malcriada.
– Bem não vejo porque não. – respondeu Kaede – Mas InuYasha, se você acha que ela deve ficar, explique pelo menos o porque e deixe que ela decida.
Ele abaixou a cabeça e calou. Não iria admitir que não queira deixá-la sozinha agora, nem tão pouco admitir que a mamava. Do que ia adiantar? Nada. Ela nem ao menos sabia quem ele era...
– Faça como bem entender! – disse e saiu.
Estava confuso, não conseguia aceitar que ela não se lembrava dele, principalmente depois de tudo que aconteceu entre Kagome e ele nos últimos dias, era frustrante lutar para conquistá-la e quando ela começa a ceder descobrir que voltaram a estaca zero! Decidiu manter-se afastado um pouco, já chega de sofrer por ela. Pelo menos hoje ele já não agüentava mais ficar perto sem que a vontade de tomá-la em seus braços vencesse. Amanhã, antes que ela fosse embora iria novamente conversar com ela.
Enquanto isso na casa de Kaede, Kagome arrumava suas coisas enquanto conversava com Sango animadamente. Mesmo sem se lembrar da amiga, parecia que nunca perderá a memória conversando com a amiga, exceto pelo fato dela não se lembrar das pessoas citadas pela amiga. E aproveitando-se desse clima de intimidade entre as duas resolveu perguntar o que havia entre InuYasha e ela.
Sango pensou um pouco antes de responde, tinha que ser cuidadosa, pois não queria piorar a situação da amiga, nem prejudicar o romance entre a amiga e o hanyou.
– Bem, você gosta dele. – parou um pouco e olhou nos olhos da amiga e continuou – Mas acho que você já sabe disso, afinal deve se sentir diferente perto dele.
Kagome assentiu com a cabeça. Mas queira perguntar mais, porém estava receosa. Sango notando a hesitação da amiga continuou:
– Ele também gosta de você, fique tranqüila. – e sorriu ao ver o sobressalto da amiga com a notícia.
– Mas ele parece que em mim apenas como uma espécie de radar de fragmentos...
– Ele está magoado, sabe por você não se lembrar dele. Antes vocês... – parou de repente, estava entrando em território perigoso. – Bem, o importante é que vocês se amam, apesar de tudo.
Kagome pensava no que acabara de ouvir. Ela não mentira, mas também não contara tudo. O que ela escondera e por quê? Decidira que por ora sabia o suficiente, mas numa oportunidade próxima iria continuar com as perguntas.
– Vamos dormir Kagome, amanhã você vai voltar pra casa, é melhor que esteja descansada.
– Sim, você tem razão. Boa noite.
– Boa noite.
Deitaram-se, mas não dormiram. Sango pensando até onde ajudara e até onde prejudicara Kagome com o que lhe contou. Preferia acreditar que ajudara mais a atrapalhou. Já Kagome, pensava em InuYasha, ele sairá no momento em que ela dissera que ia pra casa e até agora não retornara. Gostaria de saber onde ele estava, mas não era possível, estava escuro e duvidava que ele estivesse perto. Acabou por adormecer com esses pensamentos sem imaginar que InuYasha estava mais perto do que imaginava...
O hanyou caminhou até a árvore onde esteve aprisionado por cinqüenta anos. No inicio odiava aquele lugar, mas agora era onde gostava de ir quando queria pensar, foi ali que vira Kagome pela primeira vez e foi graças a ela foi liberto. Pensou como seria bom se suas lembranças pudessem ir para a garota. Sentou-se aos pés da árvore e olhou para a lua que se encontrava em quarto minguante. Logo seria lua nova e ela havia prometido ficar com ele toda vez que isso acontecesse.
Abaixou a cabeça, sentia que ela pesava uma tonelada e sentiu as lágrimas. Estava chorando. “Droga, será que não serei feliz nunca?” – pensava com amargura. “Como se o fato de eu ser um hanyou não bastasse, os deuses acham divertido brincar com a minha vida como se ela não valesse nada. Há cinqüenta anos perdi a Kikyo por causa de uma armação do Naraku. Pensei que seria incapaz de amar novamente até que conheci a Kagome e agora isso! Ela nem ao menos sabe quem sou!”
Em sua mente só havia tristeza. Queria que ela parasse, mas não conseguia. Sentia mesmo como se os deuses estivessem brincando com ele. Olhou novamente para o fio no céu, sabendo que em mais um dia ele não estaria presente no céu e nem Kagome ao seu lado. Sentia-se desprotegido. Não tinha a menor idéia de como agir. Acabou por adormecer ali, ainda com lágrimas correndo sobre a face e sua mente a triste lembrança de que quem mais queria não iria esta com ele dessa vez.
Pela manhã, Kagome pegou suas coisas e foi acompanhada de Miroku, Sango e Shippou até o poço. Trocaram algumas palavras de despedidas e abraços mas não conseguia deixar de olhar em volta procurando InuYasha, ainda estava preocupada com ele, afinal desde a noite anterior que não o via.
– Ele ainda deve está irritado. – comentou Miroku, num tom descontraído – Mas tenho certeza que ele vai aparecer logo.
– Bem, eu acho que não vou esp... – começou a garota, mas foi interrompida por um grito.
– Kagome!!! – ao ver InuYasha chamando por ela seu coração pulou. “Sim realmente sou apaixonada por ele!” pensou a menina. – Por favor, antes que você vá, queria conversar com você. – antes que ela abrisse a boca ele completou – A sós!
Foi suficiente para que os outros se retirassem sem mais palavras. Logo estavam os dois sozinhos e com um silêncio pesado e constrangedor entre eles, mas como fora ele que a chamara pra conversar, então era ele que tinha que quebrar o silêncio:
– Se... eu pedisse pra você ficar, você ficaria? – tentava mostrar uma voz firme, mas como estava sendo difícil, sua vontade era implorar de joelhos, porém ainda mantinha um pouco de orgulho.
– Se você de der um bom motivo para fica... – ela tinha que tentar, se ele dissesse que a amava e que estava sofrendo ela ficaria caso contrário iria sem pensar duas vezes.
– Por que você pede sempre pra que eu demonstre? – o cansaço era papável na voz dele. – Será que não basta o meu pedido?
O que ele quisera dizer com sempre pedir que ele demonstre? Queria muito ter suas lembranças de volta para entender o que ele estava falando, mas como não tinha era melhor que ficasse quieta e esperasse que ele continuasse. Já ele por sua vez não conseguia mais pensar com clareza. Sua mente e sua voz estavam turvas de emoção. Procurou os olhos dela, e viu que estes, por sua pareciam perdido. Sustentado o olhar caminhou até ela e a puxou para seus braços.
Só ele sabia o quanto precisava senti-la junto ao seu corpo. Aquele cheiro embriagante, aquele corpo bem delineado e sensual, aquela boca doce tão próxima, era demais pra ele. Era algo próximo de um viciado em abstinência que fica frente a frente com o objeto de seu desejo, mas sabe que tem que resistir. Por mais forte que seja o desejo, ela nem sabia quem ele era. Pelo menos naquele momento.
Kagome por sua vez, tentava lembrar como se respirava. Era difícil lembrar como se fazia isso nos braços daquele yokai. Ela sentia uma necessidade imensa de continuar naquele abraço pelo resto de sua vida, sentia que se o soltasse cairia num buraco sem fim. Por isso lançou seus braços envolta dele e o apertou, não queria deixá-lo.
Era o precisava como se sentia bem com ela em seus braços. Afastou-se um pouco e olhou naqueles olhos da cor de chocolate:
– E então você fica? Por mim? – sua voz era rouca, e cheia de sentimentos, de uma forma doce que ficava difícil dizer não.
– Mas... – ela tentou, mas não tinha voz, esta nos braços dele era desconcertante, não conseguia pensar com clareza nem falar objetivamente. Será que ele sabia do efeito que tinha sobre ela?
– Mas o que? – falou ele no ouvido dela de forma sensual – Você pode ficar, na verdade só você pode decidir ficar ou não.
Ela não conseguia pensar, aonde ia mesmo? Já não sabia. Vendo a confusão no rosto da garota, o hanyou se proveitou e a beijou. Se ainda tinha alguma duvida se ficava ou não ela foi decidida com esse beijo.
– Eu... – começou ela – Eu quero ficar... mas... – as palavras não saiam por mais que ela se esforçasse. Respirou fundo e continuou, por mais que doesse proferir aquelas palavras. – Eu preciso ir!
Ele a soltou. Olhava para ela com os olhos cor de âmbar trasbordando tristeza e com uma pergunta estampada: Por quê? Ela sabia que tinha de continuar, agora que começara não tinha como voltar atrás.
– Eu estou muito confusa. – tentou continua depois de respirar fundo e evitar aqueles olhos que pareciam invadir sua alma. – Eu não sei direito o que aconteceu e por que eu não consigo me lembrar de você, nem da Sango, nem do Miroku. Você sabe como é ruim, olhar pra uma pessoa que está do seu lado, e não conseguir lembrar quem ela é. Como é angustiante quando perguntam se eu me lembrei de alguém e como me faz sofrer ver uma expectativa que é quebrada quando nego! Eu estou sofrendo! – as lágrimas vieram e ela não conseguiu segurá-las. Ele, por sua vez, não sabia o que fazer.
“Como pude ser tão egoísta” – pensava ao ver a morena aos prantos e sentia-se incapaz de se aproximar. – Kagome, perdão. – decidiu falar tudo o que pensara na noite anterior. “Dane-se orgulho! Do que me adiantar um orgulho intacto e um coração em pedaços?” pensou antes de continuar – Eu não imaginei que você se sentisse assim. Eu fiquei arrasado quando você disse que não se lembrava de mim. Você é uma garota difícil sabia? –riu do próprio comentário e como ela estava parando de chorar continuou. – Foi muito difícil de convencer de que você é a mulher que amo. E agora você sem memória... Acho que só os deuses sabem o qual isso me deixa inseguro!
Ele afastou-se um pouco da jovem, olhou novamente nos olhos cor de chocolate e continuou:
– Você nesse estado desperta em mim um desejo enorme de proteção. Sinto mesmo se fiz você chorar, mas eu me sinto tão inseguro, desamparado, quando você não está aqui. Mas esqueça o que acabei de pedir. Eu acho melhor você ir. Talvez você melhore lá, afinal você lembra da sua família e com eles não haverá a pressão que há aqui.
Havia dor nos olhos do jovem yokai, mas havia conformismo. Ele a amava mas sabia que ela, naquele momento, era precisava era ficar sozinha se ele conseguiria isso? Ai já era outra história.
– Obrigada, InuYasha. – falou enquanto caminhava na direção do jovem. – Eu quero que você saiba que mesmo sem me lembrar de você, eu sabia que te amava. – disse enquanto tocava o rosto do mesmo e este fechava os olhos para aproveitar o carinho. – Bem, eu já vou.
Ele abriu os olhos e a abraçou.
– Você não imagina o quanto é bom ouvir isso de você. – Disse rapaz antes de beijá-la docemente. – Bem, realmente é melhor você ir. Ou vou mudar de idéia quando deixa-la partir. – Brincou, enquanto um sorriso aparecia em seus lábios.
– Sim, eu vou, mas prometo não demorar! – ao falar isso, um brilho doce era visto em seus olhos. Sim, ele sabia que ela não iria ficar muito tempo e logo iria voltar.
Com essa promessa ele a deixou a partir.





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