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[Originais]Alone with the shadows - Capítulo 1


Hanah é uma garota que aos cinco anos de idade foi posta em um reformatório logo após a morte de seu pai.Depois de longos doze anos sua madrasta resolve buscá-la.
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Caracteres: 7.806
Classificação: Dezesseis
Nota: Nota: 5
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Adicionado por: ~Lubea-hatake
Adicionado em: 12/03/2008
Categoria: Misc/Originais
Generos:
Avisos:
Personagens: Tomoyo, Hanah, Ryako
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Notas:
Todos os personagens contidos nessa história me pertencem assim como a idéia original, qualquer que seja a semelhança com outras obras é mera coincidência.
Em negritos – Gritos.
Entre “” - Pensamentos.


Alone With The Shadows *Sozinha com as sombras*

Hanah, uma garota de estatura mediana, pele pálida, cabelos, lisos, longos e negros olhava para janela com seus olhos escuros e vagos.Estava sentada em uma cama, em um quarto vazio e escuro, olhando insistentemente para a chuva que começara a cair.
“Naquele dia também chovia”.

Flash back
Um Homem, de cabelos castanhos e olhos azuis, está com uma garotinha de cabelos negros e olhos do mesmo tom escuro em seu colo.A menina está segurando o que parece ser uma caixinha de musica, feita de porcelana, riquíssima em detalhes.
-Esta vendo, esse é o papai e essa a mamãe.Fala apontando para o casal da bela caixinha de musica.
-Papai eles se mexem?Pergunta a menininha com olhos curiosos.
-Mexem sim é só dar corda.Ele começa a dar corda ao objeto que, lentamente, começa a funcionar, o casal começa a dançar uma música calma e melodiosa. –Pronto, agora já está se mexendo.Ele sorri para a filha.
-Que lindo!Vou mostrar pra Tomoyo, papai.A menina sai alegre do escritório indo mostrar seu belo presente de aniversário a sua irmã mais nova.

O Pai da garotinha que antes trazia um sorriso agora já não trazia mais nenhuma expressão no rosto, estava caído no chão, inerte, sem vida.Ao seu lado, sentada na poça de sangue estava sua filha com uma pequena adaga na mão.
-Pa...Papai!Como se saindo de um transe a menina de cabelos negros começa a chorar e gritar pelo Pai, agora morto.
-O que você fez?Sua madrasta que acabara de entrar pergunta vendo a cena macabra.
-Eu não...Eu não fiz nada, estava aqui com papai e ele...Eu não sei...
-Você o matou, Hanah.A mulher ruiva de olhos esmeralda e gélidos olhou atentamente a menina, que nesse momento entrará em pânico.


“Depois do enterro ela resolveu me colocar nesse reformatório mesmo eu jurando ser inocente e não lembrar de nada”.

-Vamos já pegou tudo.A madrasta olhava para Hanah com os mesmos olhos gélidos.
-Sim senhora.A menina fitava o chão e trazia nas mãos o ultimo presente dado por seu pai.Sua bela caixinha de musica.
-Quem disse que vai levar isso?A mulher arranca a caixinha de musica das pequenas mãos da criança e a joga no chão.O frágil presente quebra ao meio, separando o lindo casal, feito em porcelana.
Hanah abaixou-se e pegou os restos de sua caixinha, com lágrimas escorrendo por seu rosto, enquanto sua irmã a observava, não demonstrando nenhuma reação.


“E isso já faz doze anos, não sei porque ela resolveu que agora quer me criar, não adianta fazer essa cara de boazinha nem ela e nem a outra... Eu conheço as duas e nunca vou confiar nelas”.

Hanah estava agora na sala da reitora do reformatório. A sua frente, sua madrasta Ryako, com os cabelos ruivos e um pouco encaracolados presos a um coque no alto da cabeça, ao seu lado estava Tomoyo, que de sua mãe só não herdara a cor dos cabelos.

-Bom Hanah, você vai junto com sua madrasta para sua casa amanhã, então trate de arrumar suas coisas.
-Sim querida amanhã vamos levá-la pra casa.A mulher ruiva a olhou com os olhos esmeralda. -Agora finalmente seremos uma família completa. Eu a Tomoyo e você.
-Hanah você não sabe como estou contente por ter minha irmã de volta! A garota de cabelos castanhos abraça Hanah,mas não recebe retribuição.

-Bom se era só isso senhora reitora, vou voltar para meu quarto.
-Não seja má educada!A reitora a repreendeu.
-Não senhora Mizushima, deixe-a ir, aposto que ela deve estar entusiasmada para poder arrumar as malas.
Hanah sai,deixando a porta fechar lentamente atrás de si.

“Não sei se me sinto aliviada por sair daqui ou se me sinto ainda pior por ter que ir com aquelas duas”

No dia seguinte Hanah estava arrumando suas malas.Ela esperara pelo momento de se livrar daquele lugar desde que tinha chegado nele, mas com certeza nunca pensou que sua madrasta a tiraria do reformatório.

O quarto era amplo, com várias camas, porém mal iluminado as cortinas eram escuras o que impossibilitavam a entrada dos raios de sol.Hanah apesar de tudo não podia negar que se sentia aliviada em ir embora daquele lugar, nunca se sentiu bem ali, as meninas que moravam junto com ela traziam passados marcados, mas mesmo assim se achavam superiores e sempre trataram Hanah como um ser estranho e abominável.A única garota que a tratará bem era um tanto estranha.Kôhei Dizia que via e ouvia pessoas mortas, mas apesar de suas esquisitices nunca maltratará ninguém, muito menos Hanah, de quem se dizia amiga. Mas, assim como os outros, ela também se fora.

-Bom, acho que já guardei tudo nas malas.Falava enquanto fechava as malas.
Ela olha para um pincel e uma caixa de madeira.
-Esses dois vão aqui.Ela colocou os dois objetos em uma pequena bolsa de couro.
A garota apanhou, suas coisas.Olhou ao redor, pensando que nunca sentiria falta daquele lugar.

Do lado de fora do reformatório, em frente ao portão principal, estava o carro de sua madrasta.Quando a avistaram imediatamente fizeram sinal para o chofer ir buscar a bagagem de Hanah, a garota permaneceu imóvel enquanto via o rapaz alto e esguio carregar suas bagagens, foi quando sentiu uma mão em seu ombro direito, virou-se e viu a senhora Mizushima.

-Você, apesar de tudo, nunca deveria ter vindo para este lugar.A reitora falou olhando para Hanah com um tom mais delicado que o normal.
Na verdade a senhora Mizushima, apesar de bem rígida e as vezes fria, foi quem acabou sendo responsável pela criação de Hanah e acabava se sentindo responsável pela garota.
Hanah voltou a olhar para o automóvel que a esperava.E para o destino que a aguardava fora daqueles muros acinzentados.
-É bom ver que finalmente voltará para seu lar.
-Há doze anos já não existe um lugar que eu possa chamar de lar, senhora reitora.Ela voltou olhar para Mizushima que por muitos anos tentou entender o que aqueles olhos pediam, infelizmente nunca descobriu.

Hanah começou a caminhar até o portão, quando chegou lá voltou a olhar para trás, as paredes daquele lugar sempre foram para ela uma prisão, quantas vezes teve vontade de socá-las com a esperança de se libertar?Não sabia ao certo quantas vezes.A construção era antiga e tinha dois andares, Reformatório para meninas Mizuo esse era o nome do lugar, ela podia ver que ninguém estava lá para se despedir dela, o que era bom, pois não gostava de despedidas.

O automóvel finalmente parara.O trajeto todo Hanah permaneceu em silêncio, apesar de várias vezes, sua irmã ou sua madrasta tentarem conversar com ela.Sua madrasta nunca a enganou, ela se fazia de boazinha na frente de seu pai, mas sempre a olhava com desdém e frieza quando ele não estava por perto, mas Tomoyo foi uma grande decepção, pois elas eram irmãs, mas a menina nada fez quando depois da morte do pai das duas a mãe dela decidira por Hanah em um reformatório.Hanah até podia perdoar por ela ter permanecido calada naquele dia, mas porque nunca a procurou, nunca foi visitá-la, nunca sequer enviou uma carta.Tomoyo a havia abandonado, assim como todos que Hanah amava.

Um enorme portão de ferro estava a frente, dava para se ver o jardim da mansão, era amplo e possuía muito verde, havia poucas flores e algumas árvores de grande porte.A mansão ao longe era imensa, e rica em adornos, era uma mansão clássica e medieval estilo europeu, com uma predominância da arte gótica, a mesma de algumas igrejas.

“Não pensei que ela ainda estaria assim, a mansão Hikari continua do mesmo jeito”.

Bom essa é minha primeira fic original
Fiz o titulo em inglês porque acho mais sonoro ^^
Espero que gostem

Capítulos de [Originais]Alone with the shadows

[12/03] Capítulo 1
[14/03] Capítulo 2
[01/06] Capítulo 8
[12/08] Capítulo 10



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