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[Outros] .Auterego.


Mikiyo Yuukimura é um quieto estudante ginasial que sempre é atormentado pelos outros alunos por seu cabelo roxo berrante. Sempre esperando a volta do irmão mais velho, Mikiyo acaba se envolvendo com um novo trio de amigos também muito esquisitos e suspeitos: Sayaka Takai (N/A - apesar de ser original do game Pia Carrot 3, a personagem é baseada em mim, Coral Daia xD), Yuki Satoro (baseado no Yukato daqui do AS mesmo -) e Fye Kanaiana (baseado em um amigo nosso).
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Adicionado por: ~CoraL em: 17/09/2008
Categoria: Misc/Outros
Classificação: Doze
Terminada: Não
Avisos: Indisponível
Gêneros: Romance e Novela., Comédia, Ação, Aventura e Luta
Personagens: Yuki, Fye, mikyio, sayaka
Tags: Indisponível



.Capítulo.1.Roxo.Berrante.


.Auterego.

[.Capítulo.1.]
Roxo.Berrante


-Mikiyo Yuukimura-


Ali, no final da sala cheia de alunos, num canto, ao lado do armário dos professores da tarde, sentava-se um garoto. Provavelmente, por seu primeiro dia, depois de muito tempo do começo das aulas, era ignorado. Seu cabelo roxo berrante de olhos azuis profundos chamava a atenção de qualquer um. Logo que foi matriculado, teve que ir para a diretoria por conta disso, mas a cor de seu cabelo era natural, seu próprio irmão fora quem confirmara — o que também não agradara o conselho, pelos dois serem daquele jeito. Em tudo isso, o garoto não disse uma única palavra. E, talvez, por conta disso, ninguém queria se aproximar dele. Quem gostaria de ficar ao lado de um delinqüente que fingia ter o cabelo natural com a aquela cor tão extravagante?
Logo a confusão cessou, as conversas também. O professor chegara. Ele rodou os olhos pela sala.
— Hoje — disse, pegando um pequeno maço de papéis recortados ao meio. —, estou entregando-lhes um bilhete da diretoria. Haverá reunião de pais — e logo acrescentou, com um sorriso aos ver os rostos dos alunos ficarem entediados com caretas de desgosto. —, e vocês deverão estar presentes também.
Ele recostou na beirada da mesa, ao terminar a entrega. E disse num muxoxo.
— Apesar de que nem todos aqui possuem pais.
Alguns poucos alunos viraram-se para trás, secando o garoto do fundo, de cabelos roxos, com um olhar ameaçador e malicioso. O irmão daquele garoto... também havia desaparecido logo após a matrícula sem deixar vestígios.

Ao interalo, todos os alunos "normais" dirigiam-se para o refeitório. Era comum ver várias mesas lotadas por uma única panela – tradicional da escola.
Sentada num canto afastado, uma menina levantou o olhar, ouvia um burburinho vindo do outro lado da cantina. Os outros dois rapazes que estavam junto com ela fizeram o mesmo, levantando os olhos para que pudessem ver de onde vinha a algazarra que acabara de começar.
— Ei, moleque, é verdade que você é rei dos esquisitos, não é?! — Um outro garoto, provavelmente do 3° ano, deu uma alta gargalhada e, com um forte soco, acertou o estômago de um menino magricela e mais baixo que ele, de cabelos roxos berrantes, que estava sendo segurado por outros dois brutamontes, em de cada lago, levantando-o pelos braços à força.
O menino estremeceu, começando a se debater ainda mais para se libertar. Mantinhas os olhos cobertos pela comprida franja do cabelo, com o rosto abaixado.
Os dois capangas escolares que lhe seguravam, caíram de costas ao chão, quando o menino, inexplicavelmente, os fez girar no ar. O garoto caiu para trás, todo o seu corpo doía, e sentia falta de ar constante. O terceiro arruaceiro, aquele que lhe estava socando o estômago, correu com medo; os outros dois foram a trás do mesmo, sumindo pela porta que dava para o corredor das salas.
A pequena rodinha que estava envolta da confusão foi se dispersando entediada, muito provavelmente com os bolsos vazios por terem perdido as apostas. O magricela de cabelos roxos se levantou, jogando a cabeça para frente, e assim que ficou de pé, pegou a carteira vazia do chão, pondo-a no bolso, e saiu calado do refeitório, pronto para ir à diretoria mais uma vez por ter se metido em uma briga — que claro, não fora ele o causador.
— Coitadinho... — Disse a menina do outro lado do refeitório, levando as mãos ao peito, de jeito inocente. — O que será que vai acontecer com ele? — E virou-se para os outros dois, preocupada.
— Ele que se dane — respondeu o loiro, em deboche, debruçando-se no encosto de uma cadeira, sentado ao contrário.
— Takai... — O ruivo chamou, ela ficou de frente a ele no mesmo instante. Ele mantinha uma expressão séria, e também escondia os olhos na franja do cabelo, com o queixo baixo. — Aquele garoto é da sua sala, não é mesmo?
— Sim — ela piscou, sorrindo. Ela abaixou o rosto, encostando os lábios nas mãos juntas ao peito. — Espero que ele fique bem.

— Espero que fiquem cientes do acontecido — resmungou o diretor, já cansado das brigas de sempre dos alunos com o garoto, cruzando os braços, com raiva por ter sido interrompido no que fazia. — Na próxima, os quatro levarão suspensão.
Ele abriu a porta. Os três marginais e o garoto saíram da sala.
— Na próxima — o líder do trio apontou para o menino magricela. —, você não vai se safar, ouviu, frutinha?!
Gargalhando alto, os três foram embora, cada um com uma advertência amassada sendo jogada ao chão do corredor.

— Licença — pediu uma voz animada e gentil.
Levantou o rosto entediado, antes machucado, agora limpo. Viu uma menina de aparência simpática e sincera à sua frente, com um sorriso radiante no rosto.
— Por favor, será que eu poderia fazer o trabalho de química junto com você?
O garoto pareceu-se assustado. Ele, que fora sempre excluído de tudo e todos na escola, sempre o último para todos os jogos em equipe, só porque era diferente. O excluído, que sempre fora ignorado, estava agora sendo convidado para um trabalho idiota de química. Desconcertado por esse seu pequeno devaneio, ele balançou a cabeça freneticamente, concordando.
— Muitíssimo obrigada!
Ele lhe deu espaço rápido e a garota sentou-se ao seu lado, colocando os livros em cima da pia/mesa do laboratório de ciências.
— Você é o Mikyo Yuukimura-kun, não é? — Ela perguntou; ele assentiu com a cabeça mais uma vez. — Muitíssimo prazer! Meu nome é Sayaka Takai — e sorriu (mais uma vez).
Ele piscou confuso e apertou a mão que ela lhe estendera. Logo o professor entrou na sala e começou a rabiscar na lousa, mandando todos se calarem. Enquanto Sayaka escrevia as anotações em seu caderno, Mikyo rodou os olhos pela sala. Muitas pessoas olhavam a menina gentil, com desprezo, só porque... estava fazendo um trabalho com ele.

— Yuukimura-kun! Espere, por favor! Yuukimura-kun!
Mikyo virou-se para trás. Sayaka, vinha correndo até ele, mais uma vez, sorrindo pelo mesmo tê-la esperado. Voltaram a andar, assim que a mesma o alcançou.
Ficaram andando sem falar uma única palavra, chegando a ser constrangedor. Do outro lado da rua, numa lanchonete, Mikyo pôde ouvir pessoas zombando de Sayaka. Isso começou a ser freqüente de uma hora para outra desde a aula de química.
Ele parou de repente, fitando o chão.
— O... o senhor está bem, Yuukimura... kun...? — A menina perguntou, chegando perto.
Ele estremeceu, fechando o punhos com raiva. Ele abriu a boca para falar, encarando-a.
— Sayaka-chan!
Um voz veio da frente de onde estavam. Dois rapazes, um loiro de olhos azuis e um ruivo de olhos castanhos, vindo até eles. Eram mais velhos, provavelmente estavam no 4° ou 3° ano.
— E aí, Sayaka-chan? — Perguntou o loiro, sorrindo quase que forçado, segurando um livro ao lado da cabeça, em cima do ombro, com uma bolsa a tiracolo pendurada no outro ombro. — Como foi seu dia hoje?
— Ah, Fyy-san! — Ela virou-se para os dois, saltitante. — Muito bom, obrigada! Ah, muito boa tarde, Yuki!
— Você já me deu bom dia hoje, Takai — o ruivo foi até ela e balançou seu cabelo castanho claro, fazendo-a corar de leve.
Mikyo desviou o olhar deles com rispidez, ficando quase de costas. O que eles eram? Uma garota bobona, um ruivo mal-humorado e um loiro que se achava o maioral... perfeito.
Apesar que... Mikyo voltou o olhar, aos poucos, encarando o chão, sentindo-se vulnerável, com desgosto. Eles riam, eles estavam rindo. Ficou com raiva, ainda mais. Mas eles não estavam rindo dele, estavam rindo entre si sobre coisas banais, piadas sem graça, idéias bobas.
Já estava indo embora, sem falar nada, quando alguém o chamou.
— Você é Mikiyo Yuukimura, não é mesmo? — O ruivo perguntou, tomando a frente dos três. — Eu sou Yuki Satoro, este é o Fye Kanayana e esta aqui, Sayaka Takai. Acamos reparando em você. A muito tempo, não víamos alguém como nós nesta escola. Todos os outros foram embora e nunca mais voltaram... por também serem diferentes.
Mikyo o olhou, indiferente, e voltou a andar, ignorando-o.
— Yuukimura-san, espere, por favor — Sayaka o chamou, parando em sua frente. — Espere, por favor!
Ele parou, não esperava essa reação.
— Por que... por que você quer ir embora, Yuukimura-kun? Me explique, por favor... E-eu não consigo te entender.
— Dê uma chance a ela, pirralho — Fye resmungou, cruanzando os braços, inconformado. — Não 'tá vendo que ela quer ser sua amiga, tampinha?
— Você deveria tratar melhor as pessoas — Yuki virou-se para o amigo, sem se mexer; aquilo já era rotina entre eles.
O outro arqueou os braços atrás da cabeça, bufando. — Hunf! E daí?!
Yuki sorriu com a indiferença do amigo.
Mikyo assentiu com a cabeça, parecendo mais amigável. Sayaka sorriu e, puxando a mão dele, começou a correr, amigada, fanzendo-o ficar confuso. Logo que perceberam, os outros dois foram atrás, sabendo exatamente o quanto seria bom o final do dia.


[.Capítulo.2.preview]
.Origame.
— Ora, ora, veja só, Yukato-senpai... E não é que achamos um bom pedaço de carne p'ra abater!?
— Então enfim é nisso que vamos bater, Kanaya-nii-sama.
— Desculpe-me descepcioná-los, mas eu não sei fazer isso.

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