[InuYasha] InuYasha's Songs - Não é por mim que o céu chora
Uma fanfic que escrevi com algumas letras que encontrei no canal aqui da AS,adicionadas pelo usuário Oyaha-Yoh...
Um final alternativo,em que todos esquecem suas diferenças em um mundo onde apenas se pensa em guerra...
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Caracteres:
8.925
Classificação:
Livre
Nota:
Não é por mim que o céu chora...
Nota da Autora
Essa fic não possui fins lucrativos, os personagens são de Rumiko Takahashi, todos os direitos reservados... UA...
Essas letras que aparecem na Fic foram retiradas do canal letras da AS, adicionada pelo usuário Oyaha-Yoh...
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Não queria abandoná-los, não naquele momento, minha vida se esvaía aos poucos, não queria!
Mas não achava nenhuma alternativa que me pudesse salvar a vida,justo quando o que mais queria estava prestes á se concretizar algo desse tipo acontece...Maldição!
Finalmente encontramos Naraku, desvendamos todos os seus mistérios, suas farsas, derrotamos suas maléficas criaturas, agora que estivemos frente á frente, para podermos acertar as contas...
Passara-se um bom tempo em que todos nós nos unimos para irmos atrás desse objetivo, e com certeza, muita coisa havia mudado também...
O houshi já havia deixado de ter seus acessos pervertidos contra Sango, parecia que a barreira do monte Hakurei finalmente havia surtido algum efeito nele...
Até também já havia confessado seus sentimentos mais de uma vez á ela, não tendo obtido muito sucesso desde então, mas todos nós sabíamos o quanto os dois se amavam...
Todavia, eu, continuava com minha eterna indecisão sobre duas mulheres que dominavam minha mente, desde sempre, e com toda certeza isso continuaria eternamente, até que a terra consumisse meus restos mortais neste lugar, porque os sentimentais já haviam sido roubados de mim mesmo...
O que acontecera, eu não tinha muita certeza se sabia, em minha cabeça de repente surgira esses pensamentos, essas lembranças vieram á tona, que eu tentava tanto dizer que não me importava com elas...
Desde pequeno o mundo me fizera passar por inúmeras provações, desde meu nascimento posso me atrever á dizer, não sou capaz de pensar o quão agradeço á tudo isso, pois se não tivesse acontecido,poderia não estar aqui...Sorrindo...
Não pensava que o mundo pudesse ser tão injusto com quem não era diferente...
-“Diferente... Mas em quê?”.
Isso é o que sempre me pergunto em meu íntimo, no que me diferencio dos demais?Sou capaz de viver, respirar, lutar por meus ideais...
“Derrotar Naraku...”
Sou capaz de amar, tanto quanto qualquer outra pessoa dessa era... Atrevo-me a afirmar isso porque aqui, todos somente vivem em guerra, como pode um amor tão puro florescer em uma vida de guerras?
Novamente o destino me pôs á prova, destruindo meu coração quando entre mim e Kikyou surge um obstáculo que ainda enfrento...
Não seria possível ainda amar dessa maneira, você deve pensar que depois que se é lacrado por 50 anos numa árvore que transcende as eras, mas como já disse... Posso não ser nem humano, nem youkai, mas ainda assim sou o que sou e não ligo para isso agora!
Todos eles parecem retornar á meu coração quando Kagome entra em minha vida, tento mais que o possível fazê-la pensar que não sou como os outros, tolos, fracos que precisam de amor em sua vida...
Em algo era parecida com Kikyou, não sei ao certo dizer no quê, mas posso puxar mais pela aparência, porque a maneira de pensar é ligeiramente diferente...
Não poderia acreditar que até agora, entenderia sobre tudo isso, ainda mais sobre o valor da amizade em nossa vida,mesmo que não demonstrasse,considero como uma de minhas obrigações protegê-los!Até o fim!
Por tudo isso, quero viver para o que o futuro me reserva pela frente, mas não posso meu corpo não se mexe...
Ao meu lado, vejo minha fiel espada, mais uma vez quebrada, tento levar meu braço até lá e mandar para o inferno aquele que de tantas maneiras acabou com minha vida... Mas ao mesmo tempo me fez perceber que nada é obra do acaso...
Pois, é por sua causa que agora somos amigos, enfrentamos todo o tipo de problemas juntos, limpamos as lágrimas alheias como um ato de conforto, como se pudéssemos dizer...
“Pode sempre contar comigo... Para o que der e vier...”.
O céu acima de nós se mostrava cinzento, ao presenciar toda aquela batalha, onde todos os nossos sentimentos, de alguma forma, estavam envolvidos...
Sinto algo bater de leve com encontro ao chão ao meu lado, quem poderia ser?Não queria saber... Queria lutar!Queria de alguma forma ajudá-los...
“Mas... Por quê?”
Por que diabos meu corpo não se move, meu coração parecia querer continuara batendo, ainda bombeando em mim, as minhas inúmeras razões de viver...
A chuva despenca do ar.
Mas além da água há algo mais;
Uma indagação me tira a paz:
‘Por quem o céu está a chorar?A chuva começa á cair... Chego á perguntar-me mais uma vez... Será que a chuva naquele momento chorava por mim?Será que alguém queria fazê-lo, mas não podia por causa de alguma razão?
Será que alguém algum dia chorara por mim?Sim... Lembro-me desse dia, em que passei á acreditar que no mundo não somos todos iguais...
Á muito tempo não pensava assim, que no mundo tudo tem alguma razão para existir e para ser, não pensava nisso quando á 50 anos atrás eu vivia das minhas garras...
Uma vida se esvai _morre_
Pela lâmina fria de uma espada;
Mas não sinto nada.
Não é meu sangue que escorre.Algo em meu coração implorava para que não fosse quem eu imaginava ser...
Não suportaria a dor de ter falhado novamente, meu dever era protegê-los, não queria vê-los e acreditar que eu havia descumprido a minha promessa...
Chego á imaginar que o sangue que escorria por aquele chão fosse de qualquer outro ser inocente que apenas queria viver...
Kagome cai ao meu lado, sinto meu coração doer de tristeza por não poder ajudá-la, de longe parece que ouço uma voz...
“Agüente firme Inu Yasha!”
Na noite adentro, uma voz aflora,
Suplicante, sofrida, assustada.
Será a mesma que me vejo forçado
A escutar, por hora?Não poderia imaginar quem seria apenas mais alguma ilusão da consciência?
“Levante!”
Não!Não era apenas uma voz que tristemente suplicava aquela prece, pareceram-me ser duas...
-“Não se dê por vencida ainda, garota...”.
A figura da Miko que um dia me tomou os pensamentos e meus atos surge ao lado de sua imagem futura...
Minha visão meio distorcida estava embaçando-se pouco á pouco, mas não o suficiente para que visse nos olhos de Kagome, a expressão decidida que ambas carregavam no olhar...
(Há muito sangue no chão agora.
A chuva tentará lavá-lo.
A chuva tentará levá-lo.
Mas sua presença não irá embora.) •.Cada uma possuía poderes espirituais bem distintos mas ao mesmo tempo tão iguais...
Em momento algum as vi fazendo o que via naquele instante...
Demorará a vir a aurora,
Mas um vulto branco já segue adiante.
A sombra da lua lhe cobre a fronte.
Seus passos ecoam terras afora.Ambas possuíam fragmentos da jóia, certo?Mas naquele momento as vi unindo as mãos e em volta delas um brilho forte as envolve... Como poderiam fazer isso?Essa é uma pergunta que nunca obterei resposta, somente elas parecem saber disso...
De repente,algo as ataca,vejo Sango e Miroku dando cobertura á elas...
Mas por que naquela hora elas pareciam não saber o que fazer?Vejo o brilho único da união de três fragmentos repousarem na mão de Kagome... Por que elas não faziam nada...?
Ambas estavam fracas demais para qualquer coisa, não sei o que elas farão agora, a destruição de Naraku depende exclusivamente delas, já não é de mim, pois não posso mais ajudá-las... Meu coração dói imensamente ao finalmente perceber que minha vida está acabando e o tempo é suficiente apenas para ver a destruição de Naraku...
As duas se levantam, ambas com arcos e flechas erguidas... Minha visão está ficando turva ou quando vejo as flechas serem lançadas o espírito da criadora da jóia está junto delas...
Ao que as flechas são lançadas, não vejo mais duas, vejo apenas uma!O que acontecera?Midoriko unira seus ataques em apenas uma flecha?*
A aura pura da flecha lançada brilhava intensamente enquanto traçava seu caminho até Naraku e destruindo-o por completo, a chuva embaçara ainda mais a minha desgastada vista o pouco que vira antes de fechar eternamente os olhos, foi à visão das duas mulheres que mais amei em minha vida e que agora demonstrou o quanto eram fortes quando trabalhavam juntas...
Chove muito lá fora.
E a vida escapa pelos pulsos sangrando.
Só resta a certeza de quem segue andando:
‘Não é por mim que o céu chora.’De uma coisa agora tenho plena certeza depois de tudo que havia visto naquela noite que agora se tornava aos poucos aurora: Não era por mim que o céu chorava, era uma maneira de dar a mim a força necessária para que seguisse em frente...
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* - Um ataque que eu inventei enquanto tinha esse colapso ficcional
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Comentários (
1)

Usuário
ʚïɞ
Postado em 21/01/2009 19:10:47
[i][color=#0099CC]Muito boa!!
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Nota:
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