[InuYasha]Inutaishoo - O Lendário Cão Branco do japão. - cap. 85 - Possesividade.
A ninja é tratada é tratada muito bem pelo kitsunedaiyoukai que a vê como uma filha, pois a considera "filhote" ainda.
Mas tem que lidar com o ciúmes possesivo de sua conjugue em segredo.
Nisto, Oyakata recebe o comunicado de Kazedokugasama, genitor de sua futura consorte obrigada.
Comentários: 0
Favoritos: 0
Visualizações: 26
Caracteres: 16.568
Classificação: Dezoito
A ninja é tratada é tratada muito bem pelo kitsunedaiyoukai que a vê como uma filha, pois a considera "filhote" ainda.
Mas tem que lidar com o ciúmes possesivo de sua conjugue em segredo.
Nisto, Oyakata recebe o comunicado de Kazedokugasama, genitor de sua futura consorte obrigada.
cap. 85 - Possesividade.
No dia seguinte, a kunochi acorda, espreguiçando-se no futon macio.
Desperta um tanto confusa dos eventos de ontem, mas ao notar a corrente no tornozelo percebe que não tratou-se de um pesadelo, a parte dos companheiros sendo mortos ou do sonho, uma cela confortavél e um mononoke gentil.
De fato, era prisioneira do senhor das Terras do Oeste, o daiyoukai Inunotaishou, porém, pelo que vira, seria bem tratada se cooperasse e comportasse. Isto a supreendeu, aprendera o quanto era cruel o destino de um prisioneiro, ainda mais mulher e que pelo que ouvira era preferivél a morte, mas com o tratamento que estava tendo, considerou que a morte com certeza não era vantajosa e que, pelo que percebera, não havia motivo para isso.
Senta no futon e observa melhor sua cela que mais parecia um quarto, reparando nos detalhes, armário de roupas, mesinha baixa, zabutons, olhava sua cama, macia e quentinha e um recepiente de bambu contendo água, nada comparada a cama de palha e tecido ralo , além de uma cabana pequena e miseravél . A janela era grande e os raios quentes adentravam iluminando bem o recinto. Olhou para o sol e percebeu que estava á pino e que ela dormira a manhã inteira.
Então olha para o porta, um tanto curiosa, ao ouvir um som dela sendo aberta, para depois surgir por ela um imenso oni, usando apenas tanga, entrando com baldes de madeira contendo água quente enquanto suas guardas fitavam-na curiosas mas atentas a qualquer movimento, o que era desnecessário pois não seria idiota de dispensar um banho quente com essências, lá na vila que morava, não tinha essências, só se banhavam com óleos quando se arrumavam para seduzir um homem para arrancar informações, se era para outras missões, era no máximo um banho morno.
Então, após virar a água o servo saí dali. A jovem se levanta e pega um kimono rosa com flores brancas e um obi verde. Ao entrar no espaço e puxar a porta corrediça, que não fechava completamente pela corrente que a prendia no tornozelo, retira suas vestes e prepara a água, cantarolando, feliz por poder usar essências pela terceira vez em sua vida, até aquele instante, então, entra e passa a relaxar. Acaricia o ventre, feliz, pensando em como seria com um bebê nos braços, mas fica um tanto assustada ao pensar na barriga imensa, como vira uma de suas companheiras, torce o nariz e torna a banhar-se. Escuta a porta sendo aberta, seu coração bate acerelado, sai do ôfuro, enrolando-se em uma toalha e abrindo um vão da porta corrediça, vê então uma jovem youkai pondo a bandeja com a refeição dela, esta vira e fala, sorrindo, com olhar bondoso:
- Não precisa ter medo, filhote, só trouxe seu almoço e foi reforçado, pois não se alimentou a manhã inteira pois estava dormindo, trouxe chá, no caso de sakura. Quando vierem buscar a bandeja, peça um chá de sua preferência para a tarde, se sentir enjôo de alguma coisa, avise, que não serviremos e traremos algo leve a para curar o enjôo.- e sorrindo, curva-se levemente retirando-se dali, ela vê as guardas fechando a porta e se posicionando como sentinelas.
"Criança, filhote ", suspira, conforme pensa no que a chamam, inclusive aquele comandante, já não era mais criança e aquilo começava a aborrece-la. Lembra de sua infância e chora ao recordar de seus pais. Mas se refaz e secando os olhos, lava-os e depois saí do ôfuro, secando-se e pondo o kimono. A toalha deixou no recinto do ôfuro.
Caminha até a mesinha e senta, aí percebe a comida, olha abismada, aquilo era mais do que estava acostumada, só vira aquilo uma vez na vida, na casa do nobre que seduziu para obter informações. Tinha chawan grande de arroz, uma chawan vazia com hashis em cima, tinha peixe assado, grande, emcima de uma madeira fina castanha escuro, legumes e misoshiru, também vira moshis além do bule de chá branco, com detalhes de garças e xícara. Ficou maravilhada ao pensar se seria tudo aquilo todo o dia, se fosse só metade daquilo da próxima vez, seria muito á ela. Já que no vilarejo, peixe erá só um vez a cada quinze dias e arroz, a cada três dias e pouco, costuma a mistura ser rato que pegava ou algúm passaro, galinha ou carne, uma vez a cada dois meses.
Saboreando a comida, come entusiasmada e percebera o quanto estava faminta, mas mesmo assim, estava saborosa a comida. Comia com o hashi com tamanha alegria e descontração que as bochechas ficavam logo sujas de arroz. Depois, come os moshi. Há muito tempo não comia um doce, degustava feliz, se maravilhando e saboreando cada mordida. Não percebia uma figura observando da porta, o entusiasmo e felicidade dela com a comida e principalmente doce, sujando ainda mais as bochechas e depois, ela tomando um chá e suspirando de contentamento.
Tenkumoya sorria bondosamente para a humana, olhando-a paternalmente, de fato, se comportara como uma criança comendo, ela conseguira um tempo recorde para comer, em menos de vinte minutos e pensara que ela precisaria daqui a pouco um chá para indigestão, comera rápido demais.
Quando a serva entra para recolher a bandeja, o comandante ordena que traga um outro bule, com um chá para indigestão, pois previra o resultado daquele "entusiasmo" com a comida. A jovem senta no futon e encosta na parede, pois percebera o receio da serva de se aproximar dela. Retira rapidamente as coisas e saí dali, também rápido. Após a serva sair, ela vê o daiyoukai de antes entrar, sorrindo paternalmente.
- Ohayougozaimassu, criança, a comida estava boa? E o banho?
Ela se curva e fala, um tanto timidamente, pois apesar dele usar somente um montsuki negro, com emblema de kanji de raposa, haori azul com detalhes prateados nos ombros, uma gi dourada e uma hakama azul, a aparência era imponenete, ainda mais, o youki que emanava dele, mas não sentia ser agressivo nem nada, e sim, amistoso, fornecia uma sensação de paz e segurança, por algum motivo confiava nele
- Estava, nunca comi algo tão saboroso ou um banho com óleos de essências, só quando . . . - e fica cabisbaixa.
- Quando era para seduzir um senhor? Em troca de informações? - olha tristemente para ela.
Percebendo a tristeza dele, pergunta, confusa:
- Porque a tristeza, Tenkumoyasama?
- É tão criança e já seduzindo . . .pelo menos, ao meu ver e dos servos, não passa de um filhote de humano . . . - e suspira tristemente.
- Meu nome é Kireiko . . . e não cri-an-ça - fala emburrada, cruzando os braços e olhando para o lado, para depois perceber o que fizera e olhar temendo ser repreendida pelo tom usado.
Mas vê ele olhar paternalmente e sorri bondosamente, então, acaricia a cabeça dela e fala, sorrindo, para surpresa desta:
- Sinto por chama-lhe de criança, Kireiko . . . mas é assim que a vejo . . . - e sorri.
- Hunf! - fica emburrada, somente faz isso ao perceber que fora dado certa liberdade para agir perante ele.
Então ele torna a acariciar a cabeça dela, que sente-se confortada, poucas vezes experimentou um afago assim, dando uma sensação de cuidado e amparo, começava a vê-lo como um pai que nunca teve.
- Não se preocupe, cuidadarei de você, Kireiko e sua cria, estás em segurança, tens minha palavra . . .
- Hai -e sorri timidamente, sentindo-se bem com aquele carinho e aproveitando, fazia tempo que não sentia-se assim, amparada, protegida.
- Vou trazer uns pergaminhos para você ler . . . sabe ler? - pergunta bondosamente, começava a sentir afeição por ela e desejo de protege-la como um pai, pois sentia que a vida dela não fora um ' mar de rosas'.
- Não . . . . - e olha para o chão cabisbaixa.
- Vou mandar uma youkai fêmea ensina-la, na ausência desta, darei aulas.
- Vai? - o olha feliz e surpresa.
- Bem, vai poder distrair sua mente, cri . . . quer dizer, Kireiko. -e sorri, sendo retribuído pela mesma.
Ele olha para a porta e vê seu servo entrar e protra-se:
- Tenkumoyasama, Fukaisorahanasama está aqui.
Ele olha e então fala, sério, pelo visto, ela queria conversar com ele e não seria nada amistoso, então, suspira, já prevendo o teor, pelo visto em matéria de possesividade, ela ganharia dele.
- Sinto, Kireiko, mas tenho que me retirar, hoje mesmo começará as aulas, mais tarde. -e sorri, afagando a cabeça dela uma última vez.
- Hai,arigatougozaimassu, Tenkumoyasama. -e curva-se.
- Sayounara, Kireiko.
- Sayounara - e sorri.
Nisso, ela vê o daiyoukai saindo com uma feição aborrecida, não entendo o porque dele agir daquela maneira.
OooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooO
Perto dali, mais precisamente na sala de reunião, a comandante andava de um lado para o outro, nervosa, aborrecida, pois soubera que estava com 'aquela humana', sentia seu sangue ferver a simples menção disso. Nisso, ela vê a porta corrediça ser aberta e o comandante entrar, calmamente. Sente a fúria dela através da marca e nos olhos estreitados para ele, era uma ataque de possesividade, suspira resignado e buscando calma interior, prepara seu espiríto para a 'batalha' que se seguirá naquele recinto.
- Tenkumoya, o que o cheiro dela faz em você? - segue-se uma discussão em sussurro, para que os servos não escutassem.
- Fiquei perto dela e afaguei a cabeça dela paternalmente, ela é apenas uma criança, nada mais, a vejo como um filha . . . - fala sussurrando também, baixo demais para a audição humana, mas não para eles.
- Não é sua filha . . . é uma prisioneira . . .
- Um filhote de humano prenha . . .
- Não muda . . .
- Se resolver adota-la como filha quando poderá sentir confiança nela? - arqueia a sombrancelha.
- Não ousaria . . .
- Com Hanako foi assim, ela é uma humana que acolheu bebê num vilarejo . . . e criou como filha . . .
- È um caso separado ,era uma bebê recém-nascida.- estreita os olhos levemente rubros.
- Mas, não era sua filha, penso, em adota-la como minha filha e a cria dela como meu neto.
- Que?!
- Com certeza, Oyakatasama não se importará, pois ela é minha responsabilidade . . .
- Deveria ser minha, mas sua filha a pegou primeiro . . .
- Pelos deuses . . . - ele olha suplicante para o alto - ela é uma criança, apesar de ter tido relação, seu comportamento, trejeito, é de criança . . .
- Pode estar enganando-o, ela é kunochi, uma ninja, especialistas em dramatização, teatro . . . - rosna agora enquanto cerra os punhos.
- Sabe o quanto sou especialista em olhos, posso saber se é mentira ou não analsiando o olhar e feição, por mais treinada que seja e experiente, no caso experiência não se aplica à ela com pouca idade que tem, é sincera . . .
- È ninja! São ardilosos, sorateiros, não diferem de serpentes . . .
- Esta é diferente, a vejo como uma criança perdida em um mundo cruel, desolado, seus olhos demonstram uma tristeza imensa que feriu seu coração, quero ajuda-la . . .
- Por acaso, é para substituir aquele humano, o Hoshi?- fala arquenado a sombraçelha.
- Não, apenas quero ajuda-la . . . venha aqui de manhã e no horário da refeição e entenderá o que falo . . .
- Seu . . . - mas não pode terminar, pois teve seus lábio tomados, calando seus protestos.
A beija com mais puro desejo, relevando o quanto a desejava e que ela podia sentir pela marca, então, saboreia com a língua os lábios deste, mas sem se tocarem, senão a roupa ficaria impregnada. Eles se separam com rápidos selinhos e o comandante fala com aquele sorriso caracteristíco que quebra qualquer barreira e que ela amava.
- Pertenco a voçê e a ninguém mais, assim como me pertence . . . garanto, que ao ver os gestos e trejeitos dela e olhar em seus olhos, verá do que falo . . . juro, confie em mim, onegai. -e pega a mão dela e beija, sem deixar o contato visual.
- Seu . . . - mas sua voz falha ao olhar nos orbes deste e então fala resignada - virei conferir, se estiver mentindo . . .
- Juro que é verdade . . . pela minha honra . . .
- Agora, temos que disfarçar nossos cheiros, temos que nos controlar - ela fala resignada.
- È mesmo . . . - fala percebendo a situação.
- Por sorte, trouxe isso - e mostra um pequeno frasco.
- Que é isso?- arqueia a sombrançelha ao vê-la destampar e virar em sua mão para umedecer seus lábios, sente um cheiro nem tão forte nem tão fraco.
- È um perfume, fraco, para despistar nossos odores, coloque em seus lábios e mãos.
- Sim -e pegando o frasquinho, aplica nas áreas que se tocaram.
- O cheiro não é muito intenso, porém, é feito de uma flor, a Flor dos cheiros que ludibria o olfato dos outros, darei um a você- e estende, outro frasquinho, agora mais calma- importei da China esses frascos, são melhores para transportar.
- Isso mostra o quanto devemos controlar nossa possesividade . . .
- È verdade.
Após retirarem o cheiro um do outro, se despedem com a comandante decidindo retornar mais tarde.
OooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooO
Após quatro dias, Oyakata recebe um pergaminho de um jovem mensageiro youkai. Este prota-se e se retira, ele abre o pergaminho e lê, torna a reler cinco vezes, cada vez mais atônito e irado. Chama por Tenkumoya, que se dirige até ele. Agora se encontravam na sala de negócios, enquanto o comandante relia o pergaminho, fala, então, surpreso:
- Este Kazedokugasama, fala que em seis dias, sua filha descerá dos céus e irá contrair união com o senhor, conforme prometido por seus ancestrais.
- Quem é esse Kazedokugasama? Que promessa é essa- falava bufando - um casamento arranjado!
- Descer dos céus, tudo indica que são tenninyoukais . . .
- Percebi também, mas não possuo conhecimento de tal promessa . . .
- Eles não mentem, nem podem, são seres belissímos e honrados, incapazes de enganar, ocultam para não terem que mentis, são uma lenda.
- Minha Hahaue nunca me prometeria . . .
- Um poderia ter feito . . . aquele desgraçado.
- Não pode ser, até morto arruina minha vida?- fala rosnando e com os olhos levemente rubros.
- Pelo visto, o que poderia fazer é enviar um pergaminho, questionando quando fora feito a promessa e confirmar se foi Yorusou, se foi, então, não tem escapatória, terá que unir a essa tenninyoukai . . . vossa honra está em jogo . . . e ela é uma hime, se tiverem um herdeiro, ele será um princípe e por um lado,dará maior estabilidade á estas terras . . .
- Eu sei disso, não posso fugir, tenho que honrar a promessa . . . mas unir-me? - olha incrédulo.
- Tem outra maneira . . . ja que é arranjado.
- Qual? - olah suplicante, com as mãos na cabeça abaixada e com cotovelos apoiados na mesa.
- Fingir uma marcação . . .
- Que?
- Simples, para todos os efeitos, ela estará unida ao senhor, só que não se marcarão nem nada, mas para todos , ela será a princesa e senhora dessas terras, mas, na verdade, será uma união de fachada, tenho quase certeza que essa jovem tenninyoukai não deve ter gostado dessa união, isso se ela não for muito submissa ao pai . . . basta se sentir que ela não deseja, propor isto . . . mas claro, que ela terá que dar um herdeiro . . .
- Entendo . . . aí ela decidirá quando quiser dar e não compartilharemos o futon . . .
- Se ela não o ama-lo e o senhor em contrapartida não a ama, poderão ser amigos, mas mesmo sem marca-la, ela terá plenos direitos sobre essas terras, como senhora desses domínios . . .
- Não vejo outra saída, quando me encontrar com ela, após confirmar essa promessa, irei propor isso . . .
- Seria uma saída que agradaria a ambos . . . - Tenkumoya fala fitando a janela imensa.
- Vou fazer isso, o mensageiro aguarda minha resposta, vou escrever a este tenshiyoukai, Kazedokugasama, sobre onde e como foi feito essa promessa e por quem . . . daqui a seis dias, irei propor isso, espero que ela aceite, senão . . . - fala olhando tristemente o tampão da mesa.
- Terá que marca-la, Oyakatasama . . .
Nisso no ambiente impera um silêncio triste e pesado, com o inudaiyoukai tendo um fardo em suas costas. Oyakata escreve a mensagem ao pai da jovem tenninyoukai, não queria acreditar, que mesmo depois de séculos, o desgraçado fizera algo contra ele, pensava que quando sua mãe destruiu o desgraçado, todas as impurezas ordinárias haviam desaparecido, mas se engana, agora teria que se unir, caso sua futua conjugue forçada, não aceitasse o acordo.
Capítulos de [InuYasha]Inutaishoo - O Lendário Cão Branco do japão.